segunda-feira, 21 de novembro de 2011

ESCATOLOGIA XXXVII

II Pd. 2: 19 a 21 - "E temos ainda mais firme a palavra profética à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma candeia que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça e a estrela da alva surja em vossos corações; sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade dos homens, mas os homens da parte de Deus falaram movidos pelo Espírito Santo."
Sabe-se que os selos são garantias de sigilo de documentos, ou escrituras que não deverão ser do conhecimento público por um determinado tempo. Os selos colocados no livro que Cristo pegou das mãos do Pai, terão de ser quebrados e o livro aberto no fim dos tempos. Quando ele quebrar cada um dos selos serão iniciados uma série de acontecimentos e julgamentos, os quais serão executados por anjos, seres viventes, anciãos, e pelos santificados em Cristo. Quando quebrar o sétimo selo, dará início a uma série de taças da ira de Deus que serão derramadas sobre a Terra, durante os três anos e meio, ou quarenta e dois meses, ou ainda, mil duzentos e sessenta dias.
Ap. 6:1 a 8 - "E vi quando o Cordeiro abriu um dos sete selos, e ouvi um dos quatro seres viventes dizer numa voz como de trovão: vem! Olhei, e eis um cavalo branco; e o que estava montado nele tinha um arco; e foi-lhe dada uma coroa, e saiu vencendo, e para vencer. Quando ele abriu o segundo selo, ouvi o segundo ser vivente dizer: vem! E saiu outro cavalo, um cavalo vermelho; e ao que estava montado nele foi dado que tirasse a paz da terra, de modo que os homens se matassem uns aos outros; e foi-lhe dada uma grande espada. Quando abriu o terceiro selo, ouvi o terceiro ser vivente dizer: vem! E olhei, e eis um cavalo preto; e o que estava montado nele tinha uma balança na mão. E ouvi como que uma voz no meio dos quatro seres viventes, que dizia: Uma medida de trigo por um denário, e três medidas de cevada por um denário; e não danifiques o azeite e o vinho. Quando abriu o quarto selo, ouvi a voz do quarto ser vivente dizer: vem! E olhei, e eis um cavalo amarelo, e o que estava montado nele chamava-se Morte; e o inferno seguia com ele; e foi-lhe dada autoridade sobre a quarta parte da terra, para matar com a espada, e com a fome, e com a peste, e com as feras da terra."
Com a abertura dos quatro primeiros selos serão liberados quatro cavaleiros, cada um com uma missão específica. Todos têm como missão juízos sobre os que habitam a Terra. Há uma perfeita hierarquia, como também uma sincronia nas ações a partir do céu, porém o resultado final é sobre a Terra. É o processo de expurgo das coisas que não se podem redimir, e de julgamentos punitivos sobre os incrédulos que servem ao sistema do Anticristo.
O primeiro cavaleiro sai com a abertura do primeiro selo. Ele está montado em um cavalo branco, sendo que a cor branca está ligada à retidão e à justiça. A missão deste cavaleiro é a pregação do evangelho a toda criatura: tribo, língua, povo e nação. Ele tem um arco e isto foi antevisto pelo profeta Habacuque capítulo três versos oito e nove: "Acaso é contra os rios que o Senhor está irado? E contra os ribeiros a tua ira, ou contra o mar o teu furor, visto que andas montado nos teus cavalos, nos teus carros de vitória? Descoberto de todo está o teu arco; a tua aljava está cheia de flechas. Tu fendes a terra com rios." O arco representa a pregação da Palavra de Deus, porém é um evangelho misturado à ira e à indignação d'Ele contra a Terra.
No texto de Apocalipse diz que o cavaleiro saiu vencendo e para vencer. O termo grego para o verbo vencer é 'nikao' e significa, para obter a vitória. Refere-se, portanto, à vitória total e final. Alguns intérpretes entendem que este cavaleiro é uma simbologia do Anticristo e de um falso evangelho, porque ele traz arco, mas não diz que tem flechas. Entretanto, se for dada a devida atenção, é absurda esta interpretação, pois o Anticristo é da Terra, é um homem, e agirá na Terra a serviço de Satanás. Tal cavaleiro é enviado pelos seres viventes, porém estes não são simulações e sim seres celestes e reais. Os anciãos, igualmente não são símbolos, tão pouco os santos não são simbólicos. Acrescenta-se ainda que, ao inimigo não seria dada a vitória final descrita desta forma.
O segundo cavaleiro está montado em um cavalo vermelho, significando guerras, sedições, tumultos e conflitos. A sua missão será a de tirar a paz da Terra. É um tempo de profunda instabilidade e insegurança, tal nunca houve no mundo conforme o capítulo vinte e quatro de Mateus. Paz é um dom de Deus, Ele a retirará da Terra para que os incrédulos saibam quem é Cristo, o Príncipe da Paz ao qual eles não reconheceram. Sabe-se que paz é um dom de Deus, e não uma virtude humana.
O terceiro cavaleiro está montado em um cavalo negro. As suas ações são administrativas e de aferição das nações, pois está medindo e pesando as coisas com cuidado. Ele pesa todas as coisas, administrando-as com zelo. Isto indica a escassez de gêneros de primeiras necessidade naquele tempo. Haverá muita fome e doenças, mas este cavaleiro cuidará para que não desapareçam todas estas coisas totalmente.
O quarto cavaleiro monta um cavalo amarelo e sua função será levar à morte a quarta parte da Terra. A fome, a guerra, as epidemias e os ataques dos animais reduzirão a Terra a um quarto. Tais coisas surgirão para amenizar o sofrimento da Igreja deste tempo que estará sob perseguição direta do Anticristo.
Gloria in excelsis Deo!

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