sábado, 13 de dezembro de 2008

O NATAL NÃO É UM EVENTO CRISTÃO II

Afim de elucidar o falseamento do Natal, enquanto evento tido como cristão, necessário é que se verifique a origem de diversos outros desvios fatais ao equilíbrio do homem, desde que fora feito até os dias de hoje. Tais desvios são realizados de modo sutil e gradativo, a fim de se obter os resultados desejados pelo arqui-inimigo da cruz.
Gn. 2:8 e 9 – “E plantou o Senhor Deus um jardim no Éden, da banda do oriente; e pôs nele o homem que havia formado. Do solo fez o Senhor Deus brotar toda sorte de árvore agradável à vista e boa para alimento e também a árvore da vida no meio do jardim e a árvore do conhecimento do bem e do mal.” Vê-se que Deus plantou um jardim, pôs nele o homem que havia formado; Deus fez brotar diversas plantas boas; todo o trabalho e esforço originou-se em Deus e não no homem. No meio do jardim foram colocadas: a ‘árvore da vida’ e a ‘árvore do conhecimento do bem e do mal’. Até aqui toda a iniciativa foi de Deus e não dos esforços humanos. Em nenhum contexto bíblico Ele exige rituais e atitudes místicas como meios de se produzir santidade ou espiritualidade no homem.
Gn 2:16 e 17 - “E o Senhor Deus lhe deu esta ordem: de toda a árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do bem e do mal, não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás.” Os ordenamentos de Deus, por mais duros e desagradáveis que pareçam, não devem ser questionados ou discutidos. Da ‘árvore da vida’ o homem podia comer, mas da “árvore do conhecimento do bem e do mal” não deveria comer. O inimigo levantou o questionamento perante a mulher acerca da ordem de Deus sobre a ‘árvore do conhecimento do bem e do mal’. Então, todo o mal que sobreveio à humanidade começou com um questionamento a uma ordem de Deus. O homem tornou-se um especialista em questionar ordens e desobedecê-las desde então.
Gn. 3:1 – “Mas a serpente, mais sagaz que todos os animais selváticos que o Senhor Deus tinha feito, disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim?” A serpente foi o primeiro médium  induziu a mulher ao erro por meio de meias verdades, ou de insinuações duvidosas. O princípio do erro sempre começa pela geração da dúvida, nunca pela negação ou afirmação absoluta. Deus havia dito apenas parte do que a serpente disse à mulher e também não havia uma entonação dúbia no que Ele dissera. O inimigo omitiu a parte que continha a proibição de Deus ao homem. Como apenas parte da resposta da mulher foi correta, criou-se, então, o meio termo que o Diabo queria, e, por isso, o inimigo partiu para uma segunda investida. Conclui-se que uma pregação pode ter diversos significados, dependendo de quem prega, como prega e por que prega. Também entendemos, que, o fato de alguém saber a verdade e até repeti-la aos outros, não o isenta de cair em erro. Tal saber poderá ser apenas uma questão de posição e não de relação. O que garante a imunidade do homem ante ao pecado é a morte na cruz em Cristo e a ressurreição juntamente com Ele.
Gn. 3:5 – “Então disse a serpente à mulher: é certo que não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal.” Há muitos crentes que vivem por aí liberando poder, declarando a palavra, declarando isto ou aquilo em nome de Jesus, dando ordens a Deus. Todavia, quando confrontados com a real situação das suas naturezas pecaminosas são uma negação. Nada sabem de fato do que as Escrituras ensinam com clareza. O mesmo ocorreu à mulher na crise do Éden. Respondeu conforme informações recebidas de Adão e não de Deus, porém quando o Diabo “mostrou” a possibilidade de ela ser, como Deus, esqueceu-se rapidamente da ordem, ou da primeira pregação. É isto! Pequenas nuanças, pequenas coisas, pequenas modificações na verdade são capazes de provocar um enorme estrago. O Diabo
garantiu à Eva que ela e o seu marido não morreriam. Primeiro isto significa colocar Deus na condição de mentiroso e manipulador. Também coloca Deus na condição de egoísta, pois teria reservado só para si algo maravilhoso. Assim, nem o Diabo tinha autoridade para falar sobre estas questões, nem a mulher autorização para fazer diferente do que lhe havia sido repassado pelo marido. O homem, ainda hoje vive pelas possibilidades lógicas e psicológicas e não pelo poder de Deus. Vive pelas pregações enganosas e mentirosas e não pelas Escrituras. Aí está o “princípio da árvore do conhecimento do bem e do mal”. Vê-se cada vez mais o quanto se valoriza o intelecto nas pregações, enquanto o correto seria valorizar a fundamentação bíblica da pregação. Não importam apenas as citações da Bíblia, mas o ensino definido e respaldado por Deus. Pois, só se ensina aquilo que foi revelado por Deus em Sua Palavra. Pelas mesmas razões é que o natal não é um evento genuinamente cristão.
Gn. 3:6 a 8 – “Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento, tomou-lhe do fruto e comeu e deu também ao marido, e ele comeu. Abriram-se, então, os olhos de ambos; e, perceberam que estavam nus, coseram folhas de figueira, e fizeram cintas para si. Quando ouviram a voz do Senhor Deus, que andava no jardim pela viração do dia, esconderam-se da presença do Senhor Deus, o homem e sua mulher, por entre as árvores do jardim.” Viu, agradou, desejou, tomou, comeu e deu. Alguém disse que deveríamos ler a Bíblia pelos verbos. É mesmo, as verdades de Deus são comunicadas principalmente por meio dos verbos. Observe que a trama do pecado foi pelo paladar e pela flora. Por isso, dizem que o costume de agradar visitas com comida é uma herança do Éden. Veja que os piores produtos expostos nas lojas são os que têm os melhores invólucros. Precisam ser bonitos para despertar desejos no consumidor. Folhas de figueiras foram costuradas para cobrir o pecado, o homem e a mulher se esconderam no meio das plantas com medo de Deus. Nisto verificamos os primeiros esforços da religião do homem e não de Deus. Porque figueira? O figo não é fruto. É infrutescência, porque não é completo, isto é, não possui casca, mesocarpo e endocarpo. É oco, vazio por dentro. Este é o sentido daquilo que é vão ou vaidade. É o mesmo sentido de idolatria. Vazio, oco, sem consistência, sem substância. Além do mais, quando o homem costurou folhas para se cobrir, significa o seu próprio esforço em dar um jeitinho ao seu erro diante de Deus. É a lei do esforço ou da justiça própria. Observe que, quando a polícia prende um bandido, a primeira reação dele é encobrir o rosto com a camisa. Esconde o seu rosto diante dos seus erro a fim de preservar a imagem que tem de si e que deseja que os outros tenham sobre ele.
Gn. 3: 9-14 – “E chamou o Senhor Deus ao homem e lhe perguntou: onde estás? Ele respondeu: ouvi a tua voz no jardim, e, porque estava nu, tive medo, e me escondi. Perguntou-lhe Deus: quem te fez saber que estavas nu? Comeste da árvore de que te ordenei que não comesses? Então, disse o homem: a mulher que me deste por esposa, ela me deu da árvore, e eu comi. Disse o Senhor Deus à mulher: que é isso que fizeste? Respondeu-lhe a mulher: a serpente me enganou, e eu, comi. Então, o Senhor Deus disse à serpente: visto que isso fizeste, maldita és entre todos os animais domésticos e o és entre todos os animais selváticos; rastejarás sobre o teu ventre e comerás pó todos os dias da tua vida.” Veja a sequência de culpa transferida: o homem culpou a mulher, esta culpou a serpente e, esta, como não tinha a quem culpar ficou quieta. O importante é que Deus sempre busca o homem, procura-o lhe dirigi a palavra e quer vê-lo. Todavia, o homem sempre se esconde de Deus, porque quer resolver-se por conta própria. Atualmente a forma mais comum de se esconder de Deus é através da religiosidade. O homem continua cosendo folhas de figueiras para apresentar sua religião de disfarces a Deus. É como os bailes de máscaras, todos sabem quem são todos, mas todos fingem não serem o que são.
Quando Deus procura o homem e o confronta entre a sua ordem e o que ele realmente está fazendo, este se apresenta com suas justiças próprias. Por isso a Igreja é um mero ajuntamento de pessoas contradizentes, fofoqueiras, maledicentes  sem amor e sem gratidão para com Deus. Por isso, há ‘muitos fracos, doentes e outros tantos que dormem’ conforme I Co. 11:29 e 30.
Gn.3:15-19 – Veja, nestes versículos, uma seqüência de maldições e juízos de Deus sobre o homem, a serpente e a terra. Uma coisa precisamos evidenciar: “...No suor do rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, pois dela foste formado; porque tu és pó e ao pó tornarás”. O labor e o trabalho difícil é fruto da maldição. Deus ordenou ao homem que administrasse a terra. Guarde bem isto, para entender algo mais adiante.
Gn. 3:21 – “Fez o Senhor Deus vestimentas de peles para Adão e sua mulher e os vestiu.” Se Deus fez vestimentas de peles, algum animal teve de ser sacrificado. Aqui se vê o sacrifício de Cristo. Sangue foi derramado para o homem ter a sua consciência de imoralidade coberta. Indicando o sacrifício de Cristo na cruz pelo homem. Onde aparece árvores de natal? Na verdade o que reaproxima o homem decaído de Deus é o sangue sacrificial do Seu Unigênito Filho.
Gn. 3:22-24 – verificamos a expulsão do homem do jardim e o impedimento deste de ter acesso à ‘árvore da vida’. Isto era para evitar que o homem, agora pecador, comesse daquela árvore e passasse com o pecado para a eternidade. Isto demonstra a imensidão do amor de Deus ao impedir um mal maior ao homem.
Gn. 4:16 – “Retirou-se Caim da presença do Senhor e habitou na terra de Node, ao oriente do Éden.” Esta é a atitude do homem em rebelião contra Deus. Retira-se, foge de cara feia, afirma-se no seu próprio conceito de justiça e de verdade. Quase todas as vezes que um pregador fala acerca da verdade de Deus é isso que acontece dentro das igrejas. São tachados de radicais, antiquados, descontextualizados, heréticos, etc. Os legalistas e ritualistas sempre são reacionários diante da verdade bíblica, mas são totalmente abertos aos comportamentos puramente religiosos e do esforço próprio. Porque esta é uma teologia que os inclui com suas verdades próprias e com suas naturezas não regeneradas.

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