sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

O FALSEAMENTO DA TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO


Jo. 8: 34 a 36 - "Replicou-lhes Jesus: em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é escravo do pecado. Ora, o escravo não fica para sempre na casa; o filho fica para sempre. Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres."
O mundo não necessita de teologias. O mundo necessita da verdade. A verdade não é uma concepção filosófica, mas uma pessoa, a saber, Cristo. Ele declara isto solenemente em Jo. 14: 6 - "Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim." Na estrutura deste texto, é utilizado o artigo definido, implicando isto na unicidade da declaração de que é Ele, e somente Ele, a verdade. O mundo busca verdades conceptuais e relativizadas. Porém, a verdade é uma pessoa e não uma concepção abstrata e filosófica.
A famigerada "teologia da libertação" não é, nem teologia, porque não tem origem em Deus, e, muito menos da libertação, porque não liberta o homem naquilo que lhe é essencial ser libertado, isto é, do pecado. Ela propõe uma libertação horizontal e não vertical. O que adianta alguém possuir elevado padrão de vida, se estiver espiritualmente morto para Deus, para si mesmo e para a eternidade? Cristo responde a esta indagação com as seguintes palavras: "... o que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro se perder a sua alma, ou o que dará ele em troca da sua alma?"
A malversada "teologia da libertação" tem a sua origem em três teses fundamentais: a) o Evangelho Social das igrejas norte-americanas, trazido ao Brasil pelo missionário e teólogo presbiteriano Richard Shaull; b) a Teologia da Esperança, do teólogo reformado Jürgen Moltmann; c) e a Teologia Política exposta pelo teólogo católico Johan B. Metz, na Europa, e o teólogo batista Harvey Cox, nos Estados Unidos. Vê-se claramente um teor absolutamente humanista e o foco nos interesses do homem e não na pessoa de Cristo. Isto nos remete à afirmação do próprio Cristo em Mc. 8: 33 - "Mas ele, virando-se olhando para seus discípulos, repreendeu a Pedro, dizendo: Para trás de mim, Satanás; porque não cuidas das coisas que são de Deus, mas sim das que são dos homens." Jesus não chamou Pedro de Satanás, mas afirmou que as suas cogitações eram de Satanás, exatamente porque o Diabo tem grande interesse em exaltar o homem para mantê-lo no pecado. Faz o pecador acreditar que é o redentor se si mesmo e que é possível uma sublimação do seu estado de miséria e pobreza por meio de uma vida vitoriosa e repleta de realizações. Acontece que a natureza pecaminosa no homem o leva a crer que esta é uma verdade indefectível. De fato, enquanto o homem cogita ou cuida de seus próprios interesses materiais ou espirituais ele está frontalmente negando o único e Todo-suficiente Salvador, Cristo. Neste sentido, os defensores das teologias humanistas e horizontalizadas discordam veementemente, afirmando que Deus é amor; que Ele não gosta da miséria, do sofrimento, da pobreza e que tais coisas resultam das injustiças e desigualdades entre os homens. Isto também é uma mentira, pois sendo Deus Soberano, é Ele quem decide quem enriquece e quem empobrece, quem é exaltado e quem é humilhado, quem ganha a vida e quem desce à sepultura. É Ele quem retira o mendigo do lixo e o põe nos palácios. É Ele quem estabelece os reis e quem os retira dos seus tronos. Acreditar que as injustiças e desigualdades socioeconômicas estão fora do controle de Deus é também negar a Sua Soberania. É como se Deus fosse apanhado de surpresa pelas atitudes egoístas dos homens e não pudesse fazer nada para mudar a realidade. Acontece que o tempo de Deus não é o tempo do homem; os juízos d'Ele não são os juízos humanos. Este é o maior problema das teologias querer fazer Deus se curvar às cogitações humanas. Humanizam Deus, e deificam o homem portador de uma natureza decaída. Isto sim, é ridículo!
A falida e falsa "teologia da libertação", não é teologia, e não liberta o homem da sua condição decaída. É, antes, uma corrente supostamente teológica que abrange diversas pseudo-teologias, também supostamente cristãs surgidas no "Terceiro Mundo" ou nas periferias pobres do "Primeiro Mundo" a partir dos anos 70 do século passado. Baseadas na chamada "opção preferencial pelos pobres contra a pobreza e pela sua libertação" teve o seu berço inicial na América Latina.
Tais teologias artificializadas partem de uma reflexão acerca da situação de pobreza e de exclusão social à luz da fé cristã. Acusam estas situações de terem a sua origem nas estruturas econômicas e sociais injustas. Esta é claramente uma mera influência das ciências sociais, notadamente da "teoria da dependência" na América Latina, que é de inspiração marxista. Assim, religiosos que cogitam das coisas do homem e não das que de Deus, se curvaram às teses de um ateu para reparar os erros e injutiças. Tudo à revelia da Soberania de Deus.
Entretanto, a alma que não nasceu do alto pela vontade Deus ama estas teologias e deposita nelas toda a sua base de crença religiosa.
A Ele, pois toda honra!!!

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