sábado, 25 de junho de 2011

ESPIRITO, ESPÍRITOS, E ESPIRITUALISMO VI

Is. 8: 19 e 20 - "Quando vos disserem: consultai os que têm espíritos familiares e os feiticeiros, que chilreiam e murmuram, respondei: acaso não consultará um povo a seu Deus? acaso a favor dos vivos consultará os mortos? A Lei e ao Testemunho! se eles não falarem segundo esta palavra, nunca lhes raiará a alva."
Genericamente, espiritualistas e espiritistas usam de um artifício bastante intricante: lançam mão das Escrituras para justificar certos pontos das suas doutrinas, mas ao mesmo tempo, criticam-nas de serem falhas, adulteradas e fraudulentas. É verdade que há problemas de traduções e versões forçadas, mas isto não afeta em nada o propósito da Palavra de Deus, pois ela se revela por fé e não por semântica. As Escrituras compreendidas pelo intelecto é somente um livro como outro qualquer, podendo ser ou não compreensível. Entretanto, quando à compreensão intelectual se ajunta a fé, a qual é dom de Deus, elas se tornam a palavra de Deus revelada. Por esta razão é que há duas palavras para o termo palavra na Bíblia: uma é 'Logos' que é a palavra dita por Deus; a outra é 'Rhema', que é a palavra vivificante de Deus. A primeira se assimila pelo intelecto, enquanto a segunda se apropria pela fé.
Então, uma doutrina seja religiosa ou filosófica, não pode considerar apenas aquilo que lhe interessa, e desprezar o resto, porque isto invalida o todo. O texto de abertura que vem sendo trabalhado nestes artigos, mostra que Deus está se dirigindo ao seu povo, por meio do profeta e diz que não se deve consultar espíritos familiares e, muito menos, feiticeiros. O texto mostra que o correto é consultar a Deus e não a estes espíritos imundos que se apresentam como iluminados conforme já foi dito no artigo anterior. Deus instrui o povo, dizendo que, quando alguém sugerir a consulta aos espíritos, a pessoa deve dizer: 'a Lei e ao Testemunho!' Isto implica em que a única regra de fé e prática de alguém que, de fato, crê em Deus são os decretos eternos d'Ele e o testemunho dado pelos profetas por meio de constantes ensinamentos sobre a vinda do Salvador. E, finalmente, o testemunho do próprio Jesus, o Cristo que cumpriu tudo quanto dele estava escrito.
Hb. 4:2 - "Por que também a nós foram pregadas as boas novas, assim como a eles; mas a palavra da pregação nada lhes aproveitou, porquanto não chegou a ser unida com a fé, naqueles que a ouviram." A questão, portanto, não é se as Escrituras têm ou não problemas de tradução, mas de a pessoa ter recebido graça para nela crer. Assim, segundo o texto de abertura, se a lei e o testemunho não falarem ao coração do homem, ele jamais verá a luz. Luz no sentido bíblico é conhecimento verdadeiro de Deus.
Que há possibilidade de alguém consultar espíritos por meio de feiticeiros, médiuns ou encantamentos, sim, há. Entretanto, tais espíritos não são de alguém que viveu e morreu, não são de seres espirituais iluminados ou mesmo de mensageiros divinos. São na verdade, espíritos decaído e perdidos por causa da sua rebelião juntamente com Lúcifer. Eles estão reservados em prisões eternas para o dia do juízo final conforme II Pd. 2:4 - "Por que se Deus não poupou a anjos quando pecaram, mas lançou-os no inferno, e os entregou aos abismos da escuridão, reservando-os para o juízo." A palavra traduzida neste versículo como 'inferno' é no seu original o 'tártaro', o qual é um lugar inferior onde estão aprisionados tais anjos caídos, aguardando o dia do julgamento. Quando a Bíblia utiliza a palavra 'Hades' é uma referência ao local onde ficam os espíritos de pessoas humanas desencarnadas, as quais aguardam o juízo. Assim, tanto anjos caídos, demônios, espíritos imundos, e as almas desencarnadas estão em locais definidos e a eles reservados até que venha o dia do juízo. Porém, as doutrinas espiritualistas rejeitam os ensinos escriturísticos sobre o pecado, a condenação, o inferno. Alegam que, sendo Deus amor, não condenaria ninguém eternamente. Porém se esquecem que, primeiro, não é Ele quem condena o homem ao inferno, mas ele mesmo se condena; segundo a justiça de Deus já foi executada em Seu Filho Unigênito para redimir os eleitos.
A estes espíritos em prisões nos abismos da Terra, o próprio Jesus Cristo foi pregar o evangelho, não para a salvação deles, mas para que houvesse testemunho da verdade, a qual eles rejeitaram conforme I Pd. 3:19 - "... no qual também foi, e pregou aos espíritos em prisão." Assim, a Lei e o Testemunho se completou, tanto entre os viventes, como também entre os que já haviam morrido e aguardam o seu julgamento.
Da lucem, Domine!

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