sexta-feira, 10 de abril de 2009

TEOLOGIA REFORMADA x TEOLOGIA DEFORMADA V

Sl. 51: 1 a 12 - "Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; apaga as minhas transgressões, segundo a multidão das tuas misericórdias. Lava-me completamente da minha iniquidade, e purifica-me do meu pecado. Porque eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim. Contra ti, contra ti somente pequei, e fiz o que é mal à tua vista, para que sejas justificado quando falares, e puro quando julgares. Eis que em iniquidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe. Eis que amas a verdade no íntimo, e no oculto me fazes conhecer a sabedoria. Purifica-me com hissope, e ficarei puro; lava-me, e ficarei mais branco do que a neve. Faze-me ouvir júbilo e alegria, para que gozem os ossos que tu quebraste. Esconde a tua face dos meus pecados, e apaga todas as minhas iniquidades. Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto. Não me lances fora da tua presença, e não retires de mim o teu Espírito Santo. Torna a dar-me a alegria da tua salvação, e sustém-me com um espírito voluntário." O texto mostra que, aos olhos de Deus, o que conta não é o que o homem faz ou deixa de fazer, mas o que ele é. A consequência do pecado provoca nos eleitos uma imediata repulsa e recusa, jamais uma conformação. O eleito se põe absolutamente rendido diante da soberania de Deus e escancara o seu coração sem resistência à misericordiosa graça do Pai. Não toma da graça como ocasião para perpetuar-se no pecado, mas para reconhecer-se incompetente contra ele. Neste ponto, e neste sentido é que entra a salvação monergística em oposição à tentativa de redenção sinergística. Por monergismo se entende como a ação única de um só, a saber Deus, sem o concurso do homem decaído. E, por sinergismo se pode entender a ação de duas ou mais pessoas por meio de esforços próprios. O texto que abre este artigo mostra com clareza meridiana a real posição do homem portador da natureza pecaminosa, porém eleito. Ele não nega, não cria paliativos, subterfúgios e não se auto-justifica. Simplesmente clama por misericórdia e graça, reconhecendo-se tal como é e rendendo-se ante a sua incompetência e impossibilidade. O eleito vê na sua impossibilidade a todo-suficiência de Cristo, porque Deus é o Senhor dos impossíveis. A fé entregue aos eleitos de uma vez para sempre, não é cooperativa como pressupõe a teologia deformada, ao contrário, é operante. Não existe co-autoria no processo de regeneração o que há é um único autor e consumador da fé. O pecador entra apenas com o pecado e Deus com toda a graça e com a graça toda, posto ser Ele o Deus de toda a graça. 
O nascimento do alto não é o resultado da fé, mas da graça conforme as escrituras em Ef. 2: 5 e 9 - "Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo, pela graça sois salvos, e nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus; Para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça pela sua benignidade para conosco em Cristo Jesus. Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie." Observa-se que o pecador está morto em suas ofensas, mas Cristo o vivifica pela graça quando da ressurreição com Ele. O eleito regenerado está na mesma posição em Cristo, nos lugares celestiais. Deus opera para mostrar a sua graça e não coopera para exaltar o homem em seu pecado. A fé é apenas o meio, mas a salvação monergística é pela graça, pois do contrário não seria graça se houvesse a cooperação das obras ou da justiça humana maculada pelo pecado.

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