sábado, 18 de maio de 2013

SOBRE O FIM DOS TEMPOS XXXVI

Ap. 11: 1 a 14 - "Foi-me dada uma cana semelhante a uma vara; e foi-me dito: levanta-te, mede o santuário de Deus, e o altar, e os que nele adoram. Mas deixa o átrio que está fora do santuário, e não o meças; porque foi dado aos gentios; e eles pisarão a cidade santa por quarenta e dois meses. E concederei às minhas duas testemunhas que, vestidas de saco, profetizem por mil duzentos e sessenta dias. Estas são as duas oliveiras e os dois candeeiros que estão diante do Senhor da Terra. E, se alguém lhes quiser fazer mal, das suas bocas sairá fogo e devorará os seus inimigos; pois se alguém lhes quiser fazer mal, importa que assim seja morto. Elas têm poder para fechar o céu, para que não chova durante os dias da sua profecia; e têm poder sobre as águas para convertê-las em sangue, e para ferir a Terra com toda sorte de pragas, quantas vezes quiserem. E, quando acabarem o seu testemunho, a besta que sobe do abismo lhes fará guerra e as vencerá e matará. E jazerão os seus corpos na praça da grande cidade, que espiritualmente se chama Sodoma e Egito, onde também o seu Senhor foi crucificado. Homens de vários povos, e tribos e línguas, e nações verão os seus corpos por três dias e meio, e não permitirão que sejam sepultados. E os que habitam sobre a Terra se regozijarão sobre eles, e se alegrarão; e mandarão presentes uns aos outros, porquanto estes dois profetas atormentaram os que habitam sobre a terra. E depois daqueles três dias e meio o espírito de vida, vindo de Deus, entrou neles, e puseram-se sobre seus pés, e caiu grande temor sobre os que os viram. E ouviram uma grande voz do céu, que lhes dizia: subi para cá. E subiram ao céu em uma nuvem; e os seus inimigos os viram. E naquela hora houve um grande terremoto, e caiu a décima parte da cidade, e no terremoto foram mortos sete mil homens; e os demais ficaram atemorizados, e deram glória ao Deus do céu. É passado o segundo ai; eis que cedo vem o terceiro."
Esta passagem faz parte ainda das preparações para a sétima trombeta. João recebe um caniço semelhante a uma vara. Naquele tempo o caniço era uma espécie de instrumento de medição. Entretanto, o aspecto de vara induz a ideia de punição. Toda posse é seguida de inventário, medição e limpeza de uma propriedade. No contexto anterior viu-se que Cristo assume a posição de posse legal da Terra. É dito ao apóstolo João que meça o santuário de Deus, exceto a parte do átrio exterior. Ao que parece o Templo de Salomão será reedificado no tempo do fim. Também esta mensuração indica que é uma aferição relativa ao povo judeu, pois haverá adoração no santuário. A parte externa do Templo será dada aos povos e nações que pisarão Jerusalém por três anos e meio contados por quarenta e dois meses. A misericórdia e a graça estendidas ao povo judeu é apoiada por Rm. 11:25 a 27 - "Porque não quero, irmãos, que ignoreis este mistério para que não presumais de vós mesmos: que o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado; e assim todo o Israel será salvo, como está escrito: virá de Sião o Libertador, e desviará de Jacó as impiedades; e este será o meu pacto com eles, quando eu tirar os seus pecados." Isto é o cumprimento das promessas feitas por Deus à Abraão.
No texto de abertura são mencionadas as duas testemunhas de Deus que estarão na Terra e terão missão especial. Sobre estas duas testemunhas há forte tendência a identificá-las com Elias e Moisés, porque o primeiro foi trasladado em vida para o céu e o segundo morreu, mas teve o seu corpo ocultado por Deus. Assim, Elias representaria os que não morreram e Moisés representaria os que morreram, mas que ressuscitarão. Outros, entretanto, identificam as duas testemunhas com Elias e Enoque, pois ambos não experimentaram a morte física e teriam de voltar para experimentá-la. O mais provável é que serão dois profetas escatológicos, vindos do céu, e, que no fim dos tempos terão missões semelhantes as de Elias e de Moisés. Enquanto estiverem executando as suas tarefas, ninguém poderá tocá-los ou fazer-lhes mal algum. Terão plenos poderes sobre os elementos da natureza e sobre os homens. Serão duas pessoas cujo comportamento será absolutamente anormal para a época. Estarão vestidas de pano de saco, pregando o evangelho em um mundo absolutamente hostil a tudo o que se refere a Deus. O tempo das ministrações destas duas testemunhas é de três anos e meio, quarenta e dois meses ou mil duzentos e sessenta dias. É dito que os dois são as duas oliveiras e os dois candeeiros que estão diante do Senhor de toda a  Terra.
Ao final da missão das duas testemunhas, a Besta os vencerá e serão mortos, seus corpos serão expostos para espetáculo ao mundo. Ficarão estirados numa praça de uma grande cidade espiritualmente comparadas a Sodoma e ao Egito. Pode ser uma referência a Jerusalém, pois foi onde Jesus, o Cristo foi crucificado e onde estão as ruínas do Templo de Salomão. Após três dias e meio, o espírito de vida entrará nos seus corpos e as duas testemunhas ressuscitarão diante dos olhos de todos os habitantes da Terra. Elas serão arrebatadas diante dos olhos de milhões de milhões de pessoas ao redor do mundo. Hoje isto é possível graças às transmissões televisivas quase em tempo real. Haverá um comportamento, no mínimo, curioso quando da morte das duas testemunhas. Os povos e nações celebrarão as suas mortes como algo a ser comemorado até mesmo com presentes. Mas, em Israel haverá glorificação do nome de Deus.
Até nas suas mortes, as duas testemunhas servirão de forte convencimento aos judeus, pois serão mortas, ressuscitarão e serão arrebatadas. Isto demonstra a eles o mesmo que ocorreu com Jesus, o Cristo, ao qual rejeitaram como o Messias da promessa. As duas testemunhas serão chamados diretamente do céu e subirão envoltos numa nuvem diante dos olhos dos seus inimigos. Imediatamente à ascensão das duas testemunhas haverá um grande terremoto, destruindo a décima parte da cidade e matando sete mil pessoas. As pessoas que não morreram ficaram atemorizadas e darão glória ao Deus do céu. Estes fatos concluem o segundo "ai" anunciado pelo anjo que tocou a sexta trombeta. Ainda falta o terceiro "ai" que ocorrerá ao soar da sétima e última trombeta.
Soli Deo Gloria!!!

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