quinta-feira, 24 de julho de 2008

O CRISTO DA RELIGIÃO x O CRISTO DO EVANGELHO IX

O Cristo da religião é um construtor de dependências por meio de soluções de problemas e cogitações das coisas do homem. Ele é cultuado e adorado não de modo ressurreto, mas a partir da vida da alma, visto que o homem antes do nascimento do alto é controlado apenas pela alma e pela carnalidade. Por isso, o homem decaído busca, neste falso Cristo, constituído por ele mesmo, apenas satisfação dos seus anseios, dos seus medos, das suas taras, dos seus desejos e ambições. Uns anseiam por poder, outros por bens, outros por fama, outros por beleza, outros por amor, outros por admiração, outros ainda por reconhecimento e aplausos. Em tudo isto, o Cristo do evangelho não está, e nem mesmo poderia estar, porque são somente coisas, interesses, desejos almáticos. Há até religiosos que buscam no Cristo da religião a salvação, mas desde que seja ela por ele conduzida e não pelo Salvador.
O Cristo do evangelho, contrariamente, após o nascimento do alto dá início a um severo e profundo processo de desconstrução do homem adâmico, do velho homem ou da natureza pecaminosa. II Co. 5:17 - "Por isso daqui por diante a ninguém conhecemos segundo a carne; e, ainda que tenhamos conhecido Cristo segundo a carne, contudo agora já não o conhecemos desse modo. Pelo que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo." A reconstrução é tão profunda que, até mesmo, a forma de ver as outras pessoas se altera. A identificação e a relação com as pessoas deixa de ser puramente carnal, para se tornar uma relação espiritual. O conhecimento de Deus, de si mesmo e do outro passa a ser por meio das lentes do espírito do homem guiado pelo Espírito Santo. Os interesses mudam o foco, porque se trata de uma nova criatura, na qual, tudo se fez novo e o velho foi crucificado. Aquilo que está morto não tem mais vontade, não tem mais direitos, cessam todos os pleitos.
Comumente, o homem religioso imagina em seu coração que após a conversão, Deus opera uma transformação, retirando tudo o que é ruim apenas. Os vícios, os medos, as angústias, os pensamentos inadequados, as doenças, os comportamentos duvidosos são extirpados e a pessoa passa por uma profunda reforma moral. Este tipo de operação se dá apenas quando a pessoa se converteu de uma crença à outra, de uma religião à outra, ou mesmo de um modo de vida à outro. Todavia, as Escrituras mostram abundantemente que nenhum pecador pode "se converter". Ou ele é convertido e se torna uma nova geração em Cristo, ou passou apenas por uma nova experiência religiosa, porque, se alguém pudesse se converter, Cristo e sua morte de cruz seria absolutamente desnecessário e até mesmo ridículo.
Rm. 3: 10 a 12 - "... como está escrito: não há justo, nem sequer um. Não há quem entenda; não há quem busque a Deus. Todos se extraviaram; juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só." Não havendo nenhum homem que seja justo em si mesmo, que não tenha entendimento das coisas espirituais, que não busque a Deus, que se extravia e se faz inútil, como se pode admitir que este homem, em condições que tais, possa de algum modo ser o produtor de sua própria conversão ou mesmo da sua própria salvação?
O Cristo do evangelho é quem opera no homem regenerado uma total desconstrução, não só das coisas considerados ruins ou errôneas, mas também de todas as coisas consideradas virtuosas, valorosas e boas. Isto porque, todas elas foram desenvolvidas por uma alma decaída. Agora na nova geração em Cristo, todas as coisas velhas não existem mais, tudo se fez novo. Enquanto, o homem não recebe graça para crer e receber isto como verdade, nada aconteceu de fato em sua fé.   Estará apenas na esfera da religião e não do evangelho da verdade. Cristo não tem parte nestas coisas, sejam boas, sejam ruins.

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