
Jo. 12: 24 e 25 - "Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo caindo na terra não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto. Quem ama a sua vida, perdê-la-á; e quem neste mundo odeia a sua vida, guardá-la-á para a vida eterna." Considerando o texto como simbólico, o grão de trigo tem dupla referência, pois simboliza a morte de Cristo, e, por extensão, a morte de todos quantos foram n'Ele incluídos. O fato inegável e irrefutável é que há um ensino nesta passagem. Ela não possui valor retórico, ou mesmo, poético. O grão não morrendo, permanece em seu estado impar e inalterado. Mas, morrendo, reproduz-se em uma espécie de fator multiplicador, pois das suas espigas surgirão novos e inúmeros grãos. Assim, admitindo-se que Cristo veio morrer a morte dos mortos em seus delitos e pecados para executar a justiça de Deus, destituindo, assim, a natureza pecaminosa do homem, Ele ressuscita trazendo os regenerados à vida. Estes regenerados se põem a pregar e testemunhar da verdade sobre a inclusão na morte de Cristo, logo, multiplicarão o número dos regenerados que foram preordenados para a vida conforme At. 13:48 - "Os gentios, ouvindo isto, alegravam-se e glorificavam a palavra do Senhor; e creram todos quantos haviam sido destinados para a vida eterna." Realmente, só creem os que foram preordenados para isto. Os não predestinados, podem ouvir a pregação das Escrituras a vida inteira que não lhes produzirá efeito algum, salvo religiosidade.
Na sequência do texto áureo deste artigo, vê-se que a contabilidade espiritual difere substancialmente da contabilidade mercantilista do homem. Nesta, ganha-se sempre e cada vez mais. Nela, não se vislumbra a possibilidade de perdas. Naquela, a saber, na contabilidade de Deus, perde-se primeiro, para só depois ganhar. Assim, o homem não regenerado, e aqui se refere ao religioso, luta ingloriamente para ganhar a salvação sem perder a sua vida almática. Os eleitos, por outro lado, rendem-se diante da graça misericordiosa de Deus por instrumentalidade da fé que Ele mesmo lhes concede, a fim de perder suas vidas almáticas na cruz, para ganhar a vida eterna e abundante de Cristo na ressurreição. Então, perde-se para ganhar e não ganha-se para perder, como é visto na religião comum e reproduzida pelo homem decaído e destituído da glória de Deus como se vê ao longo da história.
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