sábado, 7 de abril de 2012

A DIFERENÇA ENTRE FÉ E CRENDICES

I Jo. 5: 1 a 5 - "Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo, é o nascido de Deus; e todo aquele que ama ao que o gerou, ama também ao que dele é nascido. Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus, se amamos a Deus e guardamos os seus mandamentos. Porque este é o amor de Deus, que guardemos os seus mandamentos; e os seus mandamentos não são penosos; porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé. Quem é o que vence o mundo, senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus?"
Tt. 1:10 a 14 - "Porque há muitos insubordinados, faladores vãos, e enganadores, especialmente os da circuncisão, aos quais é preciso tapar a boca; porque transtornam casas inteiras ensinando o que não convém, por torpe ganância. Um dentre eles, seu próprio profeta, disse: os cretenses são sempre mentirosos, bestas ruins, glutões preguiçosos. Este testemunho é verdadeiro. Portanto repreende-os severamente, para que sejam sãos na fé, não dando ouvidos a fábulas judaicas, nem a mandamentos de homens que se desviam da verdade."
A crença fundamentada em uma doutrina pura e revelada monergisticamente é o que produz a fé genuína. Porém, a crença de cunho supersticioso, sem fundamentação na revelação das Escrituras e resultante do ideário popular é apenas crendice. Assim a crença verdadeira é o ato ou o efeito de crer resultante de revelação espiritual àquele que crê em algo ou alguém. Logo, alguém pode ter profunda crença sem crendices, como também outra pessoa pode ter apenas crendices sem crença verdadeira alguma.
O primeiro texto de abertura demonstra um conjunto de estados ou processos espirituais resultantes da ação reveladora de Deus, que resultam na fé verdadeira. A primeira premissa mostra que "todo aquele que crê que Jesus é o Cristo é nascido de Deus." O homem em sua condição decaída, só crê desta maneira, por convencimento realizado pelo Espírito Santo conforme Jo. 16: 7 a 9 - "Todavia, digo-vos a verdade, convém-vos que eu vá; pois se eu não for, o Ajudador não virá a vós; mas, se eu for, vo-lo enviarei. E quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo: do pecado, porque não creem em mim." O Ajudador a que alude o texto é o Espírito Santo chamado no original grego de 'Parakleto', ou seja, aquele que permanece sempre com alguém. O Espírito de Deus é quem convence o homem da sua incredulidade, visto que a natureza humana decaída não possui inclinação para a verdade, e, muito menos, para reconhecer-se pecaminosa. Tem, outrossim, inclinação para crendices, religiões, rituais místicos, mas não para a verdadeira fé. A fé verdadeira é dom de Deus, e não uma virtude do homem natural. Neste sentido há bilhões de pessoas enganadas, e enganadoras de si mesmas e dos outros. Imaginam que, se possuem uma religião e seguem rituais e crendices estão alinhadas à verdade e à fé. Há crendices até mesmo em relação às Escrituras, pois muitos têm-na como um amuleto para espantar a má sorte, trazer progresso material, repelir demônios e maus espíritos. A Bíblia fechada é apenas um livro, a Bíblia aberta, mas sem revelação do Espírito, não passa de manual de religião. Como está escrito: a letra mata, mas o espírito vivifica!
O segundo texto de abertura indica as características dos que mantêm apenas  crendices, evidenciando que estes ensinam o que não convém à verdade. O erro deles é simplesmente dar ouvidos às fábulas e aos mandamentos de origem puramente humana. Logo, a crendice em fábulas artificialmente compostas por tradições e pelas culturas são disseminadas como se verdade fossem. Tais ensinos, nada têm a ver com a sã doutrina, pois são originados na mente humana e se dirigem à mente humana. É uma espécie de auto-convencimento de si para consigo com base em circunstâncias, desejos e carências. Elaboram uma teologia própria para aplacar seus próprios dramas, porém sem que a velha natureza adâmica separada de Deus pelo pecado seja removida pela graça justificadora. Neste sentido muitos erram por julgar que o pecado se resume apenas em praticas errôneas. Entretanto, tais práticas são, de fato, o efeito do que é o pecado. O pecado é a incredulidade como é demonstrado em Jo. 16:9, enquanto os atos pecaminosos são os erros, deslizes e atos falhos decorrentes desta incredulidade. O homem natural não pode crer verdadeiramente em Deus, salvo se a ação para tanto, se inicie no próprio Deus conforme Jo. 6:44 - "Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia." Veja, a ação monérgica, é, primeiramente excludente, pois afirma que 'ninguém pode'; secundariamente, é totalmente dependente da graça e da misericórdia de Deus, o Pai. Assim, Deus por sua Soberana vontade leva o pecador a Cristo que o atrai em Sua morte, matando a natureza pecaminosa do homem, e o ressuscitando juntamente com Ele. Entretanto, tudo isso, se apropria pela fé e não por fábulas, crendices e religiões humanas institucionalizadas.
Sola Scriptura!

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