domingo, 6 de junho de 2010

CRER INCONDICIONALMENTE x CRER CONVENCIONALMENTE VIII


Mt. 8: 5 a 10 e 13 - "Tendo Jesus entrado em Cafarnaum, chegou-se a ele um centurião que lhe rogava, dizendo: Senhor, o meu criado jaz em casa paralítico, e horrivelmente atormentado. Respondeu-lhe Jesus: eu irei, e o curarei. O centurião, porém, replicou-lhe: Senhor, não sou digno de que entres debaixo do meu telhado; mas somente dize uma palavra, e o meu criado há de sarar. Pois também eu sou homem sujeito à autoridade, e tenho soldados às minhas ordens; e digo a este: vai, e ele vai; e a outro: vem, e ele vem; e ao meu servo: faze isto, e ele o faz. Jesus, ouvindo isso, admirou-se, e disse aos que o seguiam: em verdade vos digo que a ninguém encontrei em Israel com tamanha fé. Então disse Jesus ao centurião: vai-te, e te seja feito assim como creste. E naquela mesma hora o seu criado sarou." A fé é um dom, portanto, ninguém a possui por exercício de piedade ou por ofício religioso. Muitas pessoas se tornam escravizadas por líderes, gurus, falsos profetas, curandeiros, e espertos de todos os matizes, por não receber a verdade das Escrituras. Como se pode apreender dos artigos anteriores há diversos níveis de fé humana entendida como meras expectativas. Muitos, na hora da dor e da angústia, elevam os seus desejos aos mais altos níveis de esperança e confundem isto com a fé. O que de fato há é o famigerado pensamento positivo e não a fé incondicional e genuína. Sanado o problema a "fé" destas pessoas desaparece!
O texto em tela mostra uma fé autêntica e não circunstanciada à fatos ou coisas tangíveis. O centurião, autoridade romana, e, portanto, não circunscrito à esfera da religião judaica, simplesmente creu. Levado pela compaixão creu que Jesus, o Cristo seria capaz de curar o seu funcionário, independente da Sua presença física. Ele tinha a noção exata do que é dependência plena da Palavra de Deus. O militar romano estava plenamente consciente do que é autoridade, portanto, credenciava autoridade espiritual a Jesus, o Cristo. Cônscio de que não possuía dignidade para receber em sua casa o Filho Unigênito de Deus, reconheceu o seu poder sobre os males humanos, e a sua autoridade por meio da Palavra. Era tudo o que Jesus necessitava para reconhecer a graça da fé concedida àquele gentio que recebera fé incondicional independentemente de religião.
"Vai-te e te seja feito assim como creste" é a sentença resultante da fé jamais vista em Israel, o fiel depositário dos oráculos de Deus e herdeiro das promessas divinas. Então, fica evidente que não basta ter ciência da verdade. É necessário receber graça para crer à verdade. "E naquela mesma ora o seu criado sarou" é a real consequência de uma fé estruturada tão somente na Palavra de Deus. Não foi solicitado ao centurião nenhum ritual, nenhuma penitência, nenhum gesto legalista. Ao militar romano, não foi exigido que se convertesse à religião judaica; não se solicitou daquele funcionário do império romano nenhuma oferta de gratidão; a ele, militar romano, não foi dado nenhum sermão sobre moralidade, idolatria, ou quaisquer outros desvios de conduta. A graça de Deus não gera dívidas! Acrescenta-se, também, que, o homem pecador, quando tocado pela fé verdadeira, se põe no seu devido lugar e reconhece a autoridade, a soberania, a misericórdia e a graça de Deus.
Sola Fide!
Sola Gratia!
Solo Christus!
Sola Scriptura!
Soli Deo Gloria!

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