sábado, 10 de janeiro de 2009

O QUE É E O QUE NÃO É A IGREJA X

Rm. 16: 1 e 5 - "Recomenda-vos, pois, Febe, nossa irmã, a qual serve na igreja que está em Cencréia, Saudai também a igreja que está em sua casa. Saudai a Epêneto, meu amado, que é as primícias da Acaia em Cristo." Sempre os textos falam da Igreja como um grupo de regenerados que está em algum lugar e não que ela pertença a este ou aquele lugar apenas. Também há inúmeros textos mostrando a Igreja na casa de alguém. Em nenhum texto ou contexto se fala da Igreja com algum nome denominacional, em um suntuoso prédio, ou com adjetivos grandiosos. Contrariamente, a referência à igreja por parte de Cristo é como "pequeno rebanho" conforme Lc. 12:32 - "Não temais, ó pequeno rebanho, porque a vosso Pai agradou dar-vos o reino." Veja, ao Pai agradou dar o reino ao pequeno rebanho de eleitos e preordenados à vida eterna por misericórdia e graça e não por qualquer qualidade humana ou merecimentos.
Esta igreja humanizada, denominacional e institucional, consciente ou inconscientemente está comprometida com o homem e seus pressupostos. Quando for colocada a prova, fará acordo com o anticristo rapidamente. Dela sairão apenas os que foram eleitos antes dos tempos eternos para serem salvos conforme II Tm. 1:9 - "... que nos salvou, e chamou com uma santa vocação, não segundo as nossas obras, mas segundo o seu próprio propósito e a graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos eternos..." A Igreja que foi escolhida pela soberana vontade de Deus não é pomposa, não é famosa, não é cheia de membros inchados em seus méritos e justiças próprias, não se ufana de grandes obras, mas é um pequeno rebanho separado para guardar a divina semente até a consumação dos séculos. Esta Igreja é rejeitada pelo sistema teológico humanizado e institucionalizado, porque nela, o foco está em Cristo, não apenas em palavras, mas em submissão e confissão. Nesta Igreja, a cruz é pregada como um princípio e um caminho e não apenas como um emblema.
A Igreja verdadeira não é subproduto da vontade do homem, mas da ação monérgica de Deus antes que o mundo e tudo o que nele há existisse conforme Tt. 1: 2 - "... na esperança da vida eterna, a qual Deus, que não pode mentir, prometeu antes dos tempos eternos..."
I Tm. 3:15 - "Mas, se tardar, para que saibas como convém andar na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade." Este é o padrão da Igreja verdadeira, a qual não possui nomes: é a casa de Deus, pertence ao Deus vivo, é coluna e firmeza da verdade. Como se pode achar uma igreja com estas características? Como os religiosos andam dentro das suas igrejas? Como dão testemunho do evangelho? Eles confirmam a Igreja como coluna e firmeza da verdade? Isto é feito em palavras apenas, ou em palavras e em atitudes de humilhação? O que é a verdade, ou antes, quem é a verdade? Qual o papel de uma coluna em uma edificação? O que é ter firmeza? O que é levar o morrer diário de Cristo?
A questão básica é que as tais igrejas institucionais são formadas por membros vivos, ou seja, não experimentaram a morte em Cristo por atração e inclusão na Sua morte conforme Jo. 12: 32 e 33 - "E eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a mim. Isto dizia, significando de que modo havia de morrer." Jesus foi levantado da Terra três vezes: uma na crucificação, outra na ressurreição e ainda outra na assunção ao céu. Em todas elas houve uma direta relação com a justificação do pecador. O texto afirma claramente a atração do pecador na morte de Cristo para, com Ele ser destruído o corpo do pecado conforme Rm. 6:6 - "... sabendo isto, que o nosso velho homem foi crucificado com ele, para que o corpo do pecado fosse desfeito, a fim de não servirmos mais ao pecado." O velho homem, isto é, a velha natureza adâmica ou pecaminosa, foi também incluída na morte de Cristo. Obviamente que os religiosos agregados a estas igrejas institucionais que não pregam toda a verdade, não conhecem estes ensinos. Eles pregam apenas o novo nascimento, quando pregam, mas, como pode haver novo nascimento sem morte? Pregam a ressurreição juntamente com Cristo, mas não pregam a morte do pecado na morte de Cristo. Logo, eles creem numa ressurreição com Cristo, mantendo o pecado no homem. Acontece que Cristo não precisaria morrer, pois não cometeu nenhum pecado. A Sua morte foi para atrair o pecador e, com isso, matar a morte que o separa de Deus. Só depois de crer e receber estas verdades escriturísticas se pode falar em Igreja.
Sola Fide
Sola Scriptura
Sola Gratia
Solo Christus
Soli Deo Gloria

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