segunda-feira, 8 de agosto de 2011

ESCATOLOGIA III


Is. 46: 9 e 10 - "Lembrai-vos das coisas passadas desde a antiguidade; que eu sou Deus, e não há outro; eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim; que anuncio o fim desde o princípio, e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam; que digo: o meu conselho subsistirá, e farei toda a minha vontade."
A Escatologia é uma doutrina bíblica e não um dogma religioso fanatizado ou uma arma aterrorizante a fim de levar pessoas para uma igreja ou seita. Esta doutrina só tem sentido para quem crê, porém, crer não é uma virtude humana, mas um dom recebido de Deus. São as Escrituras mesmas que declaram o seguinte: II Ts. 3: 2b - "... porque a fé não é de todos." No contexto em que aparece esta expressão é mostrado que a verdade cristã não é de todos. Portanto, fé não é um exercício de religião exterior, mas um dom divino. Isto acontece, porque em alguns textos o cristianismo é tido como uma categoria de fé. Contrapondo-se à fé bíblica há outra categoria de fé puramente humana, mas reduz-se a uma mera expectativa, ou mesmo numa simples esperança natural. A fé que procede de Deus é uma certeza conforme Hb. 11:1 - "Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a certeza das coisas que não se vêem." A palavra 'certeza' no texto grego original é 'substância', ou seja, é algo firme, concreto e real, não apenas uma suposição, uma sugestão, ou ainda, uma auto-sugestão. Olhando o inteiro teor do texto retromencionado, vê-se claramente que a fé verdadeira é absolutamente ilógica do ponto de vista das habilidades e competências humanas. Nenhum homem natural é capaz de crer da forma apresentada no conteúdo do referido texto. Tal nível de fé não depende de uma experiência sensorial, mas apenas de confiar no que dizem as Escrituras. É o crer para ver, e não o ver para crer de muitos religiosos.
Não se pode falar em Escatologia sem primeiro proceder à leitura do texto de Mt. 24:36- "Daquele dia e hora, porém, ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, senão só o Pai." Os discípulos interpelaram a Cristo sobre o tempo do fim, mas do fim de uma era e não do fim do mundo como se diz nas religiões sensacionalistas e maniqueístas. Cristo deixou claro que, nem Ele, nem os anjos fieis sabiam do dia e da hora de tais fatos finais. Entretanto, deu ao longo do capítulo, diversas pistas de quando esse tempo estaria próximo. Por exemplo: muito engano religioso, guerras e rumores de guerras, fome e terremotos em diversos lugares, perseguições, prisões e assassinatos de cristãos por causa da pregação do evangelho, escândalos, traições e ódio, falsos profetas, engano em outras esferas, iniquidade, desamor e pregação em massa do evangelho. Ora, muitos destes sinais estão em franco processo de ocorrência, ainda que de forma suave e discreta. A tendência é acelerar e convergir para o tempo previsto na profecia.
Também Cristo adianta o expediente dizendo que haverá enormes dificuldades para os eleitos e regenerados. Muitas dificuldades para quem tiver crianças, profanação de lugares sagrados, tribulações de toda natureza. Afirma que os dias serão abreviados por causa dos escolhidos.
Aparecerá alguém afirmando ser o Cristo, fazendo grandes sinais e prodígios bastante convincentes. Isto prova que sinais, maravilhas e prodígios não devem ser tomados como a base da verdadeira fé, pois o Diabo também os realiza. Depois desta fase de simulação da vinda de Cristo, ou seja, de um falso retorno, ocorrerão diversos fenômenos nos espaço: o Sol escurecerá e a Lua perderá o seu brilho. As estrelas cairão e o equilíbrio dinâmico do universo será profundamente abalado. Já se sabe que estão se deslocando grandes corpos no espaço em direção a Terra. Geralmente são asteroides, meteoros e meteoritos que poderão atingir a superfície terrestre, ou mesmo, causar certos desequilíbrios em seu campo gravitacional.
Finalmente, o Senhor Jesus, o Cristo afirma que a vinda d'Ele será de forma surpreendente, porém, não visível neste primeiro momento de resgate da Igreja que estiver sofrendo as perseguições do sistema comandado pelo iníquo. Na sua 'parousia', sim, será visível ao mundo todo, porém será para exercer o juízo e a justiça. A ordem é para vigiar e orar e estar preparado.
Solo Christus!

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