domingo, 14 de abril de 2013

SOBRE O FIM DOS TEMPOS XXII

Ap. 2: 8 a 11 - "Ao anjo da igreja em Esmirna escreve: isto diz o primeiro e o último, que foi morto e reviveu: conheço a tua tribulação e a tua pobreza, mas tu és rico, e a blasfêmia dos que dizem ser judeus, e não o são, porém são sinagoga de Satanás. Não temas o que hás de padecer. Eis que o Diabo está para lançar alguns de vós na prisão, para que sejais provados; e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. O que vencer, de modo algum sofrerá o dado da segunda morte."
Jesus se identifica à Igreja em Esmirna como sendo o primeiro e o último, que foi morto e reviveu. Esta qualificação mostra a eternidade de Cristo e sua obra  em favor dos pecadores. Mostra ainda a sua autoridade sobre a morte e o inferno, pois não puderam retê-lo. Ele elogia a Igreja em Esmirna, afirmando que conhecia a sua tribulação, e a pobreza, e as blasfêmias contra ela por parte dos que são mentirosos e dissimulados. Ele afirma que os tais que se diziam judeus, não o sendo, eram, de fato, a sinagoga de Satanás. Obviamente, que, isto nada tinha a ver com ser ou não ser de origem judaica, ou mesmo, da religião judaica. Tal questão não teria qualquer sentido numa comunidade cristã do primeiro século, visto que a maioria dos discípulos eram judeus. Neste tempo a Igreja era chamada de "o Caminho" e os seguidores de Cristo eram denominados de "os eleitos". A única forma de local físico de reuniões religiosas da época eram as sinagogas onde os rabinos ensinavam a lei de Moisés, as profecias e os costumes. O judaísmo era praticado no ambiente das Sinagogas e no Templo de Salomão em Jerusalém. Os judeus não consideravam o cristianismo como verdade, mas como uma seita. Logo, não se trata, neste contexto, de judeus ou judaizantes dentro de uma comunidade cristã. Eram, na verdade, pessoas plantadas dentro da Igreja por Satanás, não tendo suas naturezas regeneradas. É como ensina a parábola do joio e do trigo: são tão parecidos externamente que não se pode arrancar o joio, sem prejudicar o trigo. Então, a única solução é deixá-los crescer juntos até a colheita, quando o trigo é recolhido aos celeiros e o joio jogado na fogueira para ser destruído. Neste sentido, os falsos judeus da Sinagoga de Satanás só aparecem nas duas Igrejas onde não há reprimendas. Isto indica, que, Satanás só semeia o joio onde há o trigo. Estes falsos judeus estavam lá, não por culpa do mensageiro da Igreja, mas pela ação de Satanás. 
Cristo previne esta Igreja sobre prisões, calunias e provações movidas por Satanás, mas os fortalece afirmando que estaria com eles. O Mestre recomenda a esta Igreja que seja fiel até para a morte - como está no texto original - porque receberia a coroa da vida. A forma de vencer é ouvindo o que o Espírito diz às Igrejas. Ao vencedor é dado o poder da imortalidade e não passará pela segunda morte. Tal segunda morte é a condenação eterna com Satanás e seus seguidores conforme Ap. 20: 14 e 15 - "E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte, o lago de fogo. E todo aquele que não foi achado inscrito no livro da vida, foi lançado no lago de fogo." O lago de fogo e enxofre é a segunda morte, porque aqueles que forem lançados lá estarão eternamente separados de Deus. Em Ap. 21:8 são dadas algumas características dos que para lá vão "Mas, quanto aos medrosos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos adúlteros, e aos feiticeiros, e aos idólatras, e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago ardente de fogo e enxofre, que é a segunda morte." O medo foi a primeira reação após a queda no pecado. A incredulidade foi a causa da queda, ou seja, é o próprio pecado. Os abomináveis são aqueles cujas naturezas são pecaminosas e não foram regeneradas, por isso, são mortos para Deus. Os homicidas são aqueles que não conhecem o amor, pois quem mata não conhece a Deus, porque Deus é amor conforme I Jo. 3:15 - "Todo o que odeia a seu irmão é homicida; e vós sabeis que nenhum homicida tem a vida eterna permanecendo nele." Adúlteros é uma referência aos que diluem ou misturam a verdade de Deus à mentira, e, não, necessariamente que teve problemas morais no casamento. Os feiticeiros são os que possuem e utilizam os poderes latentes da alma para realizar milagres e maravilhas fora de Cristo. Idólatras são os que cultuam e servem coisas ao invés de adorar a Deus em espírito e em verdade. Os mentirosos são os que confiam em si mesmos, a saber, nas suas justiças e méritos para obter salvação. Não é necessariamente quem deixa de contar a verdade ou quem conta o que não é a verdade moralmente falando. Todos os eleitos e regenerados praticavam todas estas coisas quando andavam segundo o conselho do mundo, porque eram portadores da natureza inclinada a tudo isto. O que os diferencia é a vida de Cristo neles após o nascimento do alto.
Sola Fide!

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