domingo, 18 de dezembro de 2011

ESCATOLOGIA LIII

Ez. 39: 1 a 5 - "Tu, pois, ó filho do homem, profetiza contra Gogue, e dize: assim diz o Senhor Deus: eis que eu sou contra ti, ó Gogue, príncipe e chefe de Meseque e Tubal; e te farei virar e, conduzindo-te, far-te-ei subir do extremo norte, e te trarei aos montes de Israel. Com um golpe tirarei da tua mão esquerda o teu arco, e farei cair da tua mão direita as tuas flechas. Nos montes de Israel cairás, tu e todas as tuas tropas, e os povos que estão contigo; e às aves de rapina de toda espécie e aos animais do campo te darei, para que te devorem. Sobre a face do campo cairás; porque eu falei, diz o Senhor Deus."
O homem natural, invariavelmente, deturpa a verdade em benefício de uma segunda  opinião concebida e desenvolvida pelos sistemas religiosos. Nestes sistemas há forte influência maniqueísta, pois atribuem o que é considerado bom a um "deus", ou forças do bem, e o que é considerado mau ao Diabo, ou  às forças malignas. Isto resulta de uma teologia humanista desenvolvida e cultivada no seio das religiões institucionais, e repassada à cultura, notadamente, a ocidental.
No texto que abre esta seção vê-se claramente, que, embora líderes mundiais, chefes de forças militares, e países se voltem contra Israel, entretanto, é Deus quem os conduz para perdição deles mesmos. Isto é parte dos juízos d'Ele contra a natureza pecaminosa não removida pela Graça, por meio da fé. Estes povos citados já foram identificados em artigos anteriores, más é curioso o fato de haver uma perfeita fidelidade dos textos à realidade. Ao aprofundar as pesquisas antropológicas, descobre-se que tais nomes, como: Gogue, Magogue, Meseque, Tubal, Togarma, Gômer, por exemplo, são todos dos ancestrais dos atuais países situados ao norte de Israel. Também, se for traçada uma linha da capital russa - Moscou - até Jerusalém, capital de Israel, fica evidente que aquela localiza-se exatamente no extremo norte desta. 
Ap. 17: 1 a 7 - "Veio um dos sete anjos que tinham as sete taças, e falou comigo, dizendo: vem, mostrar-te-ei a condenação da grande prostituta que está assentada sobre muitas águas; com a qual se prostituíram os reis da terra; e os que habitam sobre a terra se embriagaram com o vinho da sua prostituição. Então ele me levou em espírito a um deserto; e vi uma mulher montada numa besta cor de escarlata, que estava cheia de nomes de blasfêmia, e que tinha sete cabeças e dez chifres. A mulher estava vestida de púrpura e de escarlata, e adornada de ouro, pedras preciosas e pérolas; e tinha na mão um cálice de ouro, cheio das abominações, e da imundícia da prostituição; e na sua fronte estava escrito um nome simbólico: a grande Babilônia, a mãe das prostituições e das abominações da terra. E vi que a mulher estava embriagada com o sangue dos santos e com o sangue dos mártires de Jesus. Quando a vi, maravilhei-me com grande admiração. Ao que o anjo me disse: por que te admiraste? Eu te direi o mistério da mulher, e da besta que a leva, a qual tem sete cabeças e dez chifres."
A grande prostituta que se assenta sobre muitas águas é uma alusão alegórica à um sistema religioso, a saber, uma falsa igreja que domina sobre muitos povos. A este sistema estarão unidos e associados, por jogo político, muitos líderes de diversos países. É o casamento, ou aliança entre o Estado e a religião. É afirmado que o povo, isto é, as populações estão embriagadas com o vinho da prostituição desta igreja. Sabe-se que, biblicamente, prostituição é uma figura que indica infidelidade, por vender e trocar a verdade pela mentira. 
Vê-se ainda, pelo texto, que a falsa igreja está montada sobre a Besta, trajando roupas vermelhas, e mantém títulos de arrogância cujo foco é o homem e não Cristo. A falsa igreja está consorciada à política e apoia-se na Besta que surgiu do mar, e nos dez governantes oriundos das nações neolatinas, ou seja, originárias do Império Romano. A tal igreja do sistema humanista possui grande pompa e circunstância, mas não possui a verdade. Ela é a "A Grande Babilônia, a mãe das prostituições e das abominações da Terra." Isto implica em que tal sistema teológico elaborou um ensino dissociado da cruz, de Cristo e da verdade. Este sistema, pelo visto, será responsável pelo assassinato dos eleitos e regenerados durante a tribulação,  os quais não se dobrarão aos seus ensinos, dogmas, preceitos, normas e regras. Por isso, ela está embriaga pelo sangue dos santificados em Cristo. 
O apóstolo João ficou absolutamente admirado com o poder, a riqueza e as condições de mentira desta igreja falsa. De fato, o falso é sempre mais faustoso, suntuoso e admirável, porque é mais realista e próximo da sensorialidade do homem. É mais fácil de ser entendido e aceito, pois estimula o apetite de poder e de auto-endeusamento que a natureza pecaminosa produz nos homens decaídos e absolutamente mortos para Deus.
O anjo, ou mensageiro, que mostrou estas coisas a João promete explicá-las e dar os significados de cada coisa. O assunto prosseguirá no próximo artigo!
Gloria in excelsis Deo!

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