domingo, 24 de julho de 2016

A EXPERIÊNCIA DO NOVO NASCIMENTO I

Jo. 3: 1 a 3 - "Ora, havia entre os fariseus um homem chamado Nicodemos, um dos principais dos judeus. Este foi ter com Jesus, de noite, e disse-lhe: Rabi, sabemos que és Mestre, vindo de Deus; pois ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não estiver com ele. Respondeu-lhe Jesus: em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus."
A expressão "novo nascimento" traduzida do texto grego neotestamentário significa, de fato, "nascer do alto." Embora não seja totalmente errado traduzi-la por "novo nascimento", porém importa a ênfase contida na outra tradução. Muitos religiosos imaginam em seus corações iludidos por doutrinas humanistas, que são eles os promotores da experiência do nascimento do alto. Então, a expressão nascer do alto é preferível, porque indica que a operação e a operacionalização desta verdade procedem absolutamente de Deus. Não é produzida pelas obras do homem, ou pelos seus sistemas de crenças. Nada na Terra pode mover Deus a realizar qualquer coisa, sem que isto já tenha sido preordenado antes dos tempos eternos conforme II Tm. 1: 9 - "...que nos salvou, e chamou com uma santa vocação, não segundo as nossas obras, mas segundo o seu próprio propósito e a graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos eternos..." Assim, o propósito é de Deus e a graça que recebemos veio d'Ele também. Tudo decidido antes dos tempos eternos. Antes que o próprio mundo houvera.
Quando se busca a concordância no texto sagrado, como um todo, o mesmo se encaixa e forma um único texto coeso e coerente. O sentido de presciência de Deus é demonstrado claramente em Sl. 139: 16 - "Os teus olhos viram a minha substância ainda informe, e no teu livro foram escritos os dias, sim, todos os dias que foram ordenados para mim, quando ainda não havia nenhum deles." Tal revelação é fundamental para desconstruir a falsa noção que as religiões passam que Deus vive de improvisos. Que ele reescreve a história do homem a cada dia em função dos seus atos e atitudes. Ora, todos os feitos do homem, certos ou errados, são do conhecimento de Deus antes que o próprio mundo existisse. Todos os dias do homem foram escritos pelo próprio Deus em seus livros eternos. 
Deus tem e mantém todos os registros dos feitos dos homens em seus livros antes que qualquer homem houvesse sobre a Terra. Tais livros serão utilizados no juízo eterno conforme Ap. 20:12 - "E vi os mortos, grandes e pequenos, em pé diante do trono; e abriram-se uns livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida; e os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras." Vê-se que o texto fala em "uns livros", outro livro, que é o da vida. Quando às anotações dos feitos dos mortos estão nos livros e não no livro da Vida do Cordeiro que é mencionado em Ap. 21: 27 - "E não entrará nela coisa alguma impura, nem o que pratica abominação ou mentira; mas somente os que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro." Ao fim de tudo, Deus se assentará no torno de justiça para julgar conforme o registro dos feitos dos homens conforme Dn. 7: 10 - "Um rio de fogo manava e saía de diante dele; milhares de milhares o serviam, e miríades de miríades assistiam diante dele. Assentou-se para o juízo, e os livros foram abertos."
Jesus falou sobre a experiência do nascimento do alto a um príncipe judeu chamado Nicodemos. Este membro da seita dos fariseus procurou o Mestre a noite, talvez para não ser visto pelos seus pares, pois poderia sofrer alguma censura, visto que os ensinos de Jesus se opunham ao sistema de crença deles. Nicodemos se aproximou de Jesus, o Cristo com o discurso próprio do homem que vê apenas os resultados e os sinais. Não se aproximou e não se dirigiu a Jesus, o Cristo pelo padrão da fé, isto é, crer sem ver ou sem constatação alguma. A declaração de Nicodemos parte de uma premissa de que os sinais legitimavam Jesus, o Cristo como proveniente de Deus com base no que ele fazia e não no que pregava. Esta tem sido a atitude da maioria dos religiosos: creem apenas, porque veem. Este nunca foi, não é, e jamais será o padrão da fé bíblica e verdadeira. 
Jesus, o Cristo não alimentou a crença religiosa de Nicodemos. Não lhe massageou o ego, pelo fato deste ter reconhecido os sinais como evidência da origem divina de Cristo. Ao contrário, Jesus, o Cristo lhe dirige uma sentença clara: "... se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus." Desta forma, quem não tiver a experiência do nascimento do alto, não pode ver o reino de Deus. Vê-se que não é uma questão de querer, mas de poder. Influenciados pela falsa doutrina gnóstica do "livre arbítrio", muitos religiosos imaginam em seus corações enganados que o pecador pode optar por crer ou não crer. Não querem, porque não podem, e não podem, porque não receberam graça para ganhar a fé.
Sola Scriptura!

Nenhum comentário: