terça-feira, 6 de dezembro de 2011

ESCATOLOGIA XLIII

Lm. 2:14 - "Os teus profetas viram para ti visões falsas e insensatas; e não manifestaram a tua iniquidade, para te desviarem do cativeiro; mas viram para ti profecias vãs e coisas que te levaram ao exílio."

Ap. 10: 1 a 11 - "E vi outro anjo forte que descia do céu, vestido de uma nuvem; por cima da sua cabeça estava o arco-íris; o seu rosto era como o sol, e os seus pés como colunas de fogo, e tinha na mão um livrinho aberto. Pôs o seu pé direito sobre o mar, e o esquerdo sobre a terra, e clamou com grande voz, assim como ruge o leão; e quando clamou, os sete trovões fizeram soar as suas vozes. Quando os sete trovões acabaram de soar eu já ia escrever, mas ouvi uma voz do céu, que dizia: sela o que os sete trovões falaram, e não o escrevas. O anjo que vi em pé sobre o mar e sobre a terra levantou a mão direita ao céu, e jurou por aquele que vive pelos séculos dos séculos, o qual criou o céu e o que nele há, e a terra e o que nela há, e o mar e o que nele há, que não haveria mais demora, mas que nos dias da voz do sétimo anjo, quando este estivesse para tocar a trombeta, se cumpriria o mistério de Deus, como anunciou aos seus servos, os profetas. A voz que eu do céu tinha ouvido tornou a falar comigo, e disse: vai, e toma o livro que está aberto na mão do anjo que se acha em pé sobre o mar e sobre a terra. E fui ter com o anjo e lhe pedi que me desse o livrinho. Disse-me ele: toma-o, e come-o; ele fará amargo o teu ventre, mas na tua boca será doce como mel.Tomei o livrinho da mão do anjo, e o comi; e na minha boca era doce como mel; mas depois que o comi, o meu ventre ficou amargo. Então me disseram: importa que profetizes outra vez a muitos povos, e nações, e línguas, e reis."
Entre a sexta e a sétima trombeta há um intervalo de tempo, no qual se desenvolvem diversos e inusitados acontecimentos. É visto por João, no céu, um "Anjo Forte" descendo do céu envolto numa nuvem, tendo o arco-iris sobre a cabeça, e o rosto brilhante como o Sol, e as pernas como colunas de fogo. Ora, tal descrição é uma referência a Cristo glorificado, se preparando para tomar posse do seu reino eterno. Nesta visão, o livrinho que antes estava selado e na mão de Deus, agora se acha aberto nas mãos do "Grande Rei". Ele põe o pé direito sobre o mar e o esquerdo sobre a Terra.
Esta cena não retrata o retorno visível de Cristo à Terra, mas é um protocolo espiritual de posse. O "Anjo Forte" bradou com grande voz, como um leão que ruge, dando início a uma série de trovões que proferiram palavras as quais João foi proibido de escrever. Talvez estas palavras não pudessem ser conhecidas por Satanás e pelo Anticristo, pois os mesmos tentariam confundir o povo que está sobre a Terra, desqualificando os juízos do Eterno. Lembrando-se sempre que a palavra anjo é no grego koinê, 'angelos' que quer dizer mensageiro. Logo, pode ser aplicada a anjos celestes, seres viventes, anciãos, cavaleiros, e ao próprio Cristo. Se descobre a qual se refere pelas características enunciadas.
O anjo que está em pé sobre o mar e sobre a Terra ergueu a mão direita para o céu e jurou por Aquele que vive eternamente, o qual é o Criador de todas as coisas, que não haveria mais demora. Avisou que, quando soar a sétima trombeta, o mistério anunciado por Deus aos seus santos desde os tempos imemoriáveis se cumprirá. Este mistério é o arrebatamento da Igreja!
João recebeu ordem para tomar o livro das mãos do "Anjo Forte" e devorá-lo. Ao devorar o livro verificou-se que era amargo na boca, mas doce no estômago. Isto é uma simbologia, ou metáfora do que é a pregação do evangelho: doce para o que recebe a promessa da herança da Terra, mas amargo para o que terá de expurgar e purificar a mesma.
João, nesta cena do livro, é um tipo dos santos que estão no céu, mas que herdarão a Terra. Por isso, o livro não foi dado aos anciãos, aos seres viventes, aos anjos, pois só os redimidos herdarão a Terra. Por esta razão, João está fisicamente na ilha de Patmos, mas espiritualmente no céu.
Nesta mesma cena, após engolir o livro, João recebe a ordem seguinte: "é necessário que ainda profetizes a respeito de muitos povos, nações, línguas e reis." Sabe-se que profetizar é diferente de pregar. Assim, a profecia será dirigida a muitos povos, mas também acerca deles. No décimo quarto capítulo de Apocalipse fala de mensageiros vindos do céu para pregar o evangelho eterno, portanto, talvez esta profecia de João, devesse falar acerca do que acontecerá aos que ouvirem a pregação do evangelho por seres celestiais.
Gloria in excelsis Deo!

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