quinta-feira, 3 de outubro de 2013

SOBRE MALDIÇÃO III

Jr. 11: 1 a 5 - "A palavra que veio a Jeremias, da parte do Senhor, dizendo: ouvi as palavras deste pacto, e falai aos homens de Judá, e aos habitantes de Jerusalém. Dize-lhes pois: assim diz o Senhor, o Deus de Israel: maldito o homem que não ouvir as palavras deste pacto, que ordenei a vossos pais no dia em que os tirei da terra do Egito, da fornalha de ferro, dizendo: ouvi a minha voz, e fazei conforme a tudo que vos mando; assim vós sereis o meu povo, e eu serei o vosso Deus; para que eu confirme o juramento que fiz a vossos pais de dar-lhes uma terra que manasse leite e mel, como se vê neste dia. Então eu respondi, e disse: Amém, ó Senhor."
Em nenhum texto bíblico diz que o Diabo é quem amaldiçoa as pessoas, sejam elas religiosas ou ateias. Em diversas igrejas institucionais há verdadeiras sessões de exorcização das chamadas "maldições hereditárias". Tais rituais são chamados de "quebras de maldições." Muitos membros de igrejas que não têm estas práticas buscam as tais quebras de maldições. Basta alguma coisa ou uma série de eventos ruins acontecerem, lá se vão os místicos desconfiando de Deus e buscando uma explicação sobrenatural para os infortúnios. O que a maioria ignora, todavia, é que todo homem nasce maldito, porque portador da natureza pecaminosa. Estas pessoas vivem pelo que vê e pelo que sente e não pela fé genuína. Há muitos fatos reputados como ruins e que são perpetrados por Deus para a disciplina e correção dos que ele ama conforme Hb. 12: 5 a 8 - "... e já vos esquecestes da exortação que vos admoesta como a filhos: filho meu, não desprezes a correção do Senhor, nem te desanimes quando por ele és repreendido; pois o Senhor corrige ao que ama, e açoita a todo o que recebe por filho. É para disciplina que sofreis; Deus vos trata como a filhos; pois qual é o filho a quem o pai não corrija? Mas, se estais sem disciplina, da qual todos se têm tornado participantes, sois então bastardos, e não filhos." O mal jamais tem origem em Deus, mas ele utiliza os males do próprio homem natural para discipliná-lo. Em Isaías, Deus afirma que seu braço não está encolhido e nem o seu ouvido agravado para não salvar, mas as iniquidades do homem é que o separa d'Ele. Então, os males sobrevêm por causa da maldição do pecado e não o pecado por causa da maldição. 
A questão fundamental na religião é que o indivíduo entra nela e permanece exatamente o mesmo por longos anos. Não há experiência de regeneração por meio do nascimento do alto. O simples fato de alguém abandonar coisas erradas e passar a ter uma vida mais disciplinada e correta é apenas uma reforma moral e não a geração de uma nova criatura. Há inúmeros ateus que têm vida ética e moral inatacável. O que conta para o efeito de eliminar a natureza desgraçada e amaldiçoada pelo pecado é a morte em Cristo e o ganho da vida juntamente com Ele. Ez. 11: 19 e 20 - "E lhes darei um só coração, e porei dentro deles um novo espírito; e tirarei da sua carne o coração de pedra, e lhes darei um coração de carne, para que andem nos meus estatutos, e guardem as minhas ordenanças e as cumpram; e eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus." Os nascidos de Deus têm um só coração na medida em que Cristo passou a viver em todos eles por meio do novo nascimento. Os nascidos de Deus não sofrem reforma moral ou ética, eles recebem um novo espírito não corrompido pela natureza pecaminosa que separou o homem de Deus. Assim como o homem morreu para Deus, no primeiro Adão, morre para o pecado em Cristo, o último Adão. O novo nascido recebe um espírito reconciliado com Deus, ou seja, a culpa do pecado é imputada em Cristo e aniquilada na sua morte conforme Hb. 9:26 - "... mas agora, na consumação dos séculos, uma vez por todas se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo." A morte de Jesus, o Cristo não foi um ato solitário para pagar o pecado, mas cada pecador eleito foi n'Ele incluído para ter o seu pecado original aniquilado. Quem conduz o pecador eleito à Cristo é Deus conforme Jo. 6:44 - "Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia." Após a ação monérgica e soberana de Deus, Cristo atrai os eleitos à cruz conforme Jo. 12: 32 e 33 - "E eu, quando for levantado da Terra, todos atrairei a mim. Isto dizia, significando de que modo havia de morrer." Quem não se inclui neste processo sempre foi e continua sendo maldito pelo pecado, ainda que seja uma boa pessoa, socialmente falando. Logo, a maldição não é hereditária e muito menos pode ser quebrada por confiança a homens religiosos que se acham capazes de controlar Deus e o Diabo em suas igrejas institucionais.
Ne. 13:2 - "... porquanto não tinham saído ao encontro dos filhos de Israel com pão e água, mas contra eles assalariaram Balaão para os amaldiçoar; contudo o nosso Deus converteu a maldição em benção." Alguns reis locais assalariaram Balaão para amaldiçoar o povo de Israel. Entretanto, Deus converteu a maldição em bênção. Esta é a postura de quem, de fato, tem experiência de novo nascimento: confia incondicionalmente no Senhor Deus por meio de Jesus, o Cristo. Isto deve ocorrer independentemente das circunstâncias serem boas ou ruins, pois Deus é soberano e nada escapa ao seu controle.
Caso tais pessoas que amaldiçoam, não estivessem sob o controle de Deus, o mundo já teria sido absolutamente destruído, pois a natureza do homem é má continuamente.
Sola Gratia!

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