segunda-feira, 22 de novembro de 2010

A ORAÇÃO SEGUNDO AS ESCRITURAS VII


Sl. 80:1 a 7 - "Ó pastor de Israel, dá ouvidos; tu, que guias a José como a um rebanho, que estás entronizado sobre os querubins, resplandece. Perante Efraim, Benjamim e Manassés, desperta o teu poder, e vem salvar-nos. Reabilita-nos, ó Deus; faze resplandecer o teu rosto, para que sejamos salvos. Ó Senhor Deus dos exércitos, até quando te indignarás contra a oração do teu povo? Tu os alimentaste com pão de lágrimas, e lhes deste a beber lágrimas em abundância. Tu nos fazes objeto de escárnio entre os nossos vizinhos; e os nossos inimigos zombam de nós entre si. Reabilita-nos, ó Deus dos exércitos; faze resplandecer o teu rosto, para que sejamos salvos."
Ouve-se aqui ou ali nos círculos religiosos as seguintes palavras de oração: "Senhor rogamos as mais escolhidas bênçãos sobre fulano de tal." Ora, como pode a criatura exigir bênçãos do Criador e, ainda por cima, determinar a qualidade destas bênçãos? É como se Deus tivesse diversas e diferentes categorias de bênçãos para dar. Tais orações são, na verdade, receitas de bolo. O religioso cujas escamas dos olhos não foram retiradas e nem os ouvidos foram abertos para as esplendentes verdades bíblicas, não percebe que Deus não tem coleções de bênçãos para dar, é Ele mesmo a bênção por meio de Cristo. Quem tem Cristo tem todas as coisas, porque Ele mesmo é o tudo de Deus. Deus não dá coisas, é Ele mesmo o Doador e a Doação.
Ainda há os religiosos inveterados que afirmam em suas orações: "Deus eu ordeno, eu determino, e eu exijo que o Senhor faça isso, ou aquilo." Esta oração é, no mínimo imoral, porque, como, poderia a coisa criada absolutamente depravada, dizer ao que a criou o que Ele deve fazer? Não é atoa que as Escrituras dizem o seguinte: "Pois eu, o Senhor, não mudo; por isso vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos." Se Deus tivesse os seus humores semelhantes ao do homem, talvez toda a humanidade já teria sido totalmente varrida da face da Terra.
Madame Guiyon, uma francesa do século XVII, foi instruída pelo Espírito de Deus, quando afirmava: "oro, não para convencer Deus a ser-me favorável, mas até que Ele me convença." Não é a criatura que convence o Criador, mas Ele quem a convence do pecado, da justiça e do juízo. Pv. 15:8 - "O sacrifício dos ímpios é abominável ao Senhor; mas a oração dos retos lhe é agradável." Normalmente, os não-regenerados se aproximam de Deus por meio dos seus sacrifícios contaminados pela natureza pecaminosa, imaginando que poderão forcejá-Lo a lhes ouvir e atender. Entretanto, como já foi exposto, Ele não ouve a nenhum homem diretamente. Ele ouve os que foram justificados, não a eles, mas Àquele que os justificou.
Ouve-se de vez em quando alguém dizer: "vou pagar uma promessa, porque recebi a graça que pedi a Deus." Ora, se é graça, porque deve ser paga? Uma graça é uma ação de Deus em favor de quem nada merece, logo não se paga. Aliás, nada que o homem decaído ofereça a Deus poderia pagar qualquer coisa que venha d'Ele, pois Ele é maior que todas as coisas e nada lhe acrescenta, ou retira o que é. Ele simplesmente é!
Na realidade o que acontece é o que está registrado em Os. 4:6 - "O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento. Porquanto rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos."
Ora Pro Nobis, Kyrius!

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