domingo, 16 de outubro de 2011

ESCATOLOGIA XII


Is. 46: 9 e 10 - "Lembrai-vos das coisas passadas desde a antiguidade; que eu sou Deus, e não há outro; eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim; que anuncio o fim desde o princípio, e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam; que digo: o meu conselho subsistirá, e farei toda a minha vontade."
Tudo o que se refere à verdade possui similar paralelo falseado no sistema mundano, porque o papel do Diabo é trazer confusão aos que procuram discernir as Escrituras. Nas chamadas "eras mais primitivas da Terra" ele tentou estabelecer um reino , juntamente com os anjos que caíram com ele. O relato está em Gênesis capítulo 6, onde se vê a tentativa de miscigenação entre os "b'nai haelohim" e as "b'noth haadam". Satanás sabe que não pode arrebatar os eleitos das mãos de Cristo, por isso, tenta criar embaraços ao ensino das Escrituras, mistificando-a. Em muitas lendas de povos antigos há promessa de um Salvador; em quase todas as mitologias há lutas entre o bem e o mal; fala-se sempre em um juízo final e no estabelecimento de um reino eterno e perfeito. Esta aparente convergência é um fator ligado à consciência do homem após a queda, e a sua expulsão do Éden. As verdades captadas, registradas e mantidas na memória humana foram repassadas, inicialmente, de modo oral. O distanciamento geográfico, a influência dos anjos caídos, e a degenerescência humana pela ação do pecado foram produzindo deformações dos relatos e profecias, dando lugar às crenças diferenciadas e complexas. Esvaiu-se o conhecimento único da verdade por conta da quebra de comunhão entre a criatura e o Criador.
No tocante as profecias, há três sistemas básicos de interpretação: a) preteristas; b) historicistas; e c) futuristas. Os primeiros creem que tudo o que se refere às predições de Deus já se consumou com a primeira vinda de Cristo e a invasão de Jerusalém pelos romanos no ano 70 d. C. Já os historicistas defendem que as profecias já se cumpriram, em parte, ao longo da história, mas que ainda poderão se cumprir no futuro. Os futuristas acreditam que a profecia possuem dupla referência, podendo ter sido cumprida em um momento e lugar, mas se cumprirá outras vezes no futuro quando Cristo retornar para julgar o mundo, restabelecer a ordem e restaurar todas as coisas.
Finalmente sobre as setenta semanas do profeta Daniel há alguns aspectos a serem tratados. O príncipe do povo que destruiu Jerusalém, e que há de vir, só será revelado com maior clareza, após o arrebatamento da Igreja conforme II Ts. 2: 1 a 10 - "Ora, quanto à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e à nossa reunião com ele, rogamos-vos, irmãos, que não vos movais facilmente do vosso modo de pensar, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola como enviada de nós, como se o dia do Senhor estivesse já perto. Ninguém de modo algum vos engane; porque isto não sucederá sem que venha primeiro a apostasia e seja revelado o homem do pecado, o filho da perdição, aquele que se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou é objeto de adoração, de sorte que se assenta no santuário de Deus, apresentando-se como Deus. Não vos lembrais de que eu vos dizia estas coisas quando ainda estava convosco? E agora vós sabeis o que o detém para que a seu próprio tempo seja revelado. Pois o mistério da iniquidade já opera; somente há um que agora o detém até que seja posto fora; e então será revelado esse iníquo, a quem o Senhor Jesus matará como o sopro de sua boca e destruirá com a manifestação da sua vinda; a esse iníquo cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás com todo o poder e sinais e prodígios de mentira, e com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para serem salvos."
Dn. 9:27 - "E ele fará uma aliança firme com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oblação." A palavra hebraica para aliança neste texto é 'b'rith' que quer dizer um acordo de caráter político e religioso. Parece mesmo ser assim, pois o texto ressalta o sacrifício e a oblação, os quais só podem ser praticados no Templo de Jerusalém que atualmente se acha destruído. Entretanto, o Anticristo romperá esta aliança após o arrebatamento da Igreja e dará início a uma imensa onda de terror contra os judeus de acordo com Ap. 13: 5 a 8 - "Foi-lhe dada uma boca que proferia arrogâncias e blasfêmias; e deu-se-lhe autoridade para atuar por quarenta e dois meses. E abriu a boca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar do seu nome e do seu tabernáculo e dos que habitam no céu. Também lhe foi permitido fazer guerra aos santos, e vencê-los; e deu-se-lhe autoridade sobre toda tribo, e povo, e língua e nação. E adorá-la-ão todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo."
Todos estes acontecimentos ocorrerão na segunda metade da septuagésima semana da profecia de Daniel, a saber, em três anos e meio, ou quarenta e dois meses, ou mesmo em 1.260 dias conforme os registros do Apocalipse.
Após o retorno do Príncipe verdadeiro, o Ungido, o Cristo a profecia das setenta semanas de Daniel terá cumprido o seu último objetivo conforme Dn. 9:24 - "Setenta semanas estão decretadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, e para expiar a iniquidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o santíssimo." Daí pergunta-se aos preteristas, quando ao longo da história da humanidade ocorreram tais fatos descritos neste único versículo da profecia?
Gloria in excelsis Deo!

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