domingo, 20 de maio de 2012

A DIFERENÇA ENTRE O CRISTIANISMO NOMINAL E O CRISTIANISMO REAL

 At. 11: 19 a 26 - "Aqueles, pois, que foram dispersos pela tribulação suscitada por causa de Estêvão, passaram até a Fenícia, Chipre e Antioquia, não anunciando a ninguém a palavra, senão somente aos judeus. Havia, porém, entre eles alguns cíprios e cirenenses, os quais, entrando em Antioquia, falaram também aos gregos, anunciando o Senhor Jesus. E a mão do Senhor era com eles, e grande número creu e se converteu ao Senhor. Chegou a notícia destas coisas aos ouvidos da igreja em Jerusalém; e enviaram Barnabé a Antioquia; o qual, quando chegou e viu a graça de Deus, se alegrou, e exortava a todos a perseverarem no Senhor com firmeza de coração; porque era homem de bem, e cheio do Espírito Santo e de fé. E muita gente se uniu ao Senhor. Partiu, pois, Barnabé para Tarso, em busca de Saulo; e tendo-o achado, o levou para Antioquia. E durante um ano inteiro reuniram-se naquela igreja e instruíram muita gente; e em Antioquia os discípulos pela primeira vez foram chamados cristãos."
Entende-se por nominalismo cristão uma suposta capacidade de culto a Deus sem a Bíblia e seus fundamentos. É como ser cristão sem o Cristo, a saber, é o cristianismo formado pela religião vazia das Escrituras, desprovida do evangelho da verdade, e à margem da pessoa de Cristo. É uma mera formalidade para gerar aceitação moral e social, além de apaziguar os dramas de consciência. Atinge pessoas que professam ter fé, porém recebem ao Senhor Jesus apenas como perdoador de pecados, porque temem morrer com suas culpas; o cristão nominal recebe a Cristo como quem o poderá resgatar do inferno, porque não quer correr o risco de queimar eternamente; o cristão nominal  recebe uma espécie de Cristo curandeiro, porque odeia a ideia de sofrer males e enfermidades físicas; o cristão nominal recebe ao Senhor Jesus apenas como protetor, porque quer obter segurança diante dos perigos do mundo e da vida; o cristão nominal recebe a Cristo como o Senhor da riqueza e da prosperidade, porque ama o dinheiro e o que ele pode comprar; o cristão nominal recebe a Cristo como o Criador, porque necessita conceber o universo dentro de uma ordem lógica e funcional. Ele precisa justificar a existência daquilo que não pode compreender pelo intelecto. O cristão nominal recebe a Cristo como quem controla a  história, porque precisa de uma concepção estável do tempo e dos acontecimentos, justificando-o dialeticamente.
O cristão nominal não recebe ao Senhor Jesus, o Cristo como  o "Supremo Propósito" de Deus e que possui inestimável valor pessoal. Não o vê como o todo-suficiente, eficiente e eficaz contra a natureza pecaminosa dominante no homem. O nominalismo trata o cristianismo como uma espécie de ingresso comprado para garantir a entrada no céu de pecadores não regenerados. Busca uma forma e também uma fórmula para promover a salvação sem a morte inclusiva em Cristo. É a salvação sem o salvador!
O cristianismo autêntico é aquele que consta nas Escrituras, particularmente do Novo Testamento que é a concretização do Velho Testamento. Este cristianismo contém o evangelho cuja síntese foi apresentada pelo apóstolo Paulo em I Co. 15: 3 e 4 - "...Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras; que foi sepultado; que foi ressuscitado ao terceiro dia, segundo as Escrituras..." O cristianismo verdadeiro é aquele perpetuado no tempo e no espaço, de geração em geração, como a semente que serve ao Senhor. O cristão verdadeiro transmite o que também recebeu e não outro evangelho reorganizado segundo a ótica do homem. O cristão autêntico não possui uma mera concepção religiosa para satisfazer aos seus interesses, mas aquilo que está registrado nas Escrituras como a Palavra de Deus fiel e verdadeira. O evangelho não lhe é como que um manual de religião.
O cristianismo real prega a morte do pecador na morte de Cristo conforme Jo. 12: 32 e 33 - "E eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a mim. Isto dizia, significando de que modo havia de morrer." Isto foi o segredo guardado no tempo conforme Cl. 1:27 - "...a quem Deus quis fazer conhecer quais são as riquezas da glória deste mistério entre os gentios, que é Cristo em vós, a esperança da glória." A inclusividade e a substituição do pecador são mostradas no evangelho conforme II Co. 5: 14 - "Pois o amor de Cristo nos constrange, porque julgamos assim: se um morreu por todos, logo todos morreram." Não faz sentido o Cristo ter morrido sozinho na cruz, porque Ele não tinha pecado. Ao contrário, Deus o fez pecado inoculando os pecadores em sua morte conforme II Co. 5:21 - "Àquele que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus."
O cristianismo nominal vê Cristo apenas como o substituto dos pecadores, mas estes, a despeito das suas naturezas decaídas, decidem como o aceitam e se o aceitam, segundo uma falsa concepção de livre escolha. Neste ensino, o pecador escravizado pelo pecado, possui "livre arbítrio" para escolher se quer ou não quer ser salvo. Nesta falsa doutrina Cristo é um mero coadjuvante no filme das vidas imundas dos pecadores perdidos em delitos e pecados. Neste ensino falso,  os homens decaídos são os promotores das suas próprias justificações. Os tais, apesar das suas condições pecaminosas, presumem poder fazer o Deus soberano se curvar às suas vontades escravizadas e portadoras da natureza pecaminosa. Neste sentido satisfazem os reais intentos de Satanás que ofereceu todos os reinos do mundo se Cristo se prostrasse diante dele para o adorar.
II Co. 4:2 a 5 - "...pelo contrário, rejeitamos as coisas ocultas, que são vergonhosas, não andando com astúcia, nem adulterando a palavra de Deus; mas, pela manifestação da verdade, nós nos recomendamos à consciência de todos os homens diante de Deus. Mas, se ainda o nosso evangelho está encoberto, é naqueles que se perdem que está encoberto, nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus. Pois não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus como Senhor; e a nós mesmos como vossos servos por amor de Jesus." O cristianismo real coloca o homem pecador em seu devido lugar, a saber, como quem nada merece e que recebe a verdade como graça e misericórdia de Deus mediante a fé. Não há adulteração da Palavra de Deus para agradar a quem quer que seja; manifesta a verdade apesar da mentira reinante e prevalecente; não pregam  a si mesmos, mas apenas a Cristo como Senhor e a si mesmos como servos d'Ele. Foi desta forma que os primeiros cristãos foram identificados como tais em Antioquia pela primeira vez.
O cristianismo nominal  vê, crê e prega uma espécie de evangelho apenas reformulado para a salvação de pecadores segundo suas próprias justiças e méritos próprios. Estes têm uma espécie de síndrome teomânica de querer construir um 'Deus' segundo à imagem e semelhança de si mesmos. Pregam um evangelho que os recupere das suas fraquezas, creditando a si mesmos o sucesso e a vitória. Acreditam, de fato, neles mesmos!
O cristianismo autêntico é renovado a cada dia na fraqueza conforme afirma o apóstolo Paulo: "... quando sou fraco, aí é que sou forte." Isto ocorre para que a excelência do poder pertença apenas a Cristo.
Sola Scriptura!

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