sábado, 20 de outubro de 2012

O PECADO É A INCREDULIDADE

Jo. 8: 24 - "Por isso vos disse que morrereis em vossos pecados; porque, se não crerdes que eu sou, morrereis em vossos pecados."
Ao longo da história do cristianismo sempre se debateu exaustivamente sobre o pecado. Entretanto, pouquíssimas pessoas recebem graça para conhecer de fato o que é o pecado. Primeiramente é mister que se faça a diferenciação entre o pecado e os atos pecaminosos. Enquanto o pecado é um princípio inerente ao homem, os atos pecaminosos são suas consequências visíveis ou perceptíveis direta ou indiretamente. Assim, as pessoas cometem atos pecaminosos, porque têm a natureza pecaminosa inata. As Escrituras mostram que o pecado entrou no mundo por meio de um homem conforme Rm. 5:12 - "Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo..." À luz desta palavra, pergunta-se: como o pecado entrou no homem? Em Gn. 2: 9, 16 e 17 - "E o Senhor Deus fez brotar da terra toda qualidade de árvores agradáveis à vista e boas para comida, bem como a árvore da vida no meio do jardim, e a árvore do conhecimento do bem e do mal. Ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: de toda árvore do jardim podes comer livremente; mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dessa não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás." O pecado entrou em Adão, o primeiro homem, porque este não creu na Palavra de Deus, a saber, na sua ordem para não comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. A sentença da ordem de Deus indica que foi uma ordem pessoal: "... não comerás (...) certamente morrerás." Os verbos nestas expressões indicam pessoalidade e individualidade, pois requerem o pronome singular "tu" e não o pronome plural "vós". Desta forma fica evidente que a responsabilidade para crer e obedecer a Palavra de Deus cabia apenas a Adão. Por isso, Eva foi apenas enganada, enquanto Adão foi incrédulo e desobediente.
No verso 24 do evangelho de João capítulo 8 a palavra pecado está no texto original como [αμαρτίαίς] 'hamartiais', a saber, errar o alvo. Isto indica a incredulidade na sentença afirmativa de Deus, a qual foi substituída por uma sentença negativa de Satanás. Há cerca de seis palavras-chaves no texto do novo testamento para pecado, mas apenas uma se refere ao pecado como um princípio. Todas as demais palavras e suas correlatas fazem referência ao pecado como atos consequentes da incredulidade. Em Rm. 10:17 - "Logo a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Cristo." O que, de fato, o texto está afirmando é que a fé só aparece no coração do homem como consequência do ouvir a Palavra de Deus. Logo, é aquilo que Deus diz que determina a formação da fé no homem. Quando o homem não crê, a saber, não tem fé, oportuniza a manifestação do pecado conforme Rm. 14:23 - "... e tudo o que não provém da fé é pecado." Assim, o pecado é a ausência da fé, e, tal ausência oportuniza os atos pecaminosos, a saber, atos falhos, atitudes ruins, transgressões, maldade, desobediência, imoralidade, etc.
O texto de abertura de Jo. 8:24 - "... porque se não crerdes que EU SOU, morrereis nos vossos pecados." Esta afirmação de Jesus, o Cristo conclui claramente que o pecado, enquanto natureza ou princípio é a incredulidade. Esta afirmação é bem maior do que a sua mera letra mostra aos olhos físicos. O que Jesus, o Cristo está afirmando, é que, se o homem decaído não puder crer que Ele é o próprio Deus Salvador, permanecerá no pecado original até a morte física. A expressão original de "eu sou" é 'ego eimi', fazendo referência a Ex. 3:14 - "Respondeu Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: assim dirás aos olhos de Israel: EU SOU me enviou a vós." Esta forma verbal na língua hebraica forma os tempos pretérito, presente e futuro ao mesmo tempo. Além disso, tal expressão forma o tetragrama do nome de Deus: 'Yahweh', 'Javé', 'Jeová' ou 'Iavé'. Então, tal expressão indica a natureza eternal e imutável de Deus. Logo, o que Cristo está dizendo no texto de João é que Ele mesmo era, é e será eternamente Deus. Então, se o pecador não pode crer nisso como Palavra de Deus, morrerá sem a fé, ou seja, morrerá no pecado  original. Exatamente o que aconteceu com Adão no Éden,  que, ouviu primeiramente a Palavra de Deus, todavia deu ouvidos e credulidade a uma segunda opinião, preferindo esta àquela.
O mesmo se verifica em Dt. 32:39 - "Vede agora que eu, eu o sou, e não há outro deus além de mim; eu faço morrer e eu faço viver; eu firo e eu saro; e não há quem possa livrar da minha mão." Então, Deus é. Aquele que é, sempre foi e sempre o será indefinidamente. Então, o que Jesus está afirmando é que Ele é  o mesmo Deus que sempre foi conforme  Jo. 6:20 - "Mas ele lhes disse: sou eu; não temais." Também em Jo. 13: 19 - "Desde já vo-lo digo, antes que suceda, para que, quando suceder, creiais que eu sou." Ainda em Jo. 18:6 - "Quando Jesus lhes disse: sou eu, recuaram, e caíram por terra." Neste sentido há mais incredulidade que fé nas religiões exteriores e institucionais, pois a maioria delas não ensinam a verdade que Jesus, é a encarnação de Deus Elohim Yhaweh. Muitas religiões espiritualistas apresentam Jesus, o Cristo apenas como um espírito evoluído e não como Deus. Isto é o que realiza o Diabo no coração do homem portador da natureza pecaminosa original, ou seja, a incredulidade. O problema da humanidade é o pecado, e, este, é a incredulidade no que Jesus afirma que é. O problema do homem decaído pela natureza pecaminosa é querer transformar Jesus, o Cristo no que Ele não é. É fundamental entender, que, apenas declarar que Jesus é o Salvador, Filho de Deus e o Redentor, não é credulidade ou fé na Palavra de Deus. Por isto Cristo afirma em Jo. 16:9 - "... do pecado, porque não creem em mim." Isto implica dizer que não creem no que Ele é e em quem Ele é.
Sola Scriptura!

Nenhum comentário: