domingo, 1 de fevereiro de 2009

A VERDADEIRA PÁSCOA IV

Atualmente, para os judeus, a Páscoa é apenas um memorial recomendado por Moisés em Ex. 12:14 - "Conservareis a memória daquele dia, celebrando-o como uma festa em honra do Senhor: fareis isto de geração em geração, pois é uma instituição perpétua." Para os cristãos se tornou algo muito difuso, porque cada segmento da dita cristandade realiza de uma forma diferenciada. O que prevalece é uma grande confusão entre a simbologia e a real significação dela. Grosso modo aceita-se que ela é uma comemoração pela libertação que Cristo proporciona ao pecador por meio de sua morte sacrificial. Entretanto, isto é apenas uma espécie de retórica teológica. Não se aprofundam no real significado desta libertação sacrificial. Veem-na mais como um emblema.
Jesus, o Cristo, é tido pelos cristãos como o Cordeiro de Deus que foi imolado para salvação e libertação de pecadores. Para isso Deus designou a Sua morte exatamente no dia da Páscoa judaica para criar o paralelo entre a Antiga Aliança, no sangue do cordeiro imolado, e a Nova Aliança, no sangue do próprio Jesus crucificado.
A data da Páscoa cristã foi fixada no primeiro "Concílio de Nicéia", no ano de 325 d. C.
Assim, a Páscoa cristã é comemorada, segundo o costume desde a Idade Média e na Europa, no primeiro Domingo após a primeira Lua cheia da Primavera, sendo no Hemisfério Sul, no Outono. Por isto, a data poderá ocorrer entre os dias 22 de Março e 25 de Abril. Acontece que este processo de fixação da data faz coincidir com algumas festividades pagãs do início da Primavera. Por esta razão, as igrejas orientais fixaram data diferente, sendo a mesma a da Páscoa judaica, que segundo eles, é a data da morte de Cristo. Assim, se pode ver que não há consenso acerca das datas, quanto mais do real significado.
Hoje, no Ocidente, em especial na América a Páscoa virou uma data puramente mercantil, ou seja, o que importa não é o significado que a sua memória deveria evocar, mas o quanto o comércio vai faturar. Os pais se preocupam em comprar guloseimas para os filhos, sem lhes explicar o que é a Páscoa. Não explicam, porque não sabem, e não sabem, porque não receberam o ensino dos seus pais, e assim sucessivamente. Enquanto o cristianismo nominal associa a Páscoa apenas à ressurreição de Cristo, o verdadeiro sentido dela deve estar associado primeiramente à Sua morte sacrificial, pois sem esta, não haveria ressurreição. Assim, a memória da justiça de Deus contra o pecado fica desfigurada e gradativamente desconfigurada. Chegará o tempo em que se apagará totalmente da memória dos mais penitentes "cristãos". E assim, as Escrituras se cumprem nas palavras do Grande Rei conforme o que está registrado em Lc. 18:8 - "...Contudo quando vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?"

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