quinta-feira, 25 de abril de 2013

SOBRE O FIM DOS TEMPOS XXV

Ap. 3: 1 a 6 - "Ao anjo da igreja em Sardes escreve: isto diz aquele que tem os sete espíritos de Deus, e as estrelas: conheço as tuas obras; tens nome de que vives, e estás morto. Sê vigilante, e confirma o restante, que estava para morrer; porque não tenho achado as tuas obras perfeitas diante do meu Deus. Lembra-te, portanto, do que tens recebido e ouvido, e guarda-o, e arrepende-te. Pois se não vigiares, virei como um ladrão, e não saberás a que hora sobre ti virei. Mas também tens em Sardes algumas pessoas que não contaminaram as suas vestes e comigo andarão vestidas de branco, porquanto são dignas. O que vencer será assim vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; antes confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos. Quem tem ouvidos, ouça o que o espírito diz às igrejas."
Sardes era a capital da antiga Lídia, depois passou a ser província romana, e, atualmente é um vilarejo da Turquia, na província de Manisa chamado Sart. O texto afirma que a Igreja em Sardes tinha fama de muito ativa e cheia de vida, mas, de fato, era morta. Cristo se apresenta a esta Igreja como aquele que tem os sete espíritos de Deus. Segundo a numerologia bíblica sete indica plenitude ou totalidade. Neste caso, Jesus, o Cristo se apresenta como o que possui a plenitude do Espírito Santo e aquele que controla os anjos ou mensageiros simbolizados pelas estrelas.
A Igreja em Sardes era uma congregação com muita efervescência e ativismo, mas tais atividades não eram vivificadas. Eram desenvolvidas com base nos poderes latentes da alma. Em termos tipológicos esta igreja ainda se faz representar hoje por meio do ativismo da religião exterior. É a manifestação do culto feito com base apenas no homem e seus rituais, liturgias, paramentos, tecnologias, recursos financeiros, corpo de oficiais e instalações grandiosas. São igrejas, que, na aparência oferecem um poder que não é obtido do Espírito Santo, mas do engano. Fazem muito barulho e atraem muitas pessoas ávidas por milagres, maravilhas e poderes. São igrejas que alardeiam um sistema de evangelização por meio da mídia, mas que não passa de evangelicalismo, visto que nada têm a ver com o evangelho de Cristo. É neste sentido que esta igreja tem aparência de vida, mas trata-se de um culto morto. Seus membros, em sua maioria, não têm experiência de nascimento do alto, e, portanto, todo o seu ativismo é realizado com base na vida da carne. 
As igrejas que hoje se enquadram nesta tipologia substituem a experiência de novo nascimento ressurrecto por simulações ritualísticas e práticas que buscam satisfazer aos enseios horizontais do homem. São igrejas cheias de "crentes" professos, mas vazias de crentes confessos. Tais igrejas não têm interesse em conhecer as Escrituras. Não se importam com ensinos que podem despertar os eleitos de Deus por meio da pregação apenas do evangelho. Estão interessadas em construir impérios, redes de igrejas, templos grandiosos, manter programas na TV. Tais igrejas não alcançam o conhecimento da verdade, porque este só se revela pelas Escrituras. Por isso, desenvolvem o conhecimento gnóstico, esotérico e extático que mais causam fama e sucesso numa sociedade que tenta coisificar Deus e deificar as coisas. Pregam um triunfalismo retumbante que só existe nos seus cultos barulhentos e mortos espiritualmente.
Ao que tudo indica esta Igreja em Sardes passou por um tipo de reforma, mas ainda mantém certas práticas e doutrinas errôneas. É dito ao seu mensageiro da Igreja que confirme os que ainda não morreram e consolide as suas práticas na conformidade do que está nas Escrituras e que o Espírito Santo tem falado às Igrejas. 
Aos que não abandonaram a verdade é dito que são dignos de andar vestidos de branco com o Cordeiro de Deus. Estes eleitos e regenerados terão os seus nomes mantidos, porque foram escritos no livro da vida. Seus nomes serão confessados diante de Deus Pai e dos anjos no Juízo Final. Os nomes destes eleitos não estão no livro da vida porque eles são dignos, mas os tais receberam dignidade, porque os seus nomes foram escritos no livro da vida antes da fundação do mundo conforme Ef. 1: 4 a 6 - "... como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis diante dele em amor; e nos predestinou para sermos filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade, para o louvor da glória da sua graça, a qual nos deu gratuitamente no Amado." 
Sola Fide!

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