sexta-feira, 31 de maio de 2013

SOBRE O FIM DOS TEMPOS XXXVIII

Ap. 12: 1 a 18 - "E viu-se um grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos seus pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a sua cabeça. E estando grávida, gritava com as dores do parto, sofrendo tormentos para dar à luz. Viu-se também outro sinal no céu: eis um grande dragão vermelho que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre as suas cabeças sete diademas; a sua cauda levava após si a terça parte das estrelas do céu, e lançou-as sobre a terra; e o dragão parou diante da mulher que estava para dar à luz, para que, dando ela à luz, lhe devorasse o filho. E deu à luz um filho, um varão que há de reger todas as nações com vara de ferro; e o seu filho foi arrebatado para Deus e para o seu trono. E a mulher fugiu para o deserto, onde já tinha lugar preparado por Deus, para que ali fosse alimentada durante mil duzentos e sessenta dias. Então houve guerra no céu: Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão. E o dragão e os seus anjos batalhavam, mas não prevaleceram, nem mais o seu lugar se achou no céu. E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, que se chama o Diabo e Satanás, que engana todo o mundo; foi precipitado na terra, e os seus anjos foram precipitados com ele. Então, ouvi uma grande voz no céu, que dizia: agora é chegada a salvação, e o poder, e o reino do nosso Deus, e a autoridade do seu Cristo; porque já foi lançado fora o acusador de nossos irmãos, o qual diante do nosso Deus os acusava dia e noite. E eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não amaram as suas vidas até a morte. Pelo que alegrai-vos, ó céus, e vós que neles habitais. Mas ai da terra e do mar! porque o Diabo desceu a vós com grande ira, sabendo que pouco tempo lhe resta. Quando o dragão se viu precipitado na terra, perseguiu a mulher que dera à luz o filho varão. E foram dadas à mulher as duas asas da grande águia, para que voasse para o deserto, ao seu lugar, onde é sustentada por um tempo, e tempos, e metade de um tempo, fora da vista da serpente. E a serpente lançou da sua boca, atrás da mulher, água como um rio, para fazer que ela fosse arrebatada pela corrente. A terra, porém acudiu à mulher; e a terra abriu a boca, e tragou o rio que o dragão lançara da sua boca. E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra aos demais filhos dela, os que guardam os mandamentos de Deus, e mantêm o testemunho de Jesus. E o dragão parou sobre a areia do mar."
Após os sete selos e as sete trombetas e antes da descrição específica das sete taças, ocorre uma visão de grande significação para a Igreja. Este texto está diretamente relacionado à ressurreição dos mortos e ao arrebatamento da Igreja. O grande sinal mencionado por João, não se refere a um símbolo propriamente, mas a uma grandiosa e esplendente revelação sobre o arrebatamento. Tal revelação ocorre no firmamento, pois a mulher tem a Lua debaixo dos pés. Mulher no Apocalipse se refere à Igreja, podendo ser a verdadeira ou a falsa. Neste texto é uma referência à Igreja verdadeira, porque a mulher se acha revestida do Sol, a saber, da luz. Também está grávida e possui doze estrelas na sua cabeça, indicando os doze apóstolos e a sua realeza divina. O Filho varão que a mulher dá à luz, a saber, a Igreja que está na Terra. A Igreja é identificada como a um filho varão, porque o filho homem era o herdeiro, semelhantemente, a Igreja é formada por herdeiros do Reino. Este filho foi arrebatado para Deus, pois, enquanto a mulher representa um grande grupo de cristãos, o filho varão representa uma parte deste grupo que será arrebatada para Deus. A Igreja fiel não passará pela grande tribulação, mas a parte da Igreja que ficar na Terra passará pela tribulação. Todos os santos deste período que ficarem ou que forem convertidos serão perseguidos e mortos pelo Anticristo, executor da vontade de Satanás.
Neste ponto da história sagrada, Satanás fará de tudo para impedir o arrebatamento, pois os santos serão os ministradores dos juízos contra ele e seu reino na Terra. Por esta razão João vê outro sinal no céu: um grande dragão vermelho com sete cabeças e dez chifres. Dragão sempre foi o símbolo de Satanás, o vermelho, no texto grego é "purros", ou seja cor de fogo. As sete cabeças representam a totalidade dos reinos e eras do domínio de Satanás. Chifres nos textos bíblicos indicam poder de governo ou de comando. No caso, os dez chifres são dez governantes submissos ao sistema de Satanás no mundo. Segundo a profecia de Daniel, tais governos serão nações que se originaram do Império Romano. Assim, o império romano renascerá no fim dos tempos. Os chifres estão ligados às sete cabeças, mas os dez chifres estarão na sétima cabeça, ou seja, no governo do Anticristo. O papel do dragão vermelho e cheio de chifres é devorar o filho varão da mulher que deu a luz. Isto implica em que Satanás se porá entre o primeiro e o terceiro céu, tentando impedir a subida da Igreja arrebatada. Todavia, o arcanjo Miguel se levantará para batalhar e o Dragão será lançado sobre a Terra. Uma vez na Terra e a terça parte dos anjos que caíram com ele em sua rebelião, iniciará uma terrível perseguição contra a Igreja que ficar na Terra. Isto ocorrerá por três anos e meio representados pelos mil duzentos e sessenta dias. A Igreja da tribulação será sustentada por este período.
Imediatamente a derrota e expulsão de Satanás, a vitória de Cristo é proclamada no céu. Isto incitará a ira do Diabo contra os descendentes da mulher, ou seja, a igreja que não foi arrebatada. Ao que tudo indica, o Espírito Santo, não mais resistirá aos ataques do Maligno. Portanto, todos que professarem o cristianismo serão mortos, tanto judeus quanto gentios. A base para a afirmação que não haverá mais resistência pelo Espírito Santo está em II Ts. 2:6 e 7 - "E agora vós sabeis o que o detém para que a seu próprio tempo seja revelado. Pois o mistério da iniquidade já opera; somente há um que agora o detém até que seja posto fora." Esta ação será realizada por meio do Anticristo e seus governantes leais.
Maranata!

segunda-feira, 27 de maio de 2013

SOBRE O FIM DOS TEMPOS XXXVII

Ap. 11: 15 a 19 - "E tocou o sétimo anjo a sua trombeta, e houve no céu grandes vozes, que diziam: o reino do mundo passou a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos. E os vinte e quatro anciãos, que estão assentados em seus tronos diante de Deus, prostraram-se sobre seus rostos e adoraram a Deus, dizendo: graças te damos, Senhor Deus Todo-Poderoso, que és, e que eras, porque tens tomado o teu grande poder, e começaste a reinar. Iraram-se, na verdade, as nações; então veio a tua ira, e o tempo de serem julgados os mortos, e o tempo de dares recompensa aos teus servos, os profetas, e aos santos, e aos que temem o teu nome, a pequenos e a grandes, e o tempo de destruíres os que destroem a terra. Abriu-se o santuário de Deus que está no céu, e no seu santuário foi vista a arca do seu pacto; e houve relâmpagos, vozes e trovões, e terremoto e grande saraivada."
Finalmente ao soar a sétima trombeta, os reinos do Universo estarão efetivamente e legalmente entregues ao Senhor dos Senhores e Rei dos Reis. É a restauração da ordem no Universo e na Terra. Com esta declaração há um imenso culto de adoração nos céus conforme o texto acima. O reconhecimento da glória de Deus e de Cristo por todos os seres que adoram no lugar santo. As nações que permaneceram com a natureza pecaminosa se enfureceram contra o Ungido de Deus. Cristo lhes responde com a ira da justiça contra vivos e mortos. Chegou o tempo do julgamento dos pecadores e da recompensa aos eleitos e fieis.
Neste ponto, os povos e nações fieis ao Anticristo se reunirão no lugar chamado Armagedom no centro-norte de Israel para a batalha final. Satanás comandará os que têm as almas controladas por ele para impedir que Cristo tome posse definitiva do seu reino eterno. É um período de juízos que durará cerca de três anos e meio. Entretanto a restauração total durará por volta de mil anos. Esta batalha será entre forças humanas guiadas pelo Diabo, porém haverá uma última batalha no fim dos mil anos de governo de Cristo que será entre os imortais e os demônios sob o comando do Maligno que serão soltos da prisão. 
Os que morreram sem salvação serão julgados, os que morreram em Cristo receberão a recompensa, a saber, a coroa da vida e a imortalidade, e os vivos que destruíram a Terra serão vingados e destruído. Neste tempo Satanás terá homens com ciência e tecnologia suficientes para destruir todo o planeta, porque ele não pode fazer nada, é um espírito. Tudo que ele faz é por meio de homens, usando suas almas contaminadas pelo pecado. Entretanto, haverá uma intervenção divina antes que ele consiga realizar tal destruição. 
O Céu, enquanto o lugar onde Deus habita será aberto e a Arca da Aliança será vista. Esta Arca que está no Templo Eterno é o modelo original da Arca construída por Salomão que ficava no Templo em Jerusalém. A Arca da Aliança é o único móvel do templo que indicava o sacrifício de Cristo na cruz, pois a sua tampa é o propiciatório onde o sangue do cordeiro imolado era espargido. Ela desapareceu antes da morte de Jesus, o Cristo. Todavia, recentemente, um arqueólogo chamado Ronald Wyatt descobriu uma caverna em Jerusalém chamada "Caverna de Jeremias". Segundo o livro de II Macabeus, o profeta Jeremias foi o responsável por escondê-la em uma caverna, antes da invasão dos caldeus. Esta caverna, segundo Wyatt, fica exatamente abaixo do lugar onde Cristo foi crucificado, o monte Gólgota. No local ele afirma estar a Arca da Aliança e alguns outros utensílios do antigo Templo. Também foi detectado um filete de sangue seco de cor marrom escorrido entre as rachaduras das rochas e caiu exatamente sobre a tampa da Arca da Aliança. Amostrar deste sangue foram testadas em laboratório e indica ser de fato sangue humano, porém com uma composição anômala. "As células humanas normalmente têm 46 cromossomos. Estes são atualmente 23 pares de cromossomos iguais. Em cada par de cromossomos, um dos pares é da mãe e o outro membro pertence ao pai. Então, 23 cromossomos vem da mãe e 23 do pai. Em cada grupo de 23, 22 cromossomos são auto-suficientes e um é o determinador do sexo. Dos determinadores do sexo, um é o Cromossomos X e o outro é o Cromossomo Y. Femininos são XX, portanto, eles só podem contribuir com um cromossomo X para a descendência deles, enquanto que masculinos são XY, os quais  permitem contribuir com um X ou um Y. Se contribui com um X, a criança é do sexo feminino, enquanto que, se contribui com um Y, a criança é do sexo masculino. O mais fascinante encontrado neste sangue foi que, em vez de 46 cromossomos, existiam somente 24. Existiam 22 cromossomos auto-suficientes, um Cromossomo X e um cromossomo Y. Esta evidência mostra que a pessoa a quem pertenceu este sangue teve uma mãe, mas não um pai humano, porque a contribuição normal de cromossomos paternos estava ausente. Veja o que as Escrituras dizem em I Jo. 5:8: “E três são os que dão testemunho na terra, o Espírito, a água, e o sangue: e estes três estão de pleno acordo”. Quando Jesus, o Cristo foi perfurado pela lança do centurião romano, diz que verteu sangue e água, os quais escorreram pela cruz conforme Jo. 19:34. Como houve terremoto no momento da morte de Jesus, este sangue desceu pelas fendas da rocha e chegou até o propiciatório na caverna de Jeremias, confirmando Mt. 27:51. Então, tudo quanto estava escrito sobre o Senhor Jesus, o Cristo se cumpriu, independentemente do homem e do Diabo.
Segundo Wyatt, o governo de Israel fechou o local e não permite visitas. Há relatos de pessoas que tentaram tocar e retirar a Arca, mas morreram fulminantemente no local. É verdade que há uns vinte e cinco anos atrás três rabinos com mais de noventa anos tiveram o mesmo sonho na mesma noite sobre o descobrimento da Arca da Aliança. Cinco anos depois ela foi localizada nesta caverna. 
Sempre circulou relatos históricos que os Sacerdotes e o profeta Jeremias esconderam a Arca e outros utensílios nesta caverna quando houve a invasão dos caldeus. Também é verdade que entre os utensílios levados pelo rei caldeu Nabucodonosor  não é mencionada a Arca. Estes relatos encontram-se no livro do Pr. Glênio F. Paranaguá  intitulado "A Tumba de Adão" e no site do próprio professor Wyatt mantido por uma fundação após sua morte em 1999.
Ocorrerá um grande terremoto tão intenso que alterará toda a topografia da Terra. Também haverá chuva de meteoritos que cairão incandescentes sobre a Terra, purificando-a pelo fogo, pois tudo que não pode ser redimido pelo sangue será redimido pelo fogo. É a preparação da Terra para o retorno do Grande Rei para o seu reino milenar. Todas as obras humanas realizadas debaixo do domínio pecaminoso serão destruídas. É a erradicação da influência do pecado da face da Terra, porque na morte de Cristo na cruz a culpa do pecado foi aniquilada dos eleitos e após o envio de Satanás, dos demônios e dos servos dele para o lago de fogo e enxofre, a Terra será liberta da presença do pecado. 
Soli Deo Gloria!

sábado, 18 de maio de 2013

SOBRE O FIM DOS TEMPOS XXXVI

Ap. 11: 1 a 14 - "Foi-me dada uma cana semelhante a uma vara; e foi-me dito: levanta-te, mede o santuário de Deus, e o altar, e os que nele adoram. Mas deixa o átrio que está fora do santuário, e não o meças; porque foi dado aos gentios; e eles pisarão a cidade santa por quarenta e dois meses. E concederei às minhas duas testemunhas que, vestidas de saco, profetizem por mil duzentos e sessenta dias. Estas são as duas oliveiras e os dois candeeiros que estão diante do Senhor da Terra. E, se alguém lhes quiser fazer mal, das suas bocas sairá fogo e devorará os seus inimigos; pois se alguém lhes quiser fazer mal, importa que assim seja morto. Elas têm poder para fechar o céu, para que não chova durante os dias da sua profecia; e têm poder sobre as águas para convertê-las em sangue, e para ferir a Terra com toda sorte de pragas, quantas vezes quiserem. E, quando acabarem o seu testemunho, a besta que sobe do abismo lhes fará guerra e as vencerá e matará. E jazerão os seus corpos na praça da grande cidade, que espiritualmente se chama Sodoma e Egito, onde também o seu Senhor foi crucificado. Homens de vários povos, e tribos e línguas, e nações verão os seus corpos por três dias e meio, e não permitirão que sejam sepultados. E os que habitam sobre a Terra se regozijarão sobre eles, e se alegrarão; e mandarão presentes uns aos outros, porquanto estes dois profetas atormentaram os que habitam sobre a terra. E depois daqueles três dias e meio o espírito de vida, vindo de Deus, entrou neles, e puseram-se sobre seus pés, e caiu grande temor sobre os que os viram. E ouviram uma grande voz do céu, que lhes dizia: subi para cá. E subiram ao céu em uma nuvem; e os seus inimigos os viram. E naquela hora houve um grande terremoto, e caiu a décima parte da cidade, e no terremoto foram mortos sete mil homens; e os demais ficaram atemorizados, e deram glória ao Deus do céu. É passado o segundo ai; eis que cedo vem o terceiro."
Esta passagem faz parte ainda das preparações para a sétima trombeta. João recebe um caniço semelhante a uma vara. Naquele tempo o caniço era uma espécie de instrumento de medição. Entretanto, o aspecto de vara induz a ideia de punição. Toda posse é seguida de inventário, medição e limpeza de uma propriedade. No contexto anterior viu-se que Cristo assume a posição de posse legal da Terra. É dito ao apóstolo João que meça o santuário de Deus, exceto a parte do átrio exterior. Ao que parece o Templo de Salomão será reedificado no tempo do fim. Também esta mensuração indica que é uma aferição relativa ao povo judeu, pois haverá adoração no santuário. A parte externa do Templo será dada aos povos e nações que pisarão Jerusalém por três anos e meio contados por quarenta e dois meses. A misericórdia e a graça estendidas ao povo judeu é apoiada por Rm. 11:25 a 27 - "Porque não quero, irmãos, que ignoreis este mistério para que não presumais de vós mesmos: que o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado; e assim todo o Israel será salvo, como está escrito: virá de Sião o Libertador, e desviará de Jacó as impiedades; e este será o meu pacto com eles, quando eu tirar os seus pecados." Isto é o cumprimento das promessas feitas por Deus à Abraão.
No texto de abertura são mencionadas as duas testemunhas de Deus que estarão na Terra e terão missão especial. Sobre estas duas testemunhas há forte tendência a identificá-las com Elias e Moisés, porque o primeiro foi trasladado em vida para o céu e o segundo morreu, mas teve o seu corpo ocultado por Deus. Assim, Elias representaria os que não morreram e Moisés representaria os que morreram, mas que ressuscitarão. Outros, entretanto, identificam as duas testemunhas com Elias e Enoque, pois ambos não experimentaram a morte física e teriam de voltar para experimentá-la. O mais provável é que serão dois profetas escatológicos, vindos do céu, e, que no fim dos tempos terão missões semelhantes as de Elias e de Moisés. Enquanto estiverem executando as suas tarefas, ninguém poderá tocá-los ou fazer-lhes mal algum. Terão plenos poderes sobre os elementos da natureza e sobre os homens. Serão duas pessoas cujo comportamento será absolutamente anormal para a época. Estarão vestidas de pano de saco, pregando o evangelho em um mundo absolutamente hostil a tudo o que se refere a Deus. O tempo das ministrações destas duas testemunhas é de três anos e meio, quarenta e dois meses ou mil duzentos e sessenta dias. É dito que os dois são as duas oliveiras e os dois candeeiros que estão diante do Senhor de toda a  Terra.
Ao final da missão das duas testemunhas, a Besta os vencerá e serão mortos, seus corpos serão expostos para espetáculo ao mundo. Ficarão estirados numa praça de uma grande cidade espiritualmente comparadas a Sodoma e ao Egito. Pode ser uma referência a Jerusalém, pois foi onde Jesus, o Cristo foi crucificado e onde estão as ruínas do Templo de Salomão. Após três dias e meio, o espírito de vida entrará nos seus corpos e as duas testemunhas ressuscitarão diante dos olhos de todos os habitantes da Terra. Elas serão arrebatadas diante dos olhos de milhões de milhões de pessoas ao redor do mundo. Hoje isto é possível graças às transmissões televisivas quase em tempo real. Haverá um comportamento, no mínimo, curioso quando da morte das duas testemunhas. Os povos e nações celebrarão as suas mortes como algo a ser comemorado até mesmo com presentes. Mas, em Israel haverá glorificação do nome de Deus.
Até nas suas mortes, as duas testemunhas servirão de forte convencimento aos judeus, pois serão mortas, ressuscitarão e serão arrebatadas. Isto demonstra a eles o mesmo que ocorreu com Jesus, o Cristo, ao qual rejeitaram como o Messias da promessa. As duas testemunhas serão chamados diretamente do céu e subirão envoltos numa nuvem diante dos olhos dos seus inimigos. Imediatamente à ascensão das duas testemunhas haverá um grande terremoto, destruindo a décima parte da cidade e matando sete mil pessoas. As pessoas que não morreram ficaram atemorizadas e darão glória ao Deus do céu. Estes fatos concluem o segundo "ai" anunciado pelo anjo que tocou a sexta trombeta. Ainda falta o terceiro "ai" que ocorrerá ao soar da sétima e última trombeta.
Soli Deo Gloria!!!

quinta-feira, 16 de maio de 2013

SOBRE O FIM DOS TEMPOS XXXV

Ap. 10: 1 a 11 - "E vi outro anjo forte que descia do céu, vestido de uma nuvem; por cima da sua cabeça estava o arco-íris; o seu rosto era como o Sol, e os seus pés como colunas de fogo, e tinha na mão um livrinho aberto. Pôs o seu pé direito sobre o mar, e o esquerdo sobre a terra, e clamou com grande voz, assim como ruge o leão; e quando clamou, os sete trovões fizeram soar as suas vozes. Quando os sete trovões acabaram de soar eu já ia escrever, mas ouvi uma voz do céu, que dizia: sela o que os sete trovões falaram, e não o escrevas. O anjo que vi em pé sobre o mar e sobre a terra levantou a mão direita ao céu, e jurou por aquele que vive pelos séculos dos séculos, o qual criou o céu e o que nele há, e a Terra e o que nela há, e o mar e o que nele há, que não haveria mais demora, mas que nos dias da voz do sétimo anjo, quando este estivesse para tocar a trombeta, se cumpriria o mistério de Deus, como anunciou aos seus servos, os profetas. A voz que eu do céu tinha ouvido tornou a falar comigo, e disse: vai, e toma o livro que está aberto na mão do anjo que se acha em pé sobre o mar e sobre a terra. E fui ter com o anjo e lhe pedi que me desse o livrinho. Disse-me ele: toma-o, e come-o; ele fará amargo o teu ventre, mas na tua boca será doce como mel. Tomei o livrinho da mão do anjo, e o comi; e na minha boca era doce como mel; mas depois que o comi, o meu ventre ficou amargo. Então me disseram: importa que profetizes outra vez a muitos povos, e nações, e línguas, e reis."
O pergaminho que se acha nas mãos deste anjo forte é o mesmo que se achava na mão direita de Deus inicialmente e estava todo selado. Agora o livro está aberto, os sete selos foram quebrados,e, ao abrir o sétimo selo foram tocadas seis trombetas, faltando apenas a sétima e última a ser soada. Foi dito a João que o tomasse das mãos do anjo e que o devorasse. Em todo o texto apocalíptico os seres que estão atuando no processo de redenção da Terra são chamados de anjos, no sentido de ministradores. Este 'anjo forte' é o próprio Cristo, pois a descrição é característica do Filho de Deus. Sempre que se refere a Cristo é repetida uma das descrições do capítulo um. No caso, aparece sobre sua cabeça o arco-iris que é o símbolo da aliança eterna de Deus com os homens e a fiel promessa de redenção da Terra.
É dito que o livrinho será amargo no ventre, porém doce na boca, indicando que a palavra profética de julgamento é doce aos que a recebe como missão, mas dura e amarga aos que receberão os juízos. Quando é dito que João o devore, implica em que o conteúdo do livro deve ser absolutamente assimilado. Assim, a expressão: "importa que profetizes outra vez a muitos povos, e nações, e línguas, e reis." indica que a mensagem do Apocalipse seria pregada a todos os povos e nações da Terra. 
O anjo forte, a saber, Cristo está em atitude de posse da sua herança, quando coloca um pé sobre o mar e outro sobre a terra firme. É uma posse ainda simbólica, porque está ocorrendo de uma perspectiva do céu. João ainda está presenciando todas estas realidades no céu. A partir do capítulo 12 os fatos serão transferidos e concretizados na Terra. Será concretizada quando Cristo retornar visivelmente a Terra para depurá-la e restaurar todas as coisas. 
Esta visão é uma espécie de preparo para o desencadeamento da sétima trombeta que porá fim ao governo da Besta. Por esta razão não foi permitido a João registrar o que foi dito pelos sete trovões. Isto não é por causa dos eleitos de Deus, mas por causa de Satanás. Entretanto, quando estes fatos ocorrerem concretamente, todos ouvirão o que os sete trovões irão dizer. Com este ato será iniciado o governo milenar de Cristo diretamente na Terra. O verso seis indica a urgência e a iminência desta posse eterna por meio da expressão: "já não haverá demora." No texto original em grego diz: "acabou o tempo", porque a palavra utilizada é 'chronos'. O verso dez indica que tudo quanto Deus guardou em segredo será agora revelado aos homens conforme Dn. 2:29 e 30 - "Estando tu, ó rei, na tua cama, subiram os teus pensamentos sobre o que havia de suceder no futuro. Aquele, pois, que revela os mistérios te fez saber o que há de ser. E a mim me foi revelado este mistério, não por ter eu mais sabedoria que qualquer outro vivente, mas para que a interpretação se fizesse saber ao rei, e para que entendesses os pensamentos do teu coração." Foi dado a Daniel a interpretação daquilo que o rei havia visto. Eram todos fatos relativos à história da humanidade. Também em Rm. 16: 25 e 26 - "Ora, àquele que é poderoso para vos confirmar, segundo o meu evangelho e a pregação de Jesus Cristo, conforme a revelação do mistério guardado em silêncio desde os tempos eternos, mas agora manifesto e, por meio das Escrituras proféticas, segundo o mandamento do Deus, eterno, dado a conhecer a todas as nações para obediência da fé." A partir da sétima trombeta todos os mistérios de Deus serão mostrados abertamente aos seus eleitos e aos que ainda habitarem a Terra.
Sola Scriptura!

sábado, 11 de maio de 2013

SOBRE O FIM DOS TEMPOS XXXIV

Ap. 9:13 a 21 - "O sexto anjo tocou a sua trombeta; e ouvi uma voz que vinha das quatro pontas do altar de ouro que estava diante de Deus, a qual dizia ao sexto anjo, que tinha a trombeta: solta os quatro anjos que se acham presos junto do grande rio Eufrates. E foram soltos os quatro anjos que haviam sido preparados para aquela hora e dia e mês e ano, a fim de matarem a terça parte dos homens. O número dos exércitos dos cavaleiros era de duas miríades de miríades; pois ouvi o número deles. E assim vi os cavalos nesta visão: os que sobre eles estavam montados tinham couraças de fogo, e de jacinto, e de enxofre; e as cabeças dos cavalos eram como cabeças de leões; e de suas bocas saíam fogo, fumaça e enxofre. Por estas três pragas foi morta a terça parte dos homens, isto é, pelo fogo, pela fumaça e pelo enxofre, que saíam das suas bocas. Porque o poder dos cavalos estava nas suas bocas e nas suas caudas. Porquanto as suas caudas eram semelhantes a serpentes, e tinham cabeças, e com elas causavam dano. Os outros homens, que não foram mortos por estas pragas, não se arrependeram das obras das suas mãos, para deixarem de adorar aos demônios, e aos ídolos de ouro, de prata, de bronze, de pedra e de madeira, que nem podem ver, nem ouvir, nem andar. Também não se arrependeram dos seus homicídios, nem das suas feitiçarias, nem da sua prostituição, nem dos seus furtos."
Com o soar da sexta trombeta serão liberados quatro anjos caídos que estão presos na Mesopotâmia. Estes anjos demônios estão presos no mundo inferior ou "inferus" há milhares de anos, esperando a hora, o dia, o mês, e o ano para cumprirem um destino funesto: matar a terça parte da humanidade. Os exércitos que estarão sob o comando destes espírito imundos é de 200 milhões de soldados, porque João ouviu o número deles. Não são soldados humanos, mas demônios que acompanharam Lúcifer, e, que noutras eras primitivas viveram na Terra. 
Acerca destes anjos caídos há algumas indicações do que aconteceu com eles em eras remotas. II Pd. 2: 4 e 5 - "Porque se Deus não poupou a anjos quando pecaram, mas lançou-os no inferno, e os entregou aos abismos da escuridão, reservando-os para o juízo; se não poupou ao mundo antigo, embora preservasse a Noé, pregador da justiça, com mais sete pessoas, ao trazer o dilúvio sobre o mundo dos ímpios." Antes da destruição da raça antediluviana, estes anjos abandonaram seu mundo e suas formas originais e se materializaram. Tentaram estabelecer uma miscigenação com os humanos conforme o registro de Gn. 6:1 a 7 - "Sucedeu que, quando os homens começaram a multiplicar-se sobre a Terra, e lhes nasceram filhas, viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram. Então disse o Senhor: o meu Espírito não permanecerá para sempre no homem, porquanto ele é carne, mas os seus dias serão cento e vinte anos. Naqueles dias estavam os nefilim na Terra, e também depois, quando os filhos de Deus conheceram as filhas dos homens, as quais lhes deram filhos. Esses nefilim eram os valentes, os homens de renome, que houve na antiguidade. Viu o Senhor que era grande a maldade do homem na Terra, e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era má continuamente. Então arrependeu-se o Senhor de haver feito o homem na Terra, e isso lhe pesou no coração. E disse o Senhor: destruirei da face da Terra o homem que criei, tanto o homem como o animal, os répteis e as aves do céu; porque me arrependo de os haver feito." Embora haja objeção da parte de alguns teólogos em relação a mesclagem entre os tais "filhos de Deus" e as "filhas de Adão", o fato é que os Nefilim eram seres não humanos e estavam na Terra. Eles não eram da Terra, mas depois que coabitaram com as mulheres humanas nasceram-lhes descendentes que eram semi-deuses cujos corpos e os poderes eram anormais. Isto aparece nos registros de todas as mitologias orientais e ocidentais. As alegações contrárias fundamentam-se na afirmação bíblica que anjos não se casam e não se dão em casamento. Entretanto, deixam de mostrar que a passagem se refere a anjos que estão no céu e que permaneceram fieis a Deus. Também há os que sustentam que estas "filhas de Adão" são da linhagem de Sete, porque após o nascimento deste filho de Adão, foi iniciado o culto a Deus.  Todavia, se esta linhagem de Sete era tão santa e pura, porque foram destruídos no dilúvio? Também, como em um espaço geográfico tão pequeno como o Oriente Médio, a linhagem de Sete nunca se misturou à linhagem de Caim? Finalmente, a própria palavra Nefilim significa em hebraico bíblico "arrojados para fora" ou "decaídos" e não gigantes como traduziram. Gigante em hebraico é Anak e o plural é Anakim. A expressão "filhos de Deus" aparece em Jó capítulos 1 e 2, fazendo referência a anjos e não a homens. Salvo, os eleitos e regenerados que foram feitos filhos de Deus por adoção, nenhum homem tem filiação divina. O homem foi feito por Deus e não gerado como o Seu Filho Unigênito. Os seres celestes criados diretamente por Deus são chamados de filhos por criação e não por geração.
Jd. 6 e 7 - "... aos anjos que não guardaram o seu principado, mas deixaram a sua própria habitação, ele os tem reservado em prisões eternas na escuridão para o juízo do grande dia, assim como Sodoma e Gomorra, e as cidades circunvizinhas, que, havendo-se prostituído como aqueles anjos, e ido após outra carne, foram postas como exemplo, sofrendo a pena do fogo eterno." O apóstolo Judas, irmão de Jesus, o Cristo, nos dá um grande esclarecimento sobre estes anjos caídos que ousaram se misturar aos humanos. O texto grego original diz que eles não guardaram o seu principado, ou seja, a região que lhes fora destinada no espaço. Também diz que eles abandonaram a sua forma original e os seus corpos, pois os termos utilizados são "eautõn arkhê" que é estado ou forma original e "oiketérion" habitação ou revestimento próprio. Não se trata de casa ou palácios, mas de seus próprios corpos celestiais. Então, Judas mostra que aqueles anjos se prostituíram  ou seja, se misturaram aos humanos, semelhantemente os habitantes de Sodoma e Gomorra. A expressão "outra carne" no texto original indica diferente em espécie e em natureza. Caso fosse o cruzamento entre as linhagens de Caim e de Sete esta expressão seria sem sentido, porque ambas são humanas.
Durante os três dias da morte de Jesus, o Cristo, ele foi ao mundo inferior "inferus", a saber, o inferno para pregar a estes espíritos decaídos. Não se sabe o teor desta pregação, mas, com certeza, não foi para salvá-los. O mais provável é que foi para testemunho de que era o Filho Unigênito de Deus. O apóstolo Pedro também informa acerca deste assunto em I Pd. 3:18 a 20 - "Porque também Cristo morreu uma só vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus; sendo, na verdade, morto na carne, mas vivificado no espírito; no qual também foi, e pregou aos espíritos em prisão; os quais noutro tempo foram rebeldes, quando a longanimidade de Deus esperava, nos dias de Noé..." Estes espíritos em prisões foram rebeldes antes do dilúvio, quando Noé pregou a justiça e ninguém o ouviu.
Vê-se pelo texto de abertura, que, mesmo após este segundo "ai", os homens continuaram em suas práticas espiritualmente erradas. Não houve qualquer arrependimento ou respeito. Isto acontece, porque nenhum homem possui inclinação natural para Deus. Os que foram salvos ao longo da história da humanidade, o foram, por graça e misericórdia de Deus que os elegeu, predestinou, chamou, justificou e glorificou em Cristo. Nenhum homem, por mais honeste e correto que seja, pode ir a Deus por conta própria.
Sola Fide!

sexta-feira, 10 de maio de 2013

SOBRE O FIM DOS TEMPOS XXXIII

Ap. 9: 1 a 12 - "O quinto anjo tocou a sua trombeta, e vi uma estrela que do céu caíra sobre a Terra; e foi-lhe dada a chave do poço do abismo. E abriu o poço do abismo, e subiu fumaça do poço, como fumaça de uma grande fornalha; e com a fumaça do poço escureceram-se o sol e o ar. Da fumaça saíram gafanhotos sobre a Terra; e foi-lhes dado poder, como o que têm os escorpiões da Terra. Foi-lhes dito que não fizessem dano à erva da Terra, nem a verdura alguma, nem a árvore alguma, mas somente aos homens que não têm na fronte o selo de Deus. Foi-lhes permitido, não que os matassem, mas que por cinco meses os atormentassem. E o seu tormento era semelhante ao tormento do escorpião, quando fere o homem. Naqueles dias os homens buscarão a morte, e de modo algum a acharão; e desejarão morrer, e a morte fugirá deles. A aparência dos gafanhotos era semelhante à de cavalos aparelhados para a guerra; e sobre as suas cabeças havia como que umas coroas semelhantes ao ouro; e os seus rostos eram como rostos de homens. Tinham cabelos como cabelos de mulheres, e os seus dentes eram como os de leões. Tinham couraças como couraças de ferro; e o ruído das suas asas era como o ruído de carros de muitos cavalos que correm ao combate. Tinham caudas com ferrões, semelhantes às caudas dos escorpiões; e nas suas caudas estava o seu poder para fazer dano aos homens por cinco meses. Tinham sobre si como rei o anjo do abismo, cujo nome em hebraico é Abadom e em grego Apoliom. Passado é já um ai; eis que depois disso vêm ainda dois ais."
Na sequência dos toques das sete trombetas, agora é tocada a quinta trombeta e se cumprirá um dos três ais. João vê uma estrela caída sobre a Terra. No texto apocalíptico, todo objeto ou ser brilhante que cai sobre a Terra é chamado de estrela. Não importa se é um meteorito ou um anjo, pois uma estrela, de fato, jamais poderia cair sobre a Terra. As estrelas são corpos gasosos de elevadíssimas temperaturas e são milhões de vezes maiores que a Terra. Obviamente, que, se trata de Satanás, pois João não o vê caindo, mas o vê já caído na Terra. É um ser com vontade e inteligência, pois abre a porta do abismo onde estão antigos anjos caídos em sua rebelião e que foram aprisionados por não guardarem suas formas originais e não desempenharem suas funções com justiça.
Is. 14: 12 a 14 - "Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filha da alva! como foste lançado por terra tu que prostravas as nações! E tu dizias no teu coração: eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono; e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do norte; subirei acima das alturas das nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo." Esta é uma das raras descrições da queda de Lúcifer. Vê-se que o mesmo foi chamado de 'estrela da manhã'. Desta forma no texto de abertura a estrela que João vê caída na Terra não é senão Satanás, pois possui uma chave e abre a porta do abismo onde estão aprisionados espírito de demônios. Do poço ardente em fogo saíram seres semelhantes a gafanhotos. Com a abertura do Hades saiu fumaça que poluiu toda a atmosfera, escurecendo a luz do Sol. Trata-se de demônios e não de gafanhotos propriamente, porque possuem alguma inteligência, visto que a eles é dada a ordem para que afligissem apenas os homens que não têm o selo de Deus em suas frontes. A ação destes demônios será tão terrível que os homens incrédulos desejarão e buscarão a morte e não a acharão. Eles atormentarão o reino do Anticristo e os que não estão escritos no livro da vida.
Percebe-se que a aparência dos gafanhotos tenta imitar a dos quatro seres viventes que se acham diante do trono de Deus e do Cordeiro. Os seres viventes que estão no Céu se parecem com o leão, a água, o touro e o homem, enquanto estes demônios liberados das profundezas possuem caudas com a de escorpião, no geral parecem com cavalos preparados para a guerra, rostos como de homem e dentes como de leão. Tais criaturas infernais possuem um rei ou comandante cujo nome é Apoliom em grego e Abadom em hebraico. Em ambas as línguas o nome do chefe dos gafanhotos significa destruidor em oposição a Jesus que significa salvador. Este rei dos gafanhotos não é Satanás, mas um anjo caído que os chefiava antes da queda.
Às criaturas sobrenaturais libertadas do abismo foi dado poder para atormentar toda a Terra por cinco meses. Ao que parece estes seres perturbam com ferroadas, com o barulho das suas asas e com a aparência asquerosa que possuem. Provavelmente estes demônios são uma degeneração de antigos anjos de alto escalão celeste, pois conservam coroas em suas cabeças. Acerca destes príncipes que possuíam poder e governo no Universo é dito que se eles não se corrigissem e fizessem justiça seria mortos como os homens Sl. 82:1 a 7 - "Deus está na assembléia divina; julga no meio dos deuses: até quando julgareis injustamente, e tereis respeito às pessoas dos ímpios? Fazei justiça ao pobre e ao órfão; procedei retamente com o aflito e o desamparado. Livrai o pobre e o necessitado, livrai-os das mãos dos ímpios. Eles nada sabem, nem entendem; andam vagueando às escuras; abalam-se todos os fundamentos da Terra. Eu disse: vós sois deuses, e filhos do Altíssimo, todos vós. Todavia, como homens, haveis de morrer e, como qualquer dos príncipes, haveis de cair." Trata-se de uma assembleia presidida pelo próprio Deus na presença de seres divinos, pois é este o sentido da palavra "deuses" no texto. 
Sola Gratia!

quarta-feira, 8 de maio de 2013

SOBRE O FIM DOS TEMPOS XXXII

Ap. 8: 1 a 13 - "Quando abriu o sétimo selo, fez-se silêncio no céu, quase por meia hora. E vi os sete anjos que estavam em pé diante de Deus, e lhes foram dadas sete trombetas. Veio outro anjo, e pôs-se junto ao altar, tendo um incensário de ouro; e foi-lhe dado muito incenso, para que o oferecesse com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro que está diante do trono. E da mão do anjo subiu diante de Deus a fumaça do incenso com as orações dos santos. Depois do anjo tomou o incensário, encheu-o do fogo do altar e o lançou sobre a Terra; e houve trovões, vozes, relâmpagos e terremoto. Então os sete anjos que tinham as sete trombetas prepararam-se para tocar. O primeiro anjo tocou a sua trombeta, e houve saraiva e fogo misturado com sangue, que foram lançados na Terra; e foi queimada a terça parte da Terra, a terça parte das árvores, e toda a erva verde. O segundo anjo tocou a sua trombeta, e foi lançado no mar como que um grande monte ardendo em fogo, e tornou-se em sangue a terça parte do mar. E morreu a terça parte das criaturas viventes que havia no mar, e foi destruída a terça parte dos navios. O terceiro anjo tocou a sua trombeta, e caiu do céu uma grande estrela, ardendo como uma tocha, e caiu sobre a terça parte dos rios, e sobre as fontes das águas. O nome da estrela era Absinto; e a terça parte das águas tornou-se em absinto, e muitos homens morreram das águas, porque se tornaram amargas. O quarto anjo tocou a sua trombeta, e foi ferida a terça parte do Sol, a terça parte da Lua, e a terça parte das estrelas; para que a terça parte deles se escurecesse, e a terça parte do dia não brilhante, e semelhantemente a da noite. E olhei, e ouvi uma águia que, voando pelo meio do céu, dizia com grande voz: ai, ai, ai dos que habitam sobre a Terra! por causa dos outros toques de trombeta dos três anjos que ainda vão tocar."
Nesta cena João presencia a abertura do sétimo e último selo por Cristo, o Cordeiro de Deus. Neste momento há um profundo silêncio no céu, porque o ponto máximo da redenção chegou ao fim. O livro está completamente aberto e a era da graça de Deus chegou ao fim. Agora será iniciada uma série de juízos tremendos sobre a Terra e no espaço sideral. Chegou-se o tempo da angústia de Jacó conforme Jr. 30:7 - " Ah! porque aquele dia é tão grande, que não houve outro semelhante! É tempo de angústia para Jacó; todavia, há de ser livre dela." Esta é uma referência direta a Israel e aos judeus descendência de Jacó. Embora terão de passar pela grande tribulação, por causa da incredulidade, serão libertados da cegueira espiritual em relação a Jesus, o Cristo a quem rejeitaram. 
Analogamente os hebreus marcharam sete dias em torno da cidade de Jericó para tomá-la, e, no sétimo dia marcharam sete vezes para derrubar as muralhas pelo som das trombetas. De certa forma este fato está se repetindo com a abertura dos sete selos, sendo, que, ao abrir o sétimo selo serão liberados sete juízos para retomada da Terra do domínio de Satanás. Os sete anjos que estão diante do trono do Eterno tocarão uma série de sete trombetas com a abertura do sétimo selo. Outro anjo toma um incensário com dupla função: oferecer as orações dos santificados nos céus como adoração ao Cordeiro e derramar fogo do altar sobre a Terra. A sequência das trombetas produzem na Terra o seguinte:
- Primeiro anjo toca a primeira trombeta - meteoritos, sangue e chuva de fogo sobre a Terra, ferindo a terça parte dela, das árvores e de toda cobertura vegetal.
- Segundo anjo toca a segunda trombeta - cai sobre os oceanos e mares um grande monte ardente, ferindo a terça parte da vida nas águas salgadas que se tornaram em sangue e destruindo a terça parte das embarcações. 
- Terceiro anjo toca a terceira trombeta - cairá do espaço um grande meteoro chamado por João de estrela, porque era incandescente. Esta fere as águas doces e mata tudo o nelas há, porque torna as águas amargas, por isto, seu nome é Absinto. Lembre-se que os homens zombaram de Jesus, o Cristo - a água da vida - e do seu sangue que lava os pecados deles. Agora receberão o justo castigo por causa da sua incredulidade.
- Quarto anjo toca a quarta trombeta - agora o juízo é sobre o espaço sideral do sistema solar, afetando o Sol, a Lua e as Estrelas. Isto determinará escuridão na Terra e pavor aos que nela habitam. Esta é a resposta de Deus aos que negaram a verdadeira luz que alumia a todo homem conforme Jo. 1.
Na sequência João vê uma grande águia voando pelo céu e dizendo que ainda haveriam de tocar três outras trombetas. A águia, que, obviamente é um dos ministradores dos juízos de Deus, está lamentando pelos habitantes da Terra por causa dos juízos que ainda os afetarão. Até aqui, os juízos foram diretamente sobre as coisas inanimadas da Terra. As demais pragas serão derramadas sobre os homens, por isso, são chamadas de "ais".
No capítulo dezesseis de Apocalipse observa-se, que, para cada trombeta tocada na abertura do sétimo selo haverá também o derramamento de uma taça da ira de Deus sobre a Terra. Esta é uma harmonização entre o capítulo oito e o dezesseis, indicando que se trata de uma ação coordenada por Cristo e os seus ministradores que são os eleitos e regenerados arrebatados e que estão com Ele. Tais acontecimentos, não são fenômenos naturais destruindo o meio ambiente, mas são juízos divinos. Também verifica-se que em todas as pragas envolve o elemento fogo. Portanto, a Terra será purificada pelo fogo e não mais pelas águas como foi no tempo de Noé.
Sola Gratia!

domingo, 5 de maio de 2013

SOBRE O FIM DOS TEMPOS XXXI

Ap. 7: 1 a 17 - "Depois disto vi quatro anjos em pé nos quatro cantos da Terra, retendo os quatro ventos da Terra, para que nenhum vento soprasse sobre a Terra, nem sobre o mar, nem contra árvore alguma. E vi outro anjo subir do lado do sol nascente, tendo o selo do Deus vivo; e clamou com grande voz aos quatro anjos, quem fora dado que danificassem a Terra e o mar, dizendo: não danifiques a Terra, nem o mar, nem as árvores, até que selemos na sua fronte os servos do nosso Deus. E ouvi o número dos que foram assinalados com o selo, cento e quarenta e quatro mil de todas as tribos dos filhos de Israel: da tribo de Judá havia doze mil assinalados; da tribo de Rúben, doze mil; da tribo de Gade, doze mil; da tribo de Aser, doze mil; da tribo de Naftali, doze mil; da tribo de Manassés, doze mil; da tribo de Simeão, doze mil; da tribo de Levi, doze mil; da tribo de Issacar, doze mil; da tribo de Zabulom, doze mil; da tribo de José, doze mil; da tribo de Benjamim, doze mil assinalados. Depois destas coisas olhei, e eis uma grande multidão, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, que estavam em pé diante do trono e em presença do Cordeiro, trajando compridas vestes brancas, e com palmas nas mãos; e clamavam com grande voz: salvação ao nosso Deus, que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro. E todos os anjos estavam em pé ao redor do trono e dos anciãos e dos quatro seres viventes, e prostraram-se diante do trono sobre seus rostos, e adoraram a Deus, dizendo: amém. Louvor, e glória, e sabedoria, e ações de graças, e honra, e poder, e força ao nosso Deus, pelos séculos dos séculos. Amém. E um dos anciãos me perguntou: estes que trajam as compridas vestes brancas, quem são eles e donde vieram? Respondi-lhe: meu Senhor, tu sabes. Disse-me ele: estes são os que vêm da grande tribulação, e levaram as suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro. Por isso estão diante do trono de Deus, e o servem de dia e de noite no seu santuário; e aquele que está assentado sobre o trono estenderá o seu tabernáculo sobre eles. Nunca mais terão fome, nunca mais terão sede; nem cairá sobre eles o sol, nem calor algum; porque o Cordeiro que está no meio, diante do trono, os apascentará e os conduzirá às fontes das águas da vida; e Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima."
No capítulo seis foram abertos seis selos disparando cada um deles uma série de acontecimentos. Portanto, ainda falta abrir o sétimo e último selo. Todavia, no capítulo sete não são abertos selos. O que ocorre neste capítulo é um procedimento relacionado à preparação da Terra para o início dos juízos contra os povos e nações e da grande tribulação dos santificados. Sabe-se que o número quatro em escatologia sempre se refere à Terra. Os quatro anjos foram colocados nos quatro pontos cardeais do planeta cuja função será a de controlar os quatro ventos, desestabilizar a terra firme, os oceanos e mares, bem como a vegetação. Um quinto anjo poderoso e forte surge para executar uma outra tarefa antes dos juízos sobre a natureza. A função dele é selar ou marcar alguns israelitas das doze tribos de Israel. Serão marcados doze mil judeus de cada uma das doze tribos de Israel que serão protegidos de qualquer mal. Os nomes hebraicos quase sempre trazem significados. Tomando os nomes das tribos de Israel, listadas no Apocalipse e seus significados, pode-se obter um acrônimo muito interessante:
- Judá: confissão, louvor a Deus;
- Rúben: vendo o filho;
- Gade: uma companhia;
- Aser: bendito;
- Naftali: lutador ou lutando contra;
- Manassés: esquecimento;
- Simeão: ouvindo e obedecendo;
- Levi: união ou apego;
- Issacar: recompensa;
- Zebulom: lar ou moradia;
- José: adição ou soma;
- Benjamim: filho da mão direita ou predileto, filho da idade avançada.
Assim, tem-se: "confessores ou adoradores de Deus, olhando para o Filho, uma companhia de benditos, lutando contra o esquecimento, ouvindo e obedecendo a Palavra, apegados à recompensa de um abrigo ou lar, uma adição, filhos da mão direita de Deus, gerados no fim dos dias." Joseph A. Seiss, Lectures on the Apocalypse. Isto parece indicar que os cento e quarenta e quatro mil judeus serão marcados para serem protegidos durante a grande tribulação, porque os fenômenos não serão simplesmente naturais, mas comandados por Cristo e os santificados para juízo contra o mundo incrédulo. Observa-se, que, na lista do Apocalipse as tribos de Dan e de Efraim não entram. Foram substituídas pelas tribos de José e de Levi, porque Dan significa 'juiz' ou 'juízo' e Efraim significa 'aumento por multiplicação'. Eles não poderiam participar dos israelitas selados, porque eles não serão juízes e formam um número fixo, não ocorrendo aumento deste número por multiplicação.
Finalmente João vê uma enorme multidão de todos os povos da Terra em pé diante do trono de Deus e do Cordeiro. Um dos vinte e quatro anciãos pergunta a ele quem eram aqueles, mas João não soube responder. O ancião, então, lhe diz: "estes são os que vêm da grande tribulação, e levaram as suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro." Isto significa que o número dos eleitos e regenerados mortos pela perseguição do Anticristo se completou. Neste ponto ocorre um grande culto de adoração no céu antes da abertura do sétimo e último selo. Com a abertura deste último selo serão executados os juízos sobre a Terra. Haverá a purificação pelo fogo de tudo o que não pode ser redimido pelo sangue do Cordeiro.
Solo Christus!

quinta-feira, 2 de maio de 2013

SOBRE O FIM DOS TEMPOS XXX

Ap. 6: 1 a 17 - "E vi quando o Cordeiro abriu um dos sete selos, e ouvi um dos quatro seres viventes dizer numa voz como de trovão: vem! Olhei, e eis um cavalo branco; e o que estava montado nele tinha um arco; e foi-lhe dada uma coroa, e saiu vencendo, e para vencer. Quando ele abriu o segundo selo, ouvi o segundo ser vivente dizer: vem! E saiu outro cavalo, um cavalo vermelho; e ao que estava montado nele foi dado que tirasse a paz da terra, de modo que os homens se matassem uns aos outros; e foi-lhe dada uma grande espada. Quando abriu o terceiro selo, ouvi o terceiro ser vivente dizer: vem! E olhei, e eis um cavalo preto; e o que estava montado nele tinha uma balança na mão. E ouvi como que uma voz no meio dos quatro seres viventes, que dizia: um queniz de trigo por um denário, e três quenizes de cevada por um denário; e não danifiques o azeite e o vinho. Quando abriu o quarto selo, ouvi a voz do quarto ser vivente dizer: Vem! E olhei, e eis um cavalo amarelo, e o que estava montado nele chamava-se Morte; e o inferno seguia com ele; e foi-lhe dada autoridade sobre a quarta parte da terra, para matar com a espada, e com a fome, e com a peste, e com as feras da terra. Quando abriu o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho que deram. E clamaram com grande voz, dizendo: até quando, ó Soberano, santo e verdadeiro, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra? E foram dadas a cada um deles compridas vestes brancas e foi-lhes dito que repousassem ainda por um pouco de tempo, até que se completasse o número de seus conservos, que haviam de ser mortos, como também eles o foram. E vi quando abriu o sexto selo, e houve um grande terremoto; e o sol tornou-se negro como saco de cilício, e a lua toda tornou-se como sangue; e as estrelas do céu caíram sobre a terra, como quando a figueira, sacudida por um vento forte, deixa cair os seus figos verdes. E o céu recolheu-se como um livro que se enrola; e todos os montes e ilhas foram removidos dos seus lugares. E os reis da terra, e os grandes, e os chefes militares, e os ricos, e os poderosos, e todo escravo, e todo livre, se esconderam nas cavernas e nas rochas das montanhas; e diziam aos montes e aos rochedos: caí sobre nós, e escondei-nos da face daquele que está assentado sobre o trono, e da ira do Cordeiro; porque é vindo o grande dia da ira deles; e quem poderá subsistir?"
O capítulo seis de Apocalipse é a continuação do capítulo cinco. Agora que o Cordeiro que foi morto e reviveu - Jesus, o Cristo - pegou o livro das mãos de Deus, serão iniciados os procedimentos sobre os fatos nele escritos. Isto ocorrerá com a quebra dos selos, um de cada vez. Cada acontecimento no céu corresponde a um tipo de evento na Terra. É uma relação de causa no céu e consequência na Terra. João prosseguiu descrevendo a sua visão celeste por meio de linguagem terrestre. O ponto a ser considerado neste capítulo é a administração presidida por Cristo - Leão e Cordeiro - e executada pelos santificados n'Ele caracterizados pelo anciãos, os seres viventes, os anjos, os cavaleiros, e, mais adiante pelas duas testemunhas. 
É fundamental entender que os juízos originados no Céu contra o mundo não são chamados de tribulação. As provações contra os santos na Terra em qualquer tempo são chamadas de tribulação conforme Jo. 16:33 - "No mundo tereis tribulações; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo." Durante o tempo entre o arrebatamento da Igreja de Cristo e o retorno visível d'Ele ao mundo, ainda haverá conversão, porque os juízos de Deus estarão sendo destinados ao mundo incrédulo, juntamente com a pregação do evangelho. Estes santificado durante este período morrerão pela opressão e terror do anticristo. Portanto, será um período em que se misturarão juízos e graça conforme Hc. 3:2 - " ... na ira lembra-te da misericórdia." Este período é chamado no Apocalipse de "a grande tribulação."
Os seis primeiros selos abertos disparam juízos contra o mundo, porém misturados à graça que ainda opera salvando os eleitos que não foram arrebatados com a Igreja. O objetivo dos juízos é despertar os que estão inscritos para a vida eterna, pois só assim reconhecerão que as Escrituras são a verdade. Neste tempo haverá grande conversão conforme Jl. 2: 28 a 32 - "Acontecerá depois que derramarei o meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos anciãos terão sonhos, os vossos mancebos terão visões; e também sobre os servos e sobre as servas naqueles dias derramarei o meu Espírito. E mostrarei prodígios no céu e na terra, sangue e fogo, e colunas de fumaça. O sol se converterá em trevas, e a lua em sangue, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor. E há de ser que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo; pois no monte Sião e em Jerusalém estarão os que escaparem, como disse o Senhor, e entre os sobreviventes aqueles que o Senhor chamar."
Há toda uma ordem hierárquica na administração dos juízos: Cristo inicia com a quebra dos selos; um dos seres viventes dá uma segunda ordem; os cavaleiros, os anciãos, os anjos, as duas testemunhas seguem na execução do que lhes é ordenado. Nesta fase o evangelho será anunciado ao mundo todo e todos os povos, tribos, línguas e nações o ouvirão conforme Mt. 24:14 - "E este evangelho do reino será pregado no mundo inteiro, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim." Ao abrir os quatro primeiro selos disparam-se os quatro cavaleiros e suas ordens de juízos são as seguintes: a) Primeiro selo - cavalo branco - Cristo ou um preposto d'Ele sairá vencendo e para vencer. Corresponde ao anúncio maciço do evangelho; b) Segundo selo - cavalo vermelho - representa a guerra, sendo a paz retirada de toda a Terra pela espada; c) Terceiro selo - cavalo preto - representando a fome pela escassez de alimentos. Isto é indicado pela balança e pela expressão: "um queniz de trigo por um denário, três quenizes de cevada por um denário, e não danifiques o azeite e o vinho." Mostra que apesar da fome, ainda resta alguma coisa a ser preservada. Queniz é uma unidade de medida e denário um tipo de moeda da época; d) Quarto selo - cavaleiro amarelo - indicando a morte, pois no grego a palavra para amarelo indica algo pálido e sem vida. É a ocorrência de pestes, endemias, epidemias e pandemias. Este cavaleiro está autorizado a dizimar por qualquer método de destruição. Este período de juízos ao mundo e tribulações aos eleitos será de três anos e meio.
Com a abertura do quinto selo, João vê e ouve os santificados que foram mortos durante a administração dos quatro primeiros selos. Suas almas estão debaixo do altar de Deus e clamam por vingança contra os que os mataram na Terra. A eles são dadas vestimentas brancas e dito que devem esperar um pouco mais, porque ainda outros eleitos serão mortos na Terra.
Com a abertura do sexto selo, os fenômenos ocorrem agora no espaço sideral: o Sol perde a sua luz, a Lua se torna vermelha como sangue e as estrelas se despencam do firmamento. Na Terra, fenômenos naturais abalando as estruturas do planeta e grande alterações na atmosfera. Por causa destes juízos, os homens de todas as culturas, classes sociais e condições socioeconômicas fogem da presença de Deus e suplicam que a morte os leve. Eles têm plena consciência dos seus pecados de incredulidade e sabem que não há mais esperança.
Este capítulo ensina que neste tempo ocorrerão quatro coisas inevitáveis: a) Todos ouvirão o evangelho da verdade; b) a Terra será julgada e purificada; c) Aquilo que não pode ser redimido pela graça de Deus será destruído; d) Haverá uma restauração e reestruturação da Terra para que o governo de Cristo durante o milênio seja estabelecido.
Sola Gratia!

quarta-feira, 1 de maio de 2013

SOBRE O FIM DOS TEMPOS XXIX

Ap. 5: 1 a 14 - "Vi na destra do que estava assentado sobre o trono um livro escrito por dentro e por fora, bem selado com sete selos. Vi também um anjo forte, clamando com grande voz: quem é digno de abrir o livro e de romper os seus selos? E ninguém no céu, nem na terra, nem debaixo da terra, podia abrir o livro, nem olhar para ele. E eu chorava muito, porque não fora achado ninguém digno de abrir o livro nem de olhar para ele. E disse-me um dentre os anciãos: não chores; eis que o Leão da tribo de Judá, a raiz de Davi, venceu para abrir o livro e romper os sete selos. Nisto vi, entre o trono e os quatro seres viventes, no meio dos anciãos, um Cordeiro em pé, como havendo sido morto, e tinha sete chifres e sete olhos, que são os sete espíritos de Deus, enviados por toda a terra. E veio e tomou o livro da destra do que estava assentado sobre o trono. Logo que tomou o livro, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo cada um deles uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos. E cantavam um cântico novo, dizendo: digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda tribo, e língua, e povo e nação; e para o nosso Deus os fizeste reino, e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra. E olhei, e vi a voz de muitos anjos ao redor do trono e dos seres viventes e dos anciãos; e o número deles era miríades de miríades; e o número deles era miríades de miríades e milhares de milhares, que com grande voz diziam: digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor. Ouvi também a toda criatura que está no céu, e na terra, e debaixo da terra, e no mar, e a todas as coisas que neles há, dizerem: ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos: e os quatro seres viventes diziam: amém. E os anciãos prostraram-se e adoraram."
O capítulo seis de Apocalipse trata do processo da redenção plena, além de revelar Jesus, o Cristo como o legítimo e digno herdeiro de todas as coisas. O apóstolo João continuou arrebatado no céu, vendo e descrevendo o que via e ouvia. A primeira coisa vista e descrita foi um rolo de pergaminho escrito por dentro e por fora e selado com sete selos. Era prática, na antiguidade, fazer os testamentos em rolos de pergaminhos, selá-los e cerrá-los na presença de sete testemunhas. Com a morte do testador, o testamento deveria ser aberto na presença das mesmas testemunhas que o cerrou. O livrinho que João viu era o testamento de Deus, contendo os mistérios acerca dos tempos finais desta era. Este testamento divino diz respeito aos julgamentos da Terra e da herança de Cristo e seus eleitos e regenerados em decorrência da sua morte  para torná-los herdeiros conforme I Pd. 1:3 a 5 - "Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua grande misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorruptível, incontaminável e imarcescível, reservada nos céus para vós, que pelo poder de Deus sois guardados, mediante a fé, para a salvação que está preparada para se revelar no último tempo." O 'supremo propósito' de Deus se cumpre, independentemente do homem e seus pressupostos. O livro testamental deve ser aberto, lido e o seu conteúdo executado, irrevogavelmente. Só Cristo, e ninguém mais, dá sentido e sequência aos acontecimentos contidos no livro. Por isto, foi o único digno de tomá-lo e abri-lo. Todos os credos pregam um libertador, um salvador ou algum meio de redenção, mas só Cristo é digno de abrir o livro e executar os procedimentos contidos nele. Isto foi dito a João em sua visão no céu.
Com a abertura do documento testamental, seguem-se os acontecimentos  sobre a redenção da Terra e de tudo o que nela há. Cada selo aberto dispara um acontecimento específico sobre alguma esfera terrena a ser redimida pelo Cordeiro que morreu, reviveu e retornará para reivindicar o seu reino eterno. Neste ponto necessário é que se recorde o que foi perdido:
a) O homem perdeu a sua alma conforme Gn. 2:17 - "... porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás." Ez. 18:4 - "... a alma que pecar esta morrerá." Observa-se, que, em nenhum lugar das Escrituras se fala em salvação do espírito, mas sempre se refere à salvação da alma.
b) O homem perdeu o corpo físico conforme Gn. 3:19 - "... até que te tornes à terra, pois dela vieste, porque tu és pó e ao pó te tornarás." Por ter sido expulso do Éden, não poderia mais se alimentar da árvore da vida que o manteria sem envelhecer indefinidamente.
c) O homem perdeu a Terra conforme Gn. 3: 17 a 19 - "E ao homem disse: porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher, e comeste da árvore de que te ordenei dizendo: não comerás dela; maldita é a terra por tua causa; em fadiga comerás dela todos os dias da tua vida. Ela te produzirá espinhos e abrolhos; e comerás das ervas do campo. Do suor do teu rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, porque dela foste tomado; porquanto és pó, e ao pó tornarás."
Portanto, se as consequências nefastas do pecado afetam três esferas, a redenção igualmente se dá em três esferas:
a) O homem é convertido para salvação da sua alma conforme Lm. 5:21 - " Converte-nos a ti, Senhor, e seremos convertidos; renova os nossos dias como dantes." A salvação é uma ação monérgica, a saber, compete exclusivamente a Deus conforme Sl. 3:8 - "A salvação vem do Senhor."
b) O homem ressurge dentre os mortos para a redenção do corpo conforme I Ts. 4:16 - "... ao som da trombeta de Deus, e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro.
c) Com o retorno do Grande Rei ocorrerá a redenção da Terra e de tudo que nela há e serão criados tudo novo conforme II Pd. 3:13 - "Nós, porém, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e uma nova terra, nos quais habita a justiça."
João ouviu de um dos anciãos que só Jesus, o Cristo pode abrir o livro, e, após tomá-lo das mãos de Deus, iniciou-se um grande e solene culto de adoração ao Cordeiro de Deus que foi morto e vivo está. Cristo é identificado neste capítulo como o Leão da tribo de Judá e a raiz de Davi, demonstrando a sua majestade e realeza soberana como o Messias conquistador apontado por Is. 11: 2 a 9. Enquanto o Cordeiro representa o Messias sofredor, o servo de Deus, que, por meio do derramamento do seu sangue remove o pecado do mundo conforme Is. 53: e I Jo. 1:9.
Por esta razão os judeus não puderam ver a totalidade do Messias prometido, pois seus olhos estavam fixados apenas no Messias vencedor. Queriam um libertador político e não um salvador das suas almas. Entretanto, ele veio primeiro como o Cordeiro manso e humilde de coração. Esvaziou-se da sua deidade para experimentar a profundidade da dor e do sofrimento humano por causa do pecado. Agora, no fim dos tempos, retornará como o Messias Redentor e Glorioso para estabelecer o seu reino eterno.
Sola Scriptura!