sábado, 31 de dezembro de 2011

ESCATOLOGIA LXIV

Lm. 2:14 - "Os teus profetas viram para ti visões falsas e insensatas; e não manifestaram a tua iniquidade, para te desviarem do cativeiro; mas viram para ti profecias vãs e coisas que te levaram ao exílio."
Há hoje inumeráveis profetas paroleiros falando em nome de Jesus por aí. A primeira evidência da falsa profecia é quando ela não coloca o pecado na sua real dimensão. Sempre que a profecia, seja da pregação da palavra já revelada, seja do que não está revelado põe o foco no homem, sem lhe mostrar o pecado, ela é falsa.
O profeta Jeremias está acusando estas falsas profecias que não apontavam a iniquidade do povo de Israel. Acabou levando os hebreus cativos para a Babilônia, onde permaneceram por cerca de 70 anos. Assim tem sido nos círculos ditos evangélicos e carismáticos, fazem muito alvoroço triunfalista em nome de um Cristo que não conhecem e não adoram em espírito e em verdade. São profecias vãs, porque vazias da mensagem do nascimento do alto pela inclusão na morte de Cristo e da consequente ressurreição juntamente com Ele.
Ap. 22: 14 a 21 - "Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestes, no sangue do Cordeiro, para que tenham direito à arvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas. Ficarão de fora os cães, os feiticeiros, os adúlteros, os homicidas, os idólatras, e todo o que ama e pratica a mentira. Eu, Jesus, enviei o meu anjo para vos testificar estas coisas a favor das igrejas. Eu sou a raiz e a geração de Davi, a resplandecente estrela da manhã. E o Espírito e a noiva dizem: vem. E quem ouve, diga: vem. E quem tem sede, venha; e quem quiser, receba de graça a água da vida. Eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro: se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus lhe acrescentará as pragas que estão escritas neste livro; e se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus lhe tirará a sua parte da árvore da vida, e da cidade santa, que estão descritas neste livro. Aquele que testifica estas coisas diz: certamente cedo venho. Amém; vem, Senhor Jesus. A graça do Senhor Jesus seja com todos."
Feliz é aquele que lava as suas vestes no sangue do Cordeiro é uma afirmação e não uma tese. O sangue vertido na cruz é o único meio de lavar a alma contaminada pela natureza pecaminosa. É este lavar regenerados que dá direito ao pecado de comer da árvore da vida perdida no Éden. Os que foram assim purificados, entrarão na Cidade Santa pelas portas. Os que lavam as suas vestes em suas justiças próprias ficarão de fora, pois já têm suas justiças e justificativas. Não necessitam de um salvador, pois são eles mesmos que produzem a sua redenção. Eles confiam em falsas doutrinas, em homens de torpe ganância, em doutores segundo os seus próprios desejos, gostam de ouvir as pregações que lhes agradam, e não que os acusam de pecadores. Acerca destes bem profetizou Judas conforme Jd. 8 a 12 - "Contudo, semelhantemente também estes falsos mestres, sonhando, contaminam a sua carne, rejeitam toda autoridade e blasfemam das dignidades. Estes, porém, blasfemam de tudo o que não entendem; e, naquilo que compreendem de modo natural, como os seres irracionais, mesmo nisso se corrompem. Ai deles! porque foram pelo caminho de Caim, e por amor do lucro se atiraram ao erro de Balaão, e pereceram na rebelião de Coré. Estes são os escolhidos em vossos ágapes, quando se banqueteiam convosco, pastores que se apascentam a si mesmos sem temor; são nuvens sem água, levadas pelos ventos; são árvores sem folhas nem fruto, duas vezes mortas, desarraigadas."
Este é o testemunho do próprio Cristo às Igrejas, ou seja, aos grupos de adoradores ressurretos em todos os lugares. Não se refere aqui às denominações religiosas, mas ao corpo de Cristo. Admoesta que ninguém  retire ou acrescente nada ao livro da profecia apocalíptica, sob pena de sofrer as consequências dos seus juízos.
Jesus mostra que a salvação é pela graça e não por méritos e justiças humanistas. Alerta para a brevidade e convergência do tempo da sua vinda como o Grande Rei.
Gloria in excelsis Deo!

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