sábado, 24 de dezembro de 2011

ESCATOLOGIA LVIII

Zc. 2: 8 a 12 - "Pois assim diz o Senhor dos exércitos: para obter a glória ele me enviou às nações que vos despojaram; porque aquele que tocar em vós toca na menina do seu olho. Porque eis aí levantarei a minha mão contra eles, e eles virão a ser a presa daqueles que os serviram; assim sabereis vós que o Senhor dos exércitos me enviou. Exulta, e alegra-te, ó filha de Sião; pois eis que venho, e habitarei no meio de ti, diz o Senhor. E naquele dia muitas nações se ajuntarão ao Senhor, e serão o meu povo; e habitarei no meio de ti, e saberás que o Senhor dos exércitos me enviou a ti. Então o Senhor possuirá a Judá como sua porção na terra santa, e ainda escolherá a Jerusalém. Cale-se, toda a carne, diante do Senhor; porque ele se levantou da sua santa morada."
Deus tem um "supremo propósito" e por meio dos seus "decretos eternos" Ele os cumpre, independentemente das opiniões, posições e ilações humanas. Tem-se que as Escrituras são fieis e verdadeiras, portanto, os que foram conhecidos de antemão, predestinados, chamados, justificados, e glorificados, sabem que as palavras de Deus se cumprem cabalmente. 
Não se pode reduzir a vontade de Deus aos desejos humanos; não se pode relativizar os decretos divinos às postulações científicas; não se pode submeter os propósitos do Eterno aos julgamentos de cunho forense. As Escrituras não foram deixadas para serem discutidas, mas para serem cridas, pois elas não se prestam aos exercícios filosóficos. Na esfera espirital, não há ponderação média: ou se crê, ou não se crê nelas!  Sabendo-se que, o crer, ou o não crer, não é opção humana, mas depende da graça ou ausência da graça para tanto. Todavia, tanto o que recebe a graça para crer, como o que não a recebe, e, por isso, não pode crer, cumprem da mesma forma os desígnios de Deus conforme Rm. 9: 18 a 23 - "Portanto, tem misericórdia de quem quer, e a quem quer endurece. Dir-me-ás então. Por que se queixa ele ainda? Pois, quem resiste à sua vontade? Mas, ó homem, quem és tu, que a Deus replicas? Porventura a coisa formada dirá ao que a formou: por que me fizeste assim? Ou não tem o oleiro poder sobre o barro, para da mesma massa fazer um vaso para uso honroso e outro para uso desonroso? E que direis, se Deus, querendo mostrar a sua ira, e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita paciência os vasos da ira, preparados para a perdição; para que também desse a conhecer as riquezas da sua glória nos vasos de misericórdia, que de antemão preparou para a glória..."
A tudo isto dá-se o nome de Soberania, porém, o homem natural não a compreende, não a recebe, e não a suporta.
Ap. 19:10 a 21 - "Então me lancei a seus pés para adorá-lo, mas ele me disse: olha, não faças tal: sou conservo teu e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus; adora a Deus; pois o testemunho de Jesus é o espírito da profecia. E vi o céu aberto, e eis um cavalo branco; e o que estava montado nele chama-se Fiel e Verdadeiro; e julga a peleja com justiça. Os seus olhos eram como chama de fogo; sobre a sua cabeça havia muitos diademas; e tinha um nome escrito, que ninguém sabia senão ele mesmo. Estava vestido de um manto salpicado de sangue; e o nome pelo qual se chama é o Verbo de Deus. Seguiam-no os exércitos que estão no céu, em cavalos brancos, e vestidos de linho fino, branco e puro. Da sua boca saía uma espada afiada, para ferir com ela as nações; ele as regerá com vara de ferro; e ele mesmo é o que pisa o lagar do vinho do furor da ira do Deus Todo-Poderoso. No manto, sobre a sua coxa tem escrito o nome: Rei dos reis e Senhor dos senhores. E vi um anjo em pé no sol; e clamou com grande voz, dizendo a todas as aves que voavam pelo meio do céu: vinde, ajuntai-vos para a grande ceia de Deus, para comerdes carnes de reis, carnes de comandantes, carnes de poderosos, carnes de cavalos e dos que neles montavam, sim, carnes de todos os homens, livres e escravos, pequenos e grandes. E vi a besta, e os reis da terra, e os seus exércitos reunidos para fazerem guerra àquele que estava montado no cavalo, e ao seu exército. E a besta foi presa, e com ela o falso profeta que fizera diante dela os sinais com que enganou os que receberam o sinal da besta e os que adoraram a sua imagem. Estes dois foram lançados vivos no lago de fogo que arde com enxofre. E os demais foram mortos pela espada que saía da boca daquele que estava montado no cavalo; e todas as aves se fartaram das carnes deles."
Esta é a diferença entre anjos fieis e anjos caídos, estes vivem a busca de adoração, aqueles a rejeitam, porque sabem que deve-se adorar apenas a Deus. Esta é a visão da vitória definitiva e última de Cristo. Apenas Ele é fiel e verdadeiro, em cuja cabeça estão as coroas das quais é digno por herança. A sua boca profere a verdade em justiça, por isso, seus olhos são, perante os pecadores como chamas de fogo que tudo penetra.
As vestes do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo estão salpicadas do sangue dos que mataram os inocentes e santificados. Da sua boca sai uma espada afiada, a saber, a sua fiel e justa palavra, com a qual proferirá a condenação aos servos de Satanás. Ainda que certas seitas falsamente chamadas de cristãs neguem a condenação eterna, Cristo deixou claro, por diversas vezes, que ela é real. Estas seitas pretendem ser mais justas que o Justo juiz.
É um texto que mostra a vingança de Deus contra todos os que satisfizeram suas naturezas pecaminosas na mentira religiosa, no engano de doutrinas aparentemente corretas, e nos desejos de serem perfeitos e justos aos seus próprios olhos.
É a cena da última e grande batalha do Harmeggidon, ou Armagedom que se dará nas planícies de Jesreel.  
Gloria in excelsis Deo!

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