domingo, 20 de julho de 2008

O CRISTO DA RELIGIÃO x O CRISTO DO EVANGELHO II

Já foi tratado no artigo anterior que não se pode tomar coisas como sendo o caminho, a verdade e a vida. Cristo é o caminho, a verdade e a vida e não coisas. Ele é o Filho de Deus e o redentor qualificado para justificar o pecador e conceder-lhe plena salvação. Cristo é uma realidade divina pré-existente, enquanto Jesus é o homem histórico, no qual o Filho de Deus habitou corporalmente para se fazer homem a fim de redimir o homem pecador. Porém, não são duas pessoas distintas! Este ensino errôneo se constitui em uma heresia chamada Modalismo, ou Adocionismo. No Adocionismo, desenvolvido no cristianismo primitivo, Jesus nasceu humano e tornou-se divino no batismo, isto é, filho de Deus por adoção. O Modalismo, por seu turno, trata Deus e Jesus como dois modos do mesmo sujeito. Jesus é considerado filho de Deus pela graça e pela natureza, mas, como homem foi feito filho de Deus apenas por adoção e graça no batismo.
Obviamente que este ensino nada tem a ver com a sã doutrina bíblica. São apenas conjecturas humanas cujo fim é a torção da verdade e a diluição da graça. Isto é o resultado de um conhecimento falso acerca de Deus e do Seu Filho Unigênito. O Cristo apresentado pela religião sempre permite adulterações da verdade, mas o Cristo revelado por Deus em Sua Palavra não dá qualquer margem a desvios da sã doutrina. Religiões são subproduto do homem e não criações de Deus.
Jo. 11:25 - "Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida." Mais uma vez Cristo se afirma como sendo a ressurreição e a vida. Não foi nenhum apóstolo ou discípulo que o afirmou, mas Ele mesmo. Então, não se trata de uma mera opinião acerca d'Ele. Para que Cristo se identifique como sendo a ressurreição, há primeiramente, a necessidade de que Ele admita a Sua morte. Também, Ele não diz que tem o poder de dar ressurreição a alguém, mas Ele mesmo é a ressurreição! Ainda afirma que Ele mesmo é a vida. Cristo não possui porções de vida para conceder a quem quer que seja, mas Ele é a própria vida. Isto implica em algo eterno, irrevogável e permanente, pois Aquele que é a vida, o é eternamente. Ele não está com a vida, Ele é a vida. Para muitos religiosos incrédulos, suas práticas se assemelham àqueles joguinhos, que, quando se vai enfraquecendo, vão em alguma fonte e ganham vida para continuar a luta. A verdade do evangelho nada tem a ver com este tipo de crença e prática religiosa.
Jesus havia ressuscitado a Lazaro, mas não foi simplesmente por dar a ele vida, mas porque Ele mesmo é a vida. Ele não disse "eu ressuscito os mortos", mas disse: "eu sou a ressurreição."
Os religiosos gostam muito de demonstrações de poder por parte de Deus ou daqueles que se dizem seus servos. Então, quando eles propõem ou afirmam terem determinados poderes, todos ficam admirados. Entretanto, o Cristo do evangelho não age assim. Ele não trata o homem com base no que Ele pode fazer, mas com base no que Ele é. O homem religioso prefere ver pelas lentes do que Deus pode fazer, porque isto faz que o foco fique no mérito e na justiça própria humana. Entretanto, Deus age com base no que Ele é, e não no que o homem imagina que Ele seja. Deus é, Ele não apenas existe!
Cristo não é capaz apenas de preservar a vida, mas Ele mesmo é a vida. Ele é o doador e a doação ao mesmo tempo. Isto só é perceptível no verdadeiro evangelho!
Devemos ver pelas lentes de Deus e não pelas possibilidades do homem, ainda que reto, íntegro, temente e se desvie do mal. Cristo é o tudo de Deus para o homem, pois é Ele que Deus tem nos dado e não as coisas que Ele é capaz de nos fazer. Ver Deus apenas com base no que Ele é capaz de fazer é uma visão contorcida acerca de Deus, do Seu Filho e da verdade.
Jesus não foi apenas o ressuscitador de Lázaro, mas Ele mesmo é a ressurreição de Lázaro. Desta forma é que se deve ver Deus e Seu Filho Unigênito ao qual foram subordinadas todas as coisas no Universo. Porque Jesus foi a ressurreição de Lázaro, por isso Lázaro foi ressuscitado. Nunca o contrário!
Este é o princípio espiritual que conduz o homem às coisas espirituais.

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