sábado, 7 de agosto de 2010

A CRUZ COMO UM LUGAR E COMO UM CAMINHO VIII


I Co. 2: 2 a 7 - "Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado. E eu estive convosco em fraqueza, e em temor, e em grande tremor. A minha linguagem e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria, mas em demonstração do Espírito de poder; para que a vossa fé não se apoiasse na sabedoria dos homens, mas no poder de Deus. Na verdade, entre os perfeitos falamos sabedoria, não porém a sabedoria deste mundo, nem dos príncipes deste mundo, que estão sendo reduzidos a nada; mas falamos a sabedoria de Deus em mistério, que esteve oculta, a qual Deus preordenou antes dos séculos para nossa glória." Um dos diferenciais entre a mera religião humana e a verdade bíblica consiste em que, nesta, o pregador não se propõe à promoção de sua auto-imagem. Não se dispõe a apresentar-se em sua presumida sabedoria humana, mas tão-somente expõe as boas novas do evangelho da cruz, tal como ele é. Contrariamente, os religiosos se preocupam em anunciar uma verdade particular, visto que esta, segue aos protocolos dos interesses desta ou daquela religião, igreja ou denominação. Estão mais preocupados com a estética do que com a ética. Forcejam uma exegese e uma hermenêutica que venham trazer dividendos para sua crença. Falam o que lhes convém, e o que agrada aos ouvidos dos que os ouvem, sendo este o típico caso de "cegos guiando cegos".
Ao contrário do que se supõe, a mensagem da verdade é fundamentada em um salvador que morre na cruz. Isto, é, por si só, desconcertante à lógica humana. Entretanto, é exatamente esta que é a essência da verdade cristã, pois sem a morte na cruz, não pode haver redenção. A cruz foi planejada e prevista para retirar o pecado do mundo. Por esta razão é que a cruz é um lugar específico, além de um caminho a ser trilhado pelos que chegam a este lugar. O pregador da palavra da cruz invariavelmente apresenta-se em fraqueza, temor e grande tremor, porque ele é absolutamente dependente de Deus. Não há teologia, não há retórica, não há técnica, não há modelo a ser seguido nesta mensagem. A mensagem da cruz se torna um paradoxo, quando o centro dela, a saber, o Cristo, perde a sua vida na crucificação, pelas mãos de homens que deveriam tê-Lo identificado como o Salvador. Os sacerdotes, anciãos, escribas, fariseus e saduceus conheciam todos os textos veterotestamentários acerca da vinda do Salvador. Entretanto, não o viram, e portanto, isto justifica as palavras do Mestre em Jo. 5: 39 e 40 - "Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna; e são elas que dão testemunho de mim; mas não quereis vir a mim para terdes vida!" Eles não viram nada em Jesus, o Cristo que despertasse os seus interesses horizontais e imediatistas. Eles não podiam ver, porque os olhos estavam cobertos por escamas da religião dogmatizada, ritualista e legalista.
Os que anunciam a mensagem da cruz, fazem-no sob a égide das Escrituras, e não de suas próprias cogitações. O evangelho da cruz é o resultado do que Deus, o Pai, predeterminou antes dos séculos em forma de mistérios, mas agora revelado em Cristo, sabedoria de Deus. As Escrituras apresentam este evangelho da cruz em diversas instâncias, mas de modo muito sucinto em I Co. 15:3 e 4 - "Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras; que foi sepultado; que foi ressuscitado ao terceiro dia, segundo as Escrituras." Cristo morreu na cruz, foi sepultado como morto e ressuscitou com a vida eterna, e, tudo, segundo as Escrituras. Isto é fundamental para que se não acuse a fé de ser um teatro de mau gosto. Há seitas e religiões espiritistas e espiritualistas que afirmam que a crucificação, a morte e a ressurreição de Jesus não aconteceram de fato, mas foram apenas uma representação de dramaturgia. O inimigo sempre tenta desqualificar a verdade, porque a única coisa que ele saber fazer bem é mentir.
Assim, a cruz é, de fato, um lugar específico na medida em que, nela, Jesus, o Cristo foi levantado e em seu corpo atraiu os eleitos para n'Ele destruir o corpo do pecado deles. A cruz é igualmente um caminho, porque é a porta estreita que conduz o regenerado à vida eterna.
Sola Scriptura!
Solo Christus!
Soli Deo Gloria!

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