domingo, 27 de março de 2011

O PECADO, OS PECADOS E O PECADOR VI

Jo. 16:7 a 11 - "Todavia, digo-vos a verdade, convém-vos que eu vá; pois se eu não for, o Ajudador não virá a vós; mas, se eu for, vo-lo enviarei. E quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo: do pecado, porque não crêem em mim; da justiça, porque vou para meu Pai, e não me vereis mais, e do juízo, porque o príncipe deste mundo já está julgado."
Algumas pessoas, geralmente religiosas, afirmam: eu não tenho pecado, porque não roubo, não mato, não prostituo, pertenço a uma igreja cristã, faço o bem, sou batizada, etc. Elas julgam que o pecado está relacionado ao que o homem pratica ou deixa de praticar. Estas pessoas são cegas espiritualmente, e, em muitos casos, presunçosas e soberbas, porque julgam-se melhores que os outros. Basta prestar atenção no corpo de membros de uma igreja institucional, basta algum deles praticar qualquer erro moral, é absolutamente abandonado, julgado e execrado por muitos outros ditos "irmãos". O pecado, enquato natureza inerente ao homem depois da queda é um estado e não uma opção. Os atos pecaminosos podem até ser reprimidos, evitados, suavizados em função do tipo de criação, do medo, da religião, etc. entretanto, eles estão lá e podem ou não se manifestar. É como um frasco de veneno poderoso, se ninguém o abrir e ingerir não fará mal algum, porém continua sendo veneno. Não é porque alguns atos pecaminosos não se manifestam, que se extingue a natureza pecaminosa originadora deles. Então pode-se afirmar que o pecado não faz exceção, mas a cruz não faz concessão, pois é somente nela que o pecado é estirpado e o escrito de dívida é rasgado.
Discute-se muito sobre a origem do pecado nos meios religiosos e nos ciclos acadêmicos de teologia. Sabe-se, todavia, que o pecado não se originou em Deus, porque Ele mesmo se declara Santo conforme I Pd. 1:16. Em Tg. 1: 13 a 15 - "
Ninguém, sendo tentado, diga: sou tentado por Deus; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e ele a ninguém tenta.
Cada um, porém, é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência; então a concupiscência, havendo concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte
."
Também o pecado não se originou no homem, pois sendo este feitura das mãos do Deus Santo e Luz Pura, não poderia ter sido feito com o pecado. Deus é a fonte, e, sendo a fonte pura, o homem é o produto, sendo assim, não poderia vir contaminado pelo pecado. O produto é o que a fonte é! Se ocorreu alguma alteração no produto foi depois de pronto e não em sua origem, pois do contrário a origem estaria contaminada.
Ec. 7:29 - "Eis o que tão somente achei: que Deus fez o homem reto, mas ele se meteu em muitas astúcias." Assim, fica claro que o homem por escola própria optou por não crer à palavra de Deus no Éden. O teólgo Aurelius Augustus de Hipona, afirmou o seguinte: a) antes de cair o homem possuía duas condições: I) Posse non pecare; II) Posse pecare. b) após a queda o homem decaído passou a ter apenas uma condição: I) Non posse non pecare. Assim, antes de cair, o homem poderia pecar ou não pecar, mas após pecar ele tornou-se escravo do pecado, e até ao tempo de hoje é isto que acontece. Porém, a origem do pecado não foi no homem, porque ele foi induzido ao pecado por um tentador. Neste caso houve uma ação determinante fora do homem para o levar à incredulidade na Palavra de Deus, a qual afirmara: "... certamente morrerás." Neste caso, o Diabo é atuo-pecador, enquanto o homem é heteropecador.
O pecado se originou em Lúcifer que, após apresentar a iniquidade em seu coração passou a ser Diabo e Satanás. Não havia nada e ninguém determinando o pecado para Lúcifer, por isso ele se tornou auto-pecador.
Is. 14: 12 a 14 - "Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filha da alva! como foste lançado por terra tu que prostravas as nações! E tu dizias no teu coração: eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono; e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do norte; subirei acima das alturas das nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo." Então, o desejo de formar para si um reino semelhante ao de Deus levou Lúcifer a conceber a soberba e o orgulho, querendo ter um trono de glória só para si. Este foi o mesmo princípio utilizado no Éden para levar o homem a descrer na palavra de Deus conforme Gn. 3:5 - "... sereis como deuses..."
Lúcifer também fora criado por Deus perfeito, porém por escolha própria concebeu a iniquidade em seu coração conforme Ez. 28:15 - "Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que em ti se achou iniqüidade."
Sola Fidei!

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