sexta-feira, 29 de julho de 2011

DEUS... NÃO É O NOME DE DEUS II

Ex. 3: 13 e 14 - "Então disse Moisés a Deus: eis que quando eu for aos filhos de Israel, e lhes disser: o Deus de vossos pais me enviou a vós; e eles me perguntarem: qual é o seu nome? Que lhes direi? Respondeu Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós."
A origem da palavra "deus" remonta aos primevos dos tempos e encontra fundamento em cultos denominados como pagãos. Com o tempo a palavra adquiriu significação exclusiva no Cristianismo Nominal, passando a ser grafada com inicial maiúscula para diferenciar dos outros sentidos aplicáveis. Assim, em sua forma capitalizada é reconhecida como referência ao Deus dos cristãos, mas em sua forma diminutiva pode significar qualquer divindade ou deidade em geral. Logo, "Deus" é uma forma substantiva nas religiões monoteístas, enquanto "deuses" é uma forma generalizada nas religiões politeístas.
A forma mais antiga é extraída do códice cristão Argenteus do século VI, originado na língua proto-indo-europeia do termo 'ghu-to-m', dando origem à raiz proto-germânica 'gudan', de onde surge "God" na língua inglesa, "Gott" no alemão moderno. A raiz 'ghau' significa "invocar", ou "chamar". Também postula-se que a palavra 'deus' provém do indo-europeu 'deiwos' que significa "resplandescente", "luminoso". Na concepção meso-oriental, portanto, era uma referência aos celestes, tais como o Sol, a Lua, e as Estrelas, contrapondo-se aos terrestre e humanos. Ainda resta uma outra explicação que atribui a palavra 'deus' à escrita indu chamada sânscrito, tendo se originado de 'dyau' que significa "dia". Esta palavra tem a sua correspondente no grego clássico 'theos' que significa aquilo que brilha, a própria luz, ou espírito.
Entre os judeus não se pronuncia o nome de Deus, mas são utilizados certos adjetivos, tais como: El Shadai, Adonai, Hashamayim, El Elyon, Eterno, que o identificam. A própria palavra "DEUS" é grafada da seguinte maneira "D'us" para evitar coincidências com divindades pagãs. Mesmo no hebraico moderno não se escreve e não se pronuncia o verbo ser, porque este coincide com o anagrama do nome de Deus. O sumo sacerdote na antiga aliança entrava uma vez por ano no Santo dos Santos, um compartimento do Templo de Jerusalém, para oferecer sacrifícios pelos pecados. Era a única vez em que o nome de Deus era pronunciado. Documentos extra-bíblicos dizem que, se o sumo sacerdote não tivesse se preparado adequadamente, morria ao pronunciar o nome de Deus. Por isso, ao entrar no Santo dos Santos era-lhe amarrada ao tornozelo uma corda, e no seu vestuário eram colocados diversos guizos, pois se ele não fizesse barulho, movimentos, ou demorasse mais do que o devido, os outros sacerdotes puxavam a corda para retirar o seu cadáver de lá.
O latim é de origem indo-europeia, tanto quanto o alemão, balto-eslavo, o armênio, o hitita, o sânscrito, o celta e o persa. Das línguas neolatinas, o português foi a única que manteve a palavra "deus" inalterada, sendo esta proveniente de 'divos', ou 'deus'.
Na verdade tudo começa quando Jerônimo traduziu o Velho Testamento hebraico para o latim popular, a chamada, Septuaginta. Ele traduziu a palavra 'Elohim' como sendo 'Deus'. Todavia, não pode haver correspondência nestas palavras, pois "Deus" provém das línguas proto-indo-europeias, especialmente evoluídas para 'Dyeus' que era o "deus" principal do culto babilônico. Desta mesma palavra provém as cognatas "Zeus" na Grécia antiga, e "Júpiter" em Roma antiga. Logo, esta foi a forma do culto pagão e politeísta de Roma conciliar-se, ou harmonizar-se com o Cristianismo falsamente aderido pelo Imperador Constantino após o Concílio de Nicéia em 405 d. C. Desta forma os cristãos religiosos, ao pronunciar a palavra "Deus" está, na verdade, invocando, pronunciando e exaltando uma divindade pagã, líder do panteão dos deuses das culturas indo-europeias antigas. É a permanência da "Grande Babilônia" mãe das abominações e mentiras até os dias de hoje.
Da lucem, Domine!

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