sábado, 8 de agosto de 2009

GRAÇA E DEPENDÊNCIA PLENA DE DEUS IX


Rm. 12:3 - "Porque pela graça que me foi dada, digo a cada um dentre vós que não tenha de si mesmo mais alto conceito do que convém; mas que pense de si sobriamente, conforme a medida da fé que Deus, repartiu a cada um." A graça é, em geral, o dom de Deus mais desejado, porém o mais mal compreendido. Porque, de um lado é desejada apenas como uma maneira de obter ganhos sob a chancela de Deus. Por outro lado, é uma realidade que coloca o homem diante do seu maior dilema: reconhecer-se incompetente e dependente sem reservas e sem méritos. A questão toda se prende ao fato que, o homem após a sua degenerescência, deseja ser, ele mesmo, uma espécie de 'deus' autoproclamado. O pecador sempre pensa de si mesmo além do que de fato é. Nunca pensa de si tomando por medida a fé repartida por Deus. Como pensa de si mesmo com base em um sistema de fé humanizada e contaminada pela exacerbada autoavaliação, o conceito de graça fica prejudicado. Isto ocorre porque, estando o seu espírito mortificado para Deus, a alma procura gratificar-se. 
Primeiramente a graça é uma dádiva que provém de Deus e não uma virtude originados nos atos e nas atitudes humanas. Jamais a graça poderá ser consequência das ações meritórias e humanas. Isto desqualifica absoluta e totalmente o conceito divino de graça revelado nas Escrituras. O pecado é uma deformação da fé, visto que é incredulidade conforme Jo. 16:9 - "... do pecado, porque não creem em mim." De fato, este foi o pecado do primeiro ancestral, Adão, visto ter ele dado crédito à palavra do adversário, e não à palavra de Deus. Esta, portanto, a razão porque o homem sem passar pela cruz não é capaz de receber a graça como dom de Deus, mas apenas como um pagamento divino em função dos seus méritos. A sua incredulidade o ofusca! Ele condiciona a graça à sua justiça própria, porque não possui fé recebida de Deus, mas apenas uma espécie de crendice em seus próprios esforços. Neste sentido sempre desenvolverá uma concepção de graça com base na medida da visão que possui de si mesmo.
Para o homem não regenerado por inclusão na morte de Cristo, a graça é desconcertante, precisamente porque retira-lhe o tapete vermelho dos merecimentos. Ela requer que Cristo seja tudo e o homem seja nada. Ela requer que Cristo cresça e que o homem diminua. Ela requer que Cristo seja o Rei e o homem seja o mendigo. Ela requer que Cristo seja redentor e o homem o redimido. Ela requer que Cristo seja o justificador e o homem o justificado sem mérito algum. Entretanto, este homem contaminado pela natureza pecaminosa requer participação ativa em todos os processos da salvação, para que, em sua arrogância possa atribuir a si mesmo, a responsabilidade de sua própria redenção. Neste caso, Cristo não é o seu salvador, não é o seu justificador, não é o seu rei, não é o seu senhor, não é o seu soberano, não é gracioso para com os desgraçados, não é absoluto. Este tem sido o mote de Satanás, desde o Éden, retirar a autoridade de Cristo.
Solo Christus!
Soli Deo Gloria!

2 comentários:

Danilo Fernandes disse...

Oi Targun!

Vi seu link no blog de um amigo e vim conhecer.

Textos de ótima qualidade, se puder até gostaria de reproduzir alguns.

Queria aproveitar a oportunidade para lhe apresentar o meu blog, o Genizah e recomendar uma visita.

Graça e Paz!

Danilo


http://www.genizahvirtual.com/

TARGUM disse...

Danilo é para mim motivo de alegria tê-lo como leitor. Escrevo dentro das limitações próprias de homem, mas tudo para honra e glória de Cristo.
Quanto a utilização ou reprodução dos textos, sinta-se livre, pois não são de minha autoria. Tão-somente transcrevo das Escrituras as verdades do Pai.
Em Cristo