segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

O QUE É E O QUE NÃO É A IGREJA III

Mt. 18:20 - "Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles." É Igreja apenas quando pessoas estiverem reunidas em o nome do Senhor Jesus. Veja, não são apenas pessoas reunidas dizendo-se que ali estão em nome de Jesus, mas quando elas estiverem reunidas no nome d'Ele. Reunido é um adjetivo que indica uma dupla união por conta do prefixo 're' acrescido do verbo 'unido' no particípio. Não é uma agregação de homens em torno de um ideal, de uma fé, de uma doutrina, ou mesmo de uma denominação religiosa. É algo acima disso, posto que as tais pessoas foram unidas a Ele pela ação unicamente de Deus conforme Jo. 6:44,45 e 65 - "Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou o não trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia. Está escrito nos profetas: E serão todos ensinados por Deus. Portanto, todo aquele que do Pai ouviu e aprendeu vem a mim. E dizia: por isso eu vos disse que ninguém pode vir a mim, se por meu Pai não lhe for concedido."
Ninguém vai a Jesus, aceita Jesus ou faz uma decisão ao lado de Jesus como se induz por meio de processos emocionais na maioria das igrejas. O homem natural não tem inclinação para Deus conforme Rm. 3:11 a 12 - "Como está escrito: não há um justo, nem um sequer. não há ninguém que entenda; não há ninguém que busque a Deus. Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só."
Existem duas formas de ação: a ação sinérgica e a ação monérgica. Na primeira há um conjunto de esforços conjugados pelo homem, enquanto na segunda há um único causador, a saber Deus. A ação que leva o homem a Cristo para n'Ele receber a justificação do pecado é exclusivamente da competência de Deus, sendo, portanto, monérgica. O homem não possui natureza para voltar-se para Deus, para ir até Cristo para receber a justiça divina contra o pecado na cruz. Para burlar este ensino simples das Escrituras, alguns líderes religiosos criaram a ideia falsa de livre arbítrio. Assim, o homem é nesta teologia esdrúxula, ao mesmo tempo morto, separado ou rebelde em relação a Deus, mas também portador de liberdade, discernimento e capacidade de julgamento para aceitar ou não aceitar o dom da salvação. Não é isso que as Escrituras ensinam! Ao contrário, elas ensinam que o homem foi absolutamente corrompido, está totalmente morto para Deus e irremediavelmente depravado em relação à natureza santa e pura de Deus.
No texto que abre este artigo, é afirmado que Cristo está no meio dos que se reúnem em nome d'Ele. A ideia de reunidos em o nome de Cristo é a de que é Ele o centro do culta e da adoração. É Ele quem está entre os seus eleitos e regenerados,e, como consequência eles cultuam o seu nome. A ação é monérgica e não sinérgica. A centralidade é invariavelmente em Cristo e jamais no homem. Não importa se é uma grande congregação, ou se apenas dois ou três reunidos em o nome de Jesus. Observe que em toda a Bíblia, Deus sempre age e executa a Sua soberana vontade com as minorias e não com as maiorias. Isto porque é na fraqueza que podemos ver o poder d'Ele.

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