domingo, 15 de fevereiro de 2009

O "EVANGELHO" TRIUNFALISTA x O EVANGELHO DO REINO IV

Gl. 4:13 - "E vós sabeis que primeiro vos anunciei o evangelho estando em fraqueza da carne ..." O que diferencia substancialmente o "Evangelho" Triunfalista do Evangelho do Reino é a forma em que ambos são anunciados. Enquanto o "evangelho" triunfalista é um mero evangelicalismo, ou seja, um movimento resultante de esforços centrados no homem, o evangelho do reino é anunciado na fraqueza do mensageiro. A carne a que alude o texto não é apenas a dimensão física do corpo, mas o conjunto dos desejos, inclinações e vontades da alma humana decaída. Então, Deus usa o homem cuja carnalidade está enfraquecida para que o seu espírito possa receber graça e revelação do alto. Contrariamente o "evangelho" triunfalista é anunciado em um suposto poder dos pregadores. Eles se ufanam de poder controlar Deus em uma mão e o Diabo na outra mão. É o evangelho da força da carne e não da fraqueza da carne. Este falso evangelho só apresenta os ganhos e as vantagens que alguém pode obter de Deus. Não mostra ao homem decaído exatamente o que ele é e a necessidade da mortificação da sua carnalidade. Por isto, este "evangelho" triunfalista obtém muitos adeptos e seguidores. Por esta razão é que Jesus, o Cristo afirma que largo é o caminho do mal e muito andarão nele. Os cegos espiritualmente imaginam que o caminho do mal é algo relacionado às práticas errôneas, o mal é uma forma de se referir às ideias do Maligno. Não há nada mais maligno que perverter a verdade em mentira e adorar mais a criatura que ao Criador. 
Basta ler as Escrituras pelas lentes de Cristo para perceber que Deus sempre trabalhou com as minorias, com os incompetentes, exatamente para que fique claro que a ação graciosa da redenção é obra da exclusiva soberania d'Ele. Por esta razão é que Paulo doutrina com clareza meridiana em Ef. 2:8 e 9 - "Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie." Primeiramente a graça é que salva e a fé é o meio para obter salvação. Secundariamente, nada do que concerne à salvação procede do homem, e nem poderia ser, visto que, se o mesmo carece de salvação, como poderia ser o próprio promotor dela? Também as Escrituras declaram em outra instância que Deus não concede a Sua glória a outrem, logo, tanto a graça, como a fé, não podem originar-se no homem dominado pela natureza pecaminosa, pois isto seria admitir que há glória no pecado. As obras dos homens não têm validade alguma para o efeito da salvação, têm-na apenas para o sucesso e para as realizações terrenas.
II Co. 11:4 - "Porque, se alguém for pregar-vos outro Jesus que nós não temos pregado, ou se recebeis outro espírito que não recebestes, ou outro evangelho que não abraçastes, com razão o sofrereis." O "Evangelho" Triunfalista ostenta pregação e doutrina que apresentam outro Jesus, outro Espírito e outro evangelho que não constam das Escrituras. É uma apologia à vitória de homens cujas naturezas pecaminosas não foram destruídas na cruz. Querem receber toda sorte de bênçãos, mas não abrem mão das suas vidas almáticas contaminadas pela pecaminosidade herdada de Adão. Por esta razão é que há brigas, dissenções, maledicências, disputas e competições dentro das igrejas e entre denominações religiosas. Pregam apenas os benefícios anunciados pelas Escrituras, mas não recebem o sacrifício de Cristo como inclusivo e substitutivo ao mesmo tempo. Sabe-se que toda verdade pela metade é uma mentira completa. Deus não atua no universo pela metade, mas Suas decisões são anteriores à própria fundação do mundo, portanto, antes dos tempos eternos. Deus vê o fim desde o começo e o começo desde o fim conforme Is. 46:10 - "Que anuncio o fim desde o princípio, e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam; que digo: o meu conselho será firme, e farei toda a minha vontade." A questão fulcral é que a vontade de Deus é soberana. Entretanto, o homem não regenerado não pode conhecer o que é de fato soberania, pois a sua alma contaminada pela natureza pecaminosa presume ter autonomia, livre agência ou livre arbítrio. Confundem escolhas puramente morais e operacionais com liberdade espiritual.

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