terça-feira, 10 de junho de 2008

LEIS QUE REGEM O HOMEM VI

"Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semeia, isso também ceifará. Porque o que semeia para a sua própria carne da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o espírito do Espírito colherá vida eterna." A chamada de Paulo aos gálatas é no sentido em que eles não poderiam se deixar guiar pelo engano. Assim sendo fica evidente, que, até mesmo os nascidos de Deus podem ser envolvidos pela lei do pecado e da morte. Entretanto, o incrédulo que é guiado por esta lei, está em permanente zombaria de Deus, porque é guiado pelo que a sua natureza é. Reflete a sua realidade espiritual decaída e alijada da vida de Cristo. Quando um regenerado admite ser guiado pela carne, estará zombando de Deus, precisamente porque ele conhece a vida de Cristo. É uma opção responsabilizável moralmente, posto que consciente e passível de ser superada pela lei do espírito da vida em Cristo Jesus. O homem colhe de acordo com a finalidade da sua semeadura: se para a carne, colhe corrupção, se para o espírito colhe vida eterna.
Sabe-se com base em Rm. 7:11 que o pecado agindo na carne, é responsável pelo engano, gerando como resultado, a morte. Isto pode acontecer apenas em uma área da vida, ou mesmo em diversas áreas. Neste sentido, o homem se torna enganado e enganador de si mesmo e dos outros. A definição de engano é: "não saber sobre algo ou estar inconsciente do engano." Quando alguém sabe que está sendo enganado, não há mais o engano, porém quando se deixa reger pela lei do pecado e da morte, o resultado é a colheita das obras da carne, ou seja, corrupção.
A primeira evidência que alguém está sendo regido pela lei do pecado e da morte é uma incomensurável sensação de injustiça e autocomiseração. O homem, nesta situação, não aceita colher os frutos da lei do pecado e da morte. Por isso, gera um enorme sentimento de mágoa contra Deus, pois em sua mente enganada, imagina estar no espírito, quando de fato está na carne. O resultado disto é o estado de rebelião, mágoa e condenação a tudo e a todos.
O homem é o que imagina e imagina o que é conforme Pv. 23:7 - "Porque, como ele pensa consigo mesmo, assim é." Então, nesta perspectiva o homem pode estar sendo conduzido apenas pela lei da sua mente fundamentada na carne e não no espírito. O raciocínio da mente humana é no grego neotestamentário 'dialogizomai'. Deste vocábulo provém o termo diálogo, o que expressa a interpretação do raciocínio capturado pelos sentidos naturais acerca das informações externas, acerca de Deus e dos outros homens. Entretanto, a lei do espírito da vida em Cristo Jesus nos dá a percepção correta, a luz, ou o conhecimento, sendo na língua do novo testamento a palavra 'epiginosko'. Assim, toda vez que o Espírito Santo dá a revelação de que alguém está na lei do pecado e da morte, este deve confessar que foi justificado em Cristo Jesus e, assim, reconhecer que está na lei do espírito da vida em Cristo Jesus.
Rm. 8:1 - "Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus." Todo o tempo a lei do pecado e da morte conduz o homem para não crer que foi liberto da condenação do pecado. A mente humana enganada pela sensorialidade captura as informações dos sentidos naturais e faz com que tais sinais sejam interpretados como manifestações espirituais, quando de fato são carnais.
Portanto, a todo tempo o homem regenerado está sendo operado por Deus na lei do espírito da vida em Cristo Jesus conforme I Co. 1:30 - "Mas vós sois dele, em Cristo Jesus, o qual se nos tornou, da parte de Deus, sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção." Verifica-se que toda ação é monérgica, a saber unicamente dirigida, operada e operacionalizada por Deus. O homem é ser passivo neste processo, pois pertence a Deus, em Cristo Jesus, posto que Ele é sabedoria, justiça, santificação e redenção para o pecador. É a mais contundente manifestação da graça de Deus.
É Deus quem opera as leis espirituais por meio de Cristo como o reparador da falta de competência humana para promover a própria redenção conforme Rm. 3:25 - "... a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância deixado impunes os pecados anteriormente cometidos." A apropriação do favor de Cristo se dá por meio da fé e, esta é dom de Deus. O pecado original, a natureza adâmica, o velho homem ou a pecaminosidade é extirpado na cruz pela inclusão do pecador na morte de Cristo. Mas, os pecados ou atos pecaminosos anteriores a este fato são esquecidos. Deste momento em diante, o homem nascido de Deus passa a ter a sua disposição as leis espirituais e o Espírito Santo o conduzirá a viver da lei da vida em Cristo Jesus. É um tratamento permanente e gradativo, pois o pecado ainda está na carne conforme Rm. 7:17 - "Agora, porém, não sou mais eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim." Ora, se não é o 'eu' que pratica o pecado, pois está crucificado com Cristo, quem ou o que o coloca em marcha? É a carnalidade, ou seja, o conjunto das ações morais regidas pela lei do pecado e da morte.

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