segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

SOBRE O FIM DOS TEMPOS II

I Ts. 5: 1 a 3 - "Mas, irmãos, acerca dos tempos e das épocas não necessitais de que se vos escreva: porque vós mesmos sabeis perfeitamente que o dia do Senhor virá como vem o ladrão de noite; pois quando estiverem dizendo: paz e segurança! então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida; e de modo nenhum escaparão."
O apóstolo Paulo está escrevendo a primeira carta doutrinária aos eleitos e regenerados de Tessalônica.  O texto grego koinê começa utilizando as seguintes palavras: 'Perì dè tôn krónon kaì tôn kairôn'. Estas palavras dizem que acerca do tempo cronológico e do tempo de Deus, ou seja, aquele tempo específico em que Ele agirá para consolidar o reino eterno de Cristo, ele, Paulo, não necessitava escrever, pois todos estavam perfeitamente informados. Assim, fica evidente que estas questões relativas ao retorno do Grande Rei, dos juízos sobre a Terra e da restauração final, todos os regenerados estavam muito bem conscientizados. As Escrituras oferecem grande gama de informações acerca deste assunto. Entretanto, não há em nenhuma instância bíblica qualquer indicação do dia e da hora em que isto ocorrerá. Ao contrário, o próprio Senhor Jesus, o Cristo diz que nem ele, nem os anjos celestes sabiam do momento exato conforme Mt. 24:36 - "Daquele dia e hora, porém, ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, senão só o Pai." Isto acaba com esta mania de místicos, religiosos e assemelhados marcarem data para o errôneo conceito do "fim do mundo". O mais curioso é, que, mesmo diante de inumeráveis tentativas frustradas sobre este assunto, ainda há os que dão crédito a estas tolices. Ora, as Escrituras afirmam que este dia virá em um momento em que ninguém espera. Contrariamente, os povos e nações estarão mergulhados em seus próprios projetos de evolução, bem-estar, superação de problemas econômicos e de saúde. Estarão finalmente afirmando que chegou uma época de ouro, de prosperidade e de paz. O sistema mundial estará em elevadíssimo nível tecnológico e de conhecimento científico. Este tem sido o sonho e o projeto do homem desde a queda no Éden: criar o paraíso sem Deus. É neste contexto que ocorrerá uma repentina virada e a farsa diabólica será revelada e aniquilada.
Não é da competência humana marcar datas sobre o fim deste ciclo e da restauração final conforme At. 1:7 - "Aqueles, pois, que se haviam reunido perguntavam-lhe, dizendo: Senhor, é nesse tempo que restauras o reino a Israel? Respondeu-lhes: a vós não vos compete saber os tempos ou as épocas, que o Pai reservou à sua própria autoridade." Neste texto, Pedro estava explicando os últimos acontecimentos antes da crucificação do Senhor Jesus, o Cristo. Ele mostra que os discípulos e o povo, em geral, estavam sempre preocupados em obter certas respostas do Mestre. Vê-se que a preocupação deles era de caráter político, pois se restringia apenas ao reino de Israel. Não haviam percebido que o reino eterno é maior que qualquer outro reino desse mundo. Estavam numa perspectiva puramente terrena e temporal, enquanto Cristo estava na dimensão celestial e eterna. O fato é que Cristo deixa claro que não é da competência humana estabelecer datas, tempos e épocas das coisas concernentes a Deus. 
A expressão "o dia do Senhor" ou "o grande e terrível dia do Senhor" é largamente utilizada no velho testamento. Ela indica que haverá um dia específico em que Deus agirá para por fim a uma época, um ciclo, uma era e inaugurar uma nova disposição no universo. O fato d'Ele estar dando tempo ao tempo é para que se complete a sua justiça e para que fique provado ao homem que o mesmo é incompetente para viver e organizar o mundo sem Deus. A isto dá-se o nome de longanimidade, ou seja, Deus possui longo ânimo para com os pecadores. Ele é paciente e espera que o pecador conheça e reconheça que é incompetente para retirar a sua própria natureza pecaminosa. II Pd. 3:10 - "Virá, pois, como ladrão o dia do Senhor, no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se dissolverão, e a Terra, e as obras que nela há, serão descobertas." Então é claramente demonstrado que haverá um dia específico para que Deus exerça o seu juízo perfeito e final sobre a Terra e seus sistema produzido pelo homem contaminado pela natureza pecaminosa. Tal natureza só pode ser retirada pelo nascimento do alto, ou seja, uma regeneração espiritual que só Deus pode realizar. Neste tempo, as obras ocultas serão todas reveladas. Todo este processo sistemático que aparentemente parece ser correto e bom para a humanidade, não passa de uma estratégia satânica para formar um reino para Satanás. Um principio elementar da dimensão espiritual é que o mal nunca se apresenta ao homem com aparência de mal. É neste ponto que muitos se enganam e enganam a muitos, pois a mente humana age limitada pelos conceitos de bem e mal. Atribuem o bem a Deus e o mal ao Diabo. Assim, se tudo está indo bem e dando certo na vida das pessoas elas acham que estão bem com Deus. Se está indo mal atribuem isto às forças malignas e ao Diabo. Ora, há certos males que são necessários para que o bem seja, de fato, conhecido. A graça de Deus se mostra superabundante, justamente onde abunda o pecado conforme Rm. 5:20 - "... mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça." É pela graça de Deus que o pecador é liberto, vivificado e salvo, e não por obras de justiça própria. Este é outro erro doutrinário da maioria das religiões, exatamente porque quase todas elas são subproduto da vaidade humana e da soberba e orgulho inoculados no homem pelo Diabo.
Sola Fide!
Sola Gratia!
Solus Christus.

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