terça-feira, 20 de dezembro de 2011

ESCATOLOGIA LV

I Jo. 2: 18 e 19 - "Filhinhos, esta é a última hora; e, conforme ouvistes que vem o anticristo, já muitos anticristos se têm levantado; por onde conhecemos que é a última hora. Saíram dentre nós, mas não eram dos nossos; porque, se fossem dos nossos, teriam permanecido conosco; mas todos eles saíram para que se manifestasse que não são dos nossos."
Os primeiros discípulos tinham ouvido as profecias veterotestamentárias sobre o advento de anticristos, ou seja, que pretendem ocupar o lugar de Cristo. Estes tais são todos os que, não só, negam a Cristo como único justificador, mas também buscam a centralidade da justificação no homem. Assim, todas as propostas de redenção fora da cruz e de Cristo são posturas anticristãs. É importante verificar nos tempos atuais que muitas seitas e diversas crendices se apresentam como cristãs. Entretanto, elas concebem o que bem entendem a respeito de Cristo, transtornando o seu evangelho. Algumas delas compilam um evangelho de segunda mão, posto que, em parte deriva do verdadeiro evangelho, mas, em parte resulta de concepções humanistas e gnósticas. A última hora referida pelo apóstolo João, é uma expressão indicativa da aproximação dos eventos que resultarão nos juízos de Deus, e na restauração de todas as coisas, no retorno do "Grande Rei". Entretanto, tal não ocorrerá sem que antes culmine com intensas atividades místicas relacionadas ao mal, tendo aparência de verdade. Estas práticas se apresentam ao mundo como bem engajadas em programas humanitários, são politicamente corretas, são universalistas, e com um forte apelo ético. Ganham a simpatia de quase todos rapidamente, porque procuram agradar ao homem naquilo em que ele é mais fragilizado. Oferecem uma macrovisão que  contempla diversas possibilidades de solução à miséria, ao sofrimento, e à purificação.
Verifica-se ainda que os tais anticristos saem do meio cristão verdadeiro e não de cultos tidos como diabólicos, ou satânicos. Estes são os que se apostataram da fé, mas não se apostataram das igrejas e religiões. Estes são o joio apontado por Cristo, pois o que é falso não permanece para sempre em meio ao verdadeiro. A verdade lhes é insuportável, e eles sempre buscam meios de modificá-la e readaptá-la aos seus interesses e desejos almáticos. Judas fala muito claramente acerca deles em sua epístola.
Ap. 18: 1 a 10 - "Depois destas coisas vi descer do céu outro anjo que tinha grande autoridade, e a terra foi iluminada com a sua glória. E ele clamou com voz forte, dizendo: caiu, caiu a grande Babilônia, e se tornou morada de demônios, e guarida de todo espírito imundo, e guarida de toda ave imunda e detestável. Porque todas as nações têm bebido do vinho da ira da sua prostituição, e os reis da terra se prostituíram com ela; e os mercadores da terra se enriqueceram com a abundância de suas delícias. Ouvi outra voz do céu dizer: sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos sete pecados, e para que não incorras nas suas pragas. Porque os seus pecados se acumularam até o céu, e Deus se lembrou das iniquidades dela. Tornai a dar-lhe como também ela vos tem dado, e retribuí-lhe em dobro conforme as suas obras; no cálice em que vos deu de beber dai-lhe a ela em dobro. Quanto ela se glorificou, e em delícias esteve, tanto lhe dai de tormento e de pranto; pois que ela diz em seu coração: estou assentada como rainha, e não sou viúva, e de modo algum verei o pranto. Por isso, num mesmo dia virão as suas pragas, a morte, e o pranto, e a fome; e será consumida no fogo; porque forte é o Senhor Deus que a julga. E os reis da terra, que com ela se prostituíram e viveram em delícias, sobre ela chorarão e prantearão, quando virem a fumaça do seu incêndio; e, estando de longe por medo do tormento dela, dirão: ai! ai da grande cidade, Babilônia, a cidade forte! pois numa só hora veio o teu julgamento."
Neste capítulo vê-se a queda de "Babilônia, a Grande", a saber, a "a mulher vestida de purpura", e a "Grande Cidade" que representam um sistema religioso mundial associado ao poder político. Inicialmente estará em Roma, mas depois e repentinamente será levada para o Oriente Médio, na Mesopotâmia.
A expressão: "depois destas coisas" indica que uma série de acontecimentos precederam à ruína deste sistema político-religioso. Neste caso, trata-se da formação, ascensão e do domínio da Besta, do Falso Profeta, e do Dragão. Esta é uma simulação da triunidade divina, porém destinada a enganar os homens que não receberam a graça da revelação do evangelho. Eles darão pleno e total crédito a esta simulação, reconhecendo-a como sendo verdadeiramente correta. Há na natureza humana esta tendência de receber o que mais lhe é tido por justo e bom, conforme previsões do próprio Cristo em Jo. 5:43 - "Eu vim em nome de meu Pai, e não me recebeis; se outro vier em seu próprio nome, a esse recebereis." Do tempo de Jesus, o Cristo para cá, nada se alterou nesta tendência.
Estas coisas antecedentes citadas de modo genérico no texto são: 
  1. Guerras, tumultos e revoltas.
  2. Aparecimento de um homem admirado e idolatrado por todos em função da sua grande capacidade operacional em solucionar crises e problemas socioeconômicos. A este, o texto escriturístico chama de Anticristo, e de Besta que surgiu do mar.
  3. Grandes avanços nas ciências, acordos de paz, e tratados internacionais que trarão grande prosperidade material.
  4. Construção de um centro de adoração e comércio no que é hoje o Iraque, e que foi a antiga Babilônia.
O contexto do capítulo 18 de Apocalipse indica uma rara e admirável convergência entre o cristianismo histórico, nominal e falso em direção ao islamismo e outras religiões orientais. Ainda que inimigos seculares se aliarão no final para dar suporte ao sistema do Anticristo, da Besta e do Dragão.
Gloria in excelsis Deo!

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