sábado, 29 de outubro de 2011

ESCATOLOGIA XVII


Is. 46: 9 e 10 - "Lembrai-vos das coisas passadas desde a antiguidade; que eu sou Deus, e não há outro; eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim; que anuncio o fim desde o princípio, e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam; que digo: o meu conselho subsistirá, e farei toda a minha vontade."
O capítulo 38 de Ezequiel apresenta a ação vindicatória de Deus sobre os descendentes de Gogue, Tubal e Meseque. Também apresenta diversos povos que se associarão a eles para invadir Israel. Entretanto, deve-se tomar o cuidado de ver o texto pela perspectiva da soberania de Deus e não apenas pelas conjecturas humanas, pois quem vai colocar anzóis nas queixadas desses povos e conduzi-los contra Israel é o próprio Deus. Tais ações monergísticas são difíceis de serem compreendidas pelo homem que não tem experiência de nascimento do alto. Por exemplo, quem conduziu Jesus para o deserto para ser tentado por Satanás foi o Espírito Santo; quem escolheu Judas como apóstolo foi o próprio Jesus; quem conduziu todo o processo da crucificação e morte de Jesus foi o próprio Deus. Tudo faz parte de um "supremo propósito" para cumprir todos os desígnios d'Ele no Universo. Cabe aos seus eleitos e regenerados conhecer e guardar as verdades em silêncio, temor e tremor. Por outro lado, muitos religiosos se põem na perspectiva de ser professor e advogado de Deus. Isto é perfeitamente dispensável!
A motivação do coração do homem para a invasão está explicitada em Ez. 38:10 a 12 - "Assim diz o Senhor Deus: acontecerá naquele dia que terás altivos projetos no teu coração, e maquinarás um mau desígnio. E dirás: subirei contra a terra das aldeias não muradas; irei contra os que estão em repouso, que habitam seguros, habitando todos eles sem muro, e sem ferrolho nem portas; a fim de tomares o despojo, e de arrebatares a presa, e tornares a tua mão contra os lugares desertos que agora se acham habitados, e contra o povo que foi congregado dentre as nações, o qual adquiriu gado e bens, e habita no meio da Terra." Deus usa a ganância dos líderes dessas etnias envolvidas no confronto contra eles mesmos. O mesmo ocorreu a Faraó do Egito no episódio da libertação do povo hebreu: Deus não endureceu a faraó mais do que ele mesmo era duro. Os maus desígnios do coração do homem condenam o próprio homem, de sorte que, ainda que um anjo desça do céu e procure convencê-lo do contrário ele seguirá a sua natureza decaída. Os objetivos de Gogue, ou Rússia serão:
a) controle mundial;
b) interesses econômicos; e
c) posição estratégica.
A disposição e a preparação para a invasão está vaticinada e demonstrada em Ez. 38:7 - "Prepara-te, sim, dispõe-te, tu e todas as tuas companhias que se uniram a ti e serve-lhes tu de guarda." Gogue estará no comando de diversos povos nesta invasão ao Vale de Jisreel, no centro-norte de Israel. Esta confraria liderada por Rosh, ou Rússia será para invadir Israel.
O tempo da referida invasão é dado de modo indireto em Ez. 38:8 - "Depois de muitos dias serás visitado. Nos últimos anos virás à terra que é restaurada da guerra, e onde foi o povo congregado dentre muitos povos aos montes de Israel, que haviam estado desertos por longo tempo; mas aquela terra foi tirada dentre os povos, e todos os seus moradores estão agora seguros." Os sinais desse tempo são dados nas expressões: "depois de muitos dias" e "... no fim dos anos virás à terra que é restaurada da guerra e onde o povo foi congregado dentre muitos povos..." Todos sabem, que, após a invasão e destruição de Jerusalém por Roma, no ano 70 d.C., se passaram quase dois mil anos, sendo esta terra pisada por cruzados europeus, otomanos e árabes em guerras sangrentas. Finalmente, em 14 de Maio de 1948, pela diferença de um voto, a ONU votou a recriação do Estado de Israel, na Palestina, exatamente onde ele já havia existido como Reino de Israel. Os judeus foram, de fato, recongregados dentre todos os povos e nações após a II Guerra Mundial para retornar à sua antiga terra prometida. Da época da sua recriação até hoje, Israel enfrentou muitas guerras contra diversos países, isolados e conjuntamente. Venceu todas! Entretanto, esta vitória final não dependerá da capacidade bélica e operacional das forças de defesas israelenses, mas sim da intervenção de Deus. Assim se crê, assim se confessa!
Gloria in excelsis Deo!

Nenhum comentário: